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📍 Nova Orleans
📍 Dica rápida

Sazerac Bar: o balcão do Roosevelt Hotel que empresta o nome ao coquetel símbolo de New Orleans

Em 1949, o dono do Roosevelt Hotel comprou os direitos do nome Sazerac e batizou o bar do saguão. O coquetel em si nasceu décadas antes, no French Quarter, mas é aqui, entre móveis art déco, que muita gente bebe o primeiro da noite.

Interior do Sazerac Bar, no Roosevelt Hotel, em New Orleans

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Sazerac Bar (The Roosevelt Hotel) Bar
    Sazerac Bar
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📍 Quioto
📍 Dica rápida

Nishiki Market: 400 anos de história dentro da “cozinha de Quioto”

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O primeiro comércio de peixes na rua onde hoje fica o Nishiki Market abriu por volta de 1310, atraído pela água subterrânea gelada do local — refrigeração natural séculos antes da eletricidade. Em 1615, o governo da época oficializou o local como mercado de peixes de Quioto, dando início a uma história documentada de mais de 400 anos.

Foi só no período Meiji, e principalmente depois de 1928 — quando uma associação de comerciantes locais incentivou os lojistas a diversificar além do peixe, somando frutas, verduras, carnes, tofu e conservas — que o mercado ganhou o apelido que carrega até hoje: "a cozinha de Quioto". Atualmente mais de 130 barracas dividem uma galeria coberta de cerca de 400 metros de extensão, vendendo desde vegetais típicos de Quioto (kyoyasai) até doces wagashi e petiscos como o tako tamago, um mini-polvo recheado com ovo de codorna.

Galeria coberta do Nishiki Market, em Quioto

Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Nishiki Market Restaurante
    609 Higashiuoya-cho, Nakagyo-ku, Kyoto 604-8055, Japão
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Café A Brasileira: a casa de 1905 no Chiado que ensinou Lisboa a beber bica

Fachada histórica do Café A Brasileira, no Chiado, em Lisboa

Foto: VDT2021 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Em 19 de novembro de 1905, um comerciante chamado Adriano Telles abriu as portas de uma loja na Rua Garrett, no Chiado, para vender "café genuinamente brasileiro" trazido de Minas Gerais. Para atrair fregueses, Telles oferecia uma xícara grátis a quem comprasse um quilo do grão moído — e foi ali, nesse balcão, que Lisboa provou pela primeira vez a bica: uma dose curta e forte de café, servida na época acompanhada de leite de cabra fresco vindo das quintas vizinhas. Mais de um século depois, o Café A Brasileira segue no mesmo endereço, um dos três cafés mais antigos da cidade ainda em atividade.

Um emigrante entre Portugal e Minas Gerais

Antes de virar dono de café em Lisboa, Adriano Soares Telles do Valle (1859-1932), natural de Alvarenga, embarcou para o Brasil em 1872, ainda adolescente. Lá se casou com a filha de um dos maiores produtores de café de Minas Gerais e prosperou como agricultor e comerciante, chegando a fundar uma rede de lojas batizada "Ao Preço Fixo", que reunia desde casa de câmbio a comércio geral. A doença da esposa o trouxe de volta a Portugal; ela não resistiu, mas Telles ficou e transformou a experiência mineira em negócio: passou a importar café brasileiro em grande escala e, a partir da loja do Chiado — que antes vendia camisas —, expandiu a marca A Brasileira também para Coimbra, Braga, Porto e Sevilha, sempre com a mesma isca comercial: café grátis por xícara a quem comprasse o produto embalado.

Do balcão de venda ao salão Art Nouveau

O projeto original da fachada e da decoração interior ficou a cargo do arquiteto Manuel Norte Júnior, que seguiu o gosto parisiense então em voga — espelhos, painéis de madeira trabalhada e uma atmosfera de outra época. Décadas depois, uma reforma assinada pelo arquiteto José Pacheco deu ao espaço contornos Art Déco: entrada em verde e dourado, paredes espelhadas, ferragens em latão, um longo balcão de carvalho e reservados de madeira que até hoje estruturam o salão. Em 1997, o imóvel foi classificado como imóvel de interesse público, reconhecimento formal do papel que ocupa na paisagem urbana de Lisboa.

Interior decorado do Café A Brasileira, com espelhos e detalhes em madeira

O salão interior preserva espelhos, madeira trabalhada e ferragens de latão de sucessivas reformas.

O ponto de encontro de Fernando Pessoa

Foi nesse salão que o café se tornou palco de tertúlias literárias e artísticas nas primeiras décadas do século XX. Fernando Pessoa era cliente frequente, ao lado de nomes como Jorge Barradas e Almada Negreiros, discutindo poesia e modernismo entre uma bica e outra. A associação entre o poeta e a casa ficou tão forte que, em 1988, foi inaugurada na calçada em frente uma estátua em bronze de Pessoa, obra do escultor Lagoa Henriques: o poeta sentado a uma mesa de esplanada, chapéu na cabeça, mão pousada sobre o tampo e olhar perdido no horizonte. A escultura se tornou um dos pontos mais fotografados do Chiado, disputando espaço com turistas que se sentam ao lado para uma foto.

De onde vem o nome "bica"

A origem exata do termo ainda divide os lisboetas. Uma explicação liga o nome ao jato de café caindo da máquina para a xícara, como uma bica d'água ou fonte. Outra, mais popular e provavelmente lendária, defende que "bica" seria um acrônimo de "beba isto com açúcar", frase que Telles teria usado para convencer os primeiros clientes a experimentar a bebida forte e amarga vinda do Brasil. Seja qual for a origem real, o nome pegou e se espalhou por Lisboa muito além das paredes do Chiado, virando sinônimo local de café expresso.

Ambiente do Café A Brasileira no Chiado, Lisboa

O Café A Brasileira permanece em atividade no mesmo endereço da Rua Garrett desde 1905.

Mais de cem anos depois de Adriano Telles servir a primeira bica no balcão da Rua Garrett, o Café A Brasileira segue como um dos endereços mais visitados de Lisboa — não apenas pelo café, mas pelo peso simbólico de ter sido, por décadas, o escritório informal de um dos maiores poetas da língua portuguesa.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Café A Brasileira — Wikipédia

Foto: VDT2021 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Famoso pelo pastel de belém ou pastel de nata?

Onde fica

  • Café A Brasileira Cafeteria
    Café A Brasileira, Rua Garrett, Lisboa, Portugal

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📍 Praga
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Casa Dançante: o edifício de Frank Gehry às margens do Vltava

Concluída em 1996 por Frank Gehry e Vlado Milunić, a Casa Dançante é o exemplo mais famoso de arquitetura moderna em Praga, com duas torres curvas que lembram um casal dançando — por isso o apelido "Fred e Ginger". Fica às margens do rio Vltava, num contraste marcante com os prédios históricos ao redor.

Casa Dançante (Tančící dům) às margens do rio Vltava em Praga

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Casa Dançante (Tančící dům) Ponto Turístico
    Jiráskovo nám. 1981/6, 120 00
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