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O que fazer em Havana: 5 paradas escolhidas

Fachada do Hotel Inglaterra vista do Parque Central, em Havana

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Havana, Cuba: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Catedral de La Habana
  2. Necrópolis Cristóbal Colón
  3. La Guarida
  4. Gran Café El Louvre (Hotel Inglaterra)
  5. Sloppy Joe's Bar

O que visitar

1. Catedral de La Habana

Fachada barroca da Catedral de La Habana na Plaza de la Catedral
Foto: Wikimedia Commons

Erguida pelos jesuítas no século 18, a Catedral de La Habana tem uma fachada barroca com duas torres desiguais, motivo de lendas na cidade. A praça em volta é uma das mais bonitas de Havana Vieja, cercada por casarões coloniais restaurados.

Endereço: Catedral de La Habana, Plaza de la Catedral, Havana, Cuba

2. Necrópolis Cristóbal Colón

Portal de entrada neorromânico da Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana
Foto: Wikimedia Commons

Com mais de 50 hectares no bairro do Vedado, a Necrópolis Cristóbal Colón reúne mausoléus, anjos de mármore e capelas que contam a história das famílias mais ricas de Cuba. O portal de entrada, em estilo neorromânico, já é um cartão-postal por si só.

Endereço: Necrópolis Cristóbal Colón, Calle Zapata, Havana, Cuba

Onde comer

3. La Guarida

Entrada do restaurante La Guarida em um prédio antigo de Centro Habana
Foto: Wikimedia Commons

Aberto em 1996 num apartamento de um prédio antigo de Centro Habana, La Guarida ganhou fama depois de aparecer no filme Morango e Chocolate. De lá pra cá recebeu nomes como os Obama e virou referência da cozinha cubana contemporânea.

Endereço: La Guarida, Concordia 418, Havana, Cuba

Onde tomar café

4. Gran Café El Louvre (Hotel Inglaterra)

Fachada do Hotel Inglaterra vista do Parque Central, em Havana
Foto: Wikimedia Commons

Instalado na varanda térrea do Hotel Inglaterra, de frente para o Parque Central, o Gran Café El Louvre recebe hóspedes desde 1875. Já foi point de José Martí e de músicos e poetas de passagem por Havana. É parada certa para um café cubano antes de encarar a cidade a pé.

Endereço: Hotel Inglaterra, Paseo del Prado, Havana, Cuba

Onde beber

5. Sloppy Joe's Bar

Fachada do Sloppy Joe's Bar em Havana Vieja
Foto: Wikimedia Commons

Aberto em 1917 e favorito de turistas americanos durante a Lei Seca, o Sloppy Joe's fechou as portas em 1965 e ficou parado quase cinco décadas. Reaberto em 2013 com o balcão original de mais de 18 metros, hoje serve coquetéis clássicos em pleno centro de Havana Vieja.

Endereço: Sloppy Joe's Bar, Calle Zulueta, Havana, Cuba

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Gran Café El Louvre (Hotel Inglaterra) — foto: Wikimedia Commons
  • Catedral de La Habana — foto: Wikimedia Commons
  • Sloppy Joe's Bar — foto: Wikimedia Commons
  • La Guarida — foto: Wikimedia Commons
  • Necrópolis Cristóbal Colón — foto: Wikimedia Commons

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Bandeira de República Tcheca República Tcheca
📍 Praga
📍 Dica rápida

O Relógio Astronômico de Praga: 600 anos batendo as horas sem parar

Relógio de Parede Steampunk com Engrenagens Móveis (30cm)
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Na parede sul da Prefeitura da Cidade Velha de Praga, um mostrador de bronze e madeira entalhada mede o tempo do jeito que os astrônomos medievais entendiam o universo — com a Terra parada no centro e o Sol girando ao redor dela. É o Orloj, o relógio astronômico mais antigo do mundo ainda em funcionamento, instalado em 1410.

O mecanismo original saiu das mãos do relojoeiro Mikuláš de Kadaň, com projeto do professor de matemática e astronomia Jan Šindel, da Universidade Carolina. Décadas depois, por volta de 1490, ganhou o calendário na parte inferior e os relevos góticos que hoje decoram a fachada; as 12 estatuetas dos apóstolos, que desfilam em uma pequena janela a cada hora cheia, só foram incorporadas entre 1787 e 1791.

