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📍 Nápoles
📍 Dica rápida

Pizzeria Brandi: a casa que diz ter criado a margherita para uma rainha, e por que os historiadores duvidam

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Numa ladeira estreita dos Quartieri Spagnoli, a poucos minutos da Via Toledo, fica uma das pizzarias mais antigas de Nápoles. Segundo a história da casa, ela foi fundada em 1780 por Pietro Colicchio, que, sem herdeiros, deixou o negócio para a família Brandi. A pizzaria segue no mesmo ponto, na Salita Sant'Anna di Palazzo.

A rainha e as três cores

A história que a casa conta, e que está numa placa na fachada, é esta: em junho de 1889, o pizzaiolo Raffaele Esposito, casado com Maria Giovanna Brandi, foi chamado para fazer pizzas para o rei Umberto I e a rainha Margherita de Savoia. Das três que preparou, a preferida da rainha foi a de tomate, mozzarella e manjericão, as cores da bandeira italiana. Esposito teria batizado a pizza com o nome dela, e a pizzaria guarda uma carta de agradecimento da corte.

O que dizem os historiadores

A pesquisa mais recente desconfia da versão. Nenhum jornal da época noticiou a tal visita, a autenticidade da carta foi contestada, e tanto a história quanto o nome "margherita" só aparecem com força nas décadas de 1930 e 1940. Pizzas com tomate e mozzarella já existiam em Nápoles antes de 1889. Nada disso tira o lugar da Brandi na história da pizza; só muda a frase da placa de fato para lenda.

Dica

Peça a margherita, claro, e compare com a de outras casas históricas da cidade. A Brandi fica perto da Piazza del Plebiscito e do Teatro di San Carlo, então dá para emendar no mesmo passeio.

Pizza servida na Pizzeria Brandi, em Nápoles

Foto: Wikimedia Commons (CC0)

Onde fica

  • Pizzeria Brandi Restaurante
    Salita Sant'Anna di Palazzo, 1/2, 80132 Napoli NA, Itália
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Bandeira de China China
📍 Pequim

Muralha da China: mais de dois mil anos construindo a maior estrutura defensiva do mundo

Trecho de Badaling da Muralha da China

Foto: CEphoto, Uwe Aranas / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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Diferente do que muita gente imagina, a Muralha da China não foi construída de uma só vez nem por uma única dinastia — é, na verdade, um conjunto de muralhas erguidas, reformadas e conectadas ao longo de mais de dois mil anos, começando ainda no século VII a.C. e ganhando a forma mais conhecida hoje durante a dinastia Ming, entre os séculos XIV e XVII. Estima-se que a extensão total de todos os trechos já construídos ultrapasse 21 mil quilômetros.

Unificada pelo primeiro imperador

O primeiro grande esforço de unificação de muralhas já existentes aconteceu sob o comando de Qin Shi Huang, o primeiro imperador de uma China unificada, no século III a.C. Nesse período, trechos construídos separadamente por diferentes reinos em guerra foram conectados numa linha defensiva contra invasões de povos nômades do norte, com um custo humano altíssimo — registros históricos indicam que centenas de milhares de trabalhadores, muitos deles forçados, morreram durante a construção.

Badaling, o trecho mais visitado

O trecho de Badaling, a cerca de 70 quilômetros de Pequim, foi reconstruído durante a dinastia Ming como parte do sistema defensivo mais próximo da capital e é hoje o segmento mais visitado por turistas, tanto pela proximidade com Pequim quanto pelo bom estado de conservação. As torres de vigia espaçadas ao longo do trajeto eram usadas para comunicação por sinais de fumaça, permitindo alertar rapidamente sobre movimentações inimigas ao longo de toda a extensão da muralha.

Torres de vigia ao longo da Muralha da China

As torres de vigia serviam para comunicação por sinais de fumaça entre diferentes pontos da muralha.

Um mito sobre visibilidade do espaço

Uma das lendas mais repetidas sobre a Muralha da China é a de que ela seria visível a olho nu do espaço — informação hoje desmentida por astronautas e pela própria Nasa, já que a largura da estrutura é pequena demais para ser distinguida a olho nu de órbita, mesmo sendo tão extensa em comprimento.

Vista da Muralha da China serpenteando pelas montanhas

A muralha acompanha o relevo montanhoso ao norte da China por milhares de quilômetros.

Dicas para a visita

Badaling costuma ficar extremamente cheio nos fins de semana e feriados chineses — trechos alternativos como Mutianyu, um pouco mais distantes de Pequim, costumam ser opções mais tranquilas para quem prioriza uma experiência menos concorrida. Vale levar água e protetor solar, já que boa parte do trajeto não tem sombra e envolve subidas íngremes por escadas de pedra.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Grande Muralha da China — Wikipédia

Foto: CEphoto, Uwe Aranas / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).

Onde fica

  • Muralha da China (Badaling) Histórico
    Badaling, Pequim, China

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Pelourinho: a praça que guarda (e expõe) a história afro-brasileira de Salvador

Casario colorido do Pelourinho, centro histórico de Salvador

Foto: Wellington Da Costa Gomez / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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No topo da Cidade Alta de Salvador, um conjunto de ladeiras íngremes e casarios coloridos do período colonial forma um dos centros históricos mais importantes do Brasil. O Pelourinho recebeu esse nome por ter sido, durante o Brasil colonial, o local onde ficava o pelourinho — poste de pedra usado para castigar publicamente pessoas escravizadas. Hoje, o mesmo espaço se tornou um dos principais símbolos da cultura afro-brasileira no país, um giro histórico carregado de significado.

