Apesar do nome, o Palácio de Cristal não é de cristal: é de vidro, sobre uma estrutura de ferro fundido. A peça veio pré-fabricada da França, das oficinas da Société Anonyme de Saint-Sauveur, em Arras, encomendada pelo Conde d'Eu como presente para a esposa, a Princesa Isabel, que queria um lugar para cultivar plantas. A inspiração eram os palácios de cristal de Londres e do Porto. Foi inaugurado em 1884.
O prédio entrou para a história da abolição. No Domingo de Páscoa de 1888, o palácio foi enfeitado com uma grande cruz de ramos e flores com a frase "Viva a liberdade", e a princesa, o Conde d'Eu e os filhos entregaram ali 127 cartas de alforria a pessoas escravizadas da cidade. Semanas depois, em 13 de maio, Isabel assinaria a Lei Áurea.
O IPHAN protegeu o palácio provisoriamente em 1960 e o tombou em definitivo em 1967. Fica num pequeno parque no Centro e a entrada é gratuita. Para quem gosta de jardim, vale reparar nos vidros coloridos e imaginar o espaço como ele foi pensado: uma estufa para exposições de plantas.



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