Existe uma lenda sombria ligada ao relógio: contam que os conselheiros da cidade, temendo que o relojoeiro construísse uma obra igual para outra cidade, mandaram cegá-lo assim que terminou o trabalho — sem qualquer registro histórico que confirme a história, que segue repetida por guias turísticos até hoje.

A cada hora, entre 9h e 21h, o mostrador ganha vida: a Morte, representada por um esqueleto, puxa uma corda para tocar um sino, enquanto os apóstolos desfilam na janelinha acima do relógio — um espetáculo mecânico que atrai multidões na Praça da Cidade Velha há séculos.

Relógio Astronômico de Praga (Orloj) na fachada da Prefeitura da Cidade Velha

Foto: Foto: AlfvanBeem / Wikimedia Commons (CC0)

Onde fica

  • Relógio Astronômico de Praga (Orloj) — Prefeitura da Cidade Velha Ponto Turístico
    Staroměstské náměstí 1/3, 110 00 Praha 1, República Tcheca
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Bandeira de Singapura Singapura
📍 Singapura

Long Bar do Raffles Hotel: o bar de Singapura que inventou o Singapore Sling

Interior do Long Bar, no Raffles Hotel, em Singapura

Foto: Rainer Halama / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Dentro do lendário Raffles Hotel, inaugurado em 1887 e um dos hotéis coloniais mais famosos do sudeste asiático, o Long Bar é o local onde nasceu um dos coquetéis mais conhecidos do mundo: o Singapore Sling. Criado por volta de 1915 pelo bartender Ngiam Tong Boon, o drinque à base de gim, licor de cereja, Cointreau, suco de abacaxi e outros ingredientes foi pensado originalmente para disfarçar como um suco de frutas, numa época em que era mal visto que mulheres bebessem álcool em público.

Um coquetel pensado para a época

A coloração rosada do Singapore Sling, resultado da combinação de licor de cereja com suco de frutas, ajudava a disfarçar a bebida alcoólica como um simples suco tropical, permitindo que mulheres pudessem consumi-la sem chamar atenção nos salões do hotel colonial. A receita original nunca foi documentada de forma definitiva por Ngiam Tong Boon, o que gerou décadas de variações e disputas sobre qual seria a fórmula "autêntica" do coquetel.

Cascas de amendoim no chão

Uma das tradições mais conhecidas do Long Bar é a permissão explícita para que os clientes joguem as cascas de amendoim servido gratuitamente no balcão diretamente no chão de madeira do bar — prática rara em bares de hotéis de luxo, mantida como parte do charme informal e nostálgico do espaço desde muito antes de sua reforma mais recente.

Singapore Sling servido no Long Bar com amendoins

O Singapore Sling é tradicionalmente servido com amendoins à vontade no balcão.

Hóspedes famosos do Raffles

O Raffles Hotel, como um todo, hospedou escritores como Rudyard Kipling, Somerset Maugham e Joseph Conrad, que ajudaram a espalhar a fama do hotel — e, por extensão, do Long Bar — para além da Ásia. O hotel também é famoso por associações lendárias com histórias coloniais de Singapura, incluindo o relato, nunca totalmente comprovado, de um tigre abatido sob uma das mesas de bilhar do próprio hotel no fim do século XIX.

Vista do balcão do Long Bar, no Raffles Hotel

Ventiladores de teto e cadeiras de vime remetem à atmosfera colonial original do bar.

Dicas para a visita

O Long Bar funciona dentro do complexo do Raffles Hotel, na área central de Singapura, e costuma ficar bastante cheio no fim da tarde e à noite, quando turistas buscam experimentar o Singapore Sling original. Vale considerar visitar em horários mais tranquilos, como o início da tarde, para aproveitar melhor a decoração colonial e evitar filas para as mesas.

Onde fica

  • Long Bar - Raffles Hotel Bar
    1 Beach Road, Singapura

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Bandeira de Paris Paris

Le Train Bleu: o restaurante Belle Époque escondido dentro de uma estação de trem em Paris

Salão decorado do restaurante Le Train Bleu, em Paris

Foto: Mbzt / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

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É comum pensar em estações de trem como