Centro do comércio colonial

Fundada em 1549 como a primeira capital do Brasil colonial, Salvador teve no Pelourinho o coração administrativo, religioso e comercial da cidade durante séculos. A região concentrava igrejas barrocas, sobrados de comerciantes e, tragicamente, também foi um dos principais pontos de comércio de pessoas escravizadas trazidas da África — a Bahia recebeu, ao longo de mais de três séculos, o maior contingente de africanos escravizados de todo o Brasil.

Patrimônio Mundial da Unesco

Depois de décadas de abandono e degradação ao longo do século XX, o Pelourinho passou por um amplo processo de restauração a partir de 1992, recuperando fachadas, ladeiras e igrejas históricas. Em 1985, antes mesmo da restauração, o conjunto já havia sido reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial, muito por conta do valor arquitetônico do maior conjunto de arquitetura colonial e barroca preservado nas Américas.

Ruas de pedra e casarios coloniais do Pelourinho

As ladeiras de pedra e os sobrados coloridos são marca registrada do bairro.

Cultura afro-brasileira em primeiro plano

Hoje o Pelourinho é também point de grupos como o Olodum, bloco afro fundado em 1979 que transformou o local em palco de ensaios e apresentações, e sede de instituições culturais dedicadas à história e à cultura negra, como a Fundação Casa de Jorge Amado e diversos museus afro-brasileiros. Capoeira, candomblé e música percussiva fazem parte do cotidiano das ruas, tornando o Pelourinho um espaço de celebração da cultura que, séculos atrás, sofreu ali sua página mais violenta.

Casario colonial colorido do centro histórico de Salvador

O bairro é hoje um dos centros culturais mais ativos de Salvador.

Dicas para a visita

As ladeiras de pedra são bonitas mas exigem atenção — calçados confortáveis ajudam bastante. Vale reservar uma tarde inteira para caminhar sem pressa, visitar igrejas como a de São Francisco (com interior coberto de ouro) e assistir, se coincidir com terça-feira à noite, à roda de música que costuma tomar conta das ruas do bairro.

Onde fica

  • Largo do Pelourinho Histórico
    Pelourinho, Salvador, Bahia

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📍 Wiltshire

O que fazer em Wiltshire: 5 paradas escolhidas

Pedras do círculo neolítico de Avebury, em Wiltshire, na Inglaterra

Foto: Pavlo Boyko / Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Wiltshire, Reino Unido: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Avebury Stone Circle
  2. Salisbury Cathedral
  3. The Haunch of Venison
  4. Fisherton Mill
  5. The Cloisters

O que visitar

1. Avebury Stone Circle

Pedras do círculo neolítico de Avebury, em Wiltshire, na Inglaterra
Foto: Bo&Ko / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Maior que Stonehenge e livre para caminhar entre as pedras a qualquer hora, o círculo de Avebury cerca literalmente a vila e faz parte do mesmo Patrimônio Mundial da UNESCO. Uma boa forma de começar o dia por Wiltshire, sem as filas do vizinho mais famoso.

Endereço: Avebury Stone Circle, High Street, Avebury, United Kingdom

2. Salisbury Cathedral

Fachada e torre da Catedral de Salisbury, em Wiltshire, na Inglaterra
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Com 123 metros, a torre da Catedral de Salisbury é a mais alta da Inglaterra e guarda uma das quatro cópias originais da Magna Carta de 1215. O relógio mecânico do interior, de 1386, está entre os mais antigos ainda funcionando no mundo.

Endereço: Salisbury Cathedral, 33 Bishop's Walk, Salisbury, United Kingdom

Onde comer

3. The Haunch of Venison

Fachada de vigas de madeira do pub The Haunch of Venison, em Salisbury
Foto: Chris Talbot / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Perto da Catedral de Salisbury, este pub de vigas de carvalho remonta à década de 1320 e guarda curiosidades como uma mão mumificada exposta numa parede. Bom lugar para um almoço tradicional inglês em ambiente histórico, tombado como Grade II*.

Endereço: The Haunch of Venison

Onde tomar café

4. Fisherton Mill

Fachada do café e galeria Fisherton Mill, em Salisbury
Foto: Ian Capper / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Um moinho de grãos do século 19 transformado em café e galeria, com espaço para artistas residentes. Vale parar para um café da tarde enquanto se passeia pelas obras de artesãos locais expostas pelos corredores.

Endereço: Fisherton Mill, 108 Fisherton Street, Salisbury, United Kingdom

Onde beber

5. The Cloisters

Fachada do pub histórico The Cloisters, em Salisbury
Foto: Jaggery / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A dois minutos a pé da Catedral de Salisbury, este pub ocupa um prédio tombado de cerca de 1350. Ambiente descontraído e boa seleção de cervejas para fechar o dia depois de caminhar por Wiltshire.

Endereço: The Cloisters, 83 Catherine Street, Salisbury, United Kingdom

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Avebury Stone Circle — foto: Bo&Ko / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
  • Salisbury Cathedral — foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • The Haunch of Venison — foto: Chris Talbot / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
  • Fisherton Mill — foto: Ian Capper / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
  • The Cloisters — foto: Jaggery / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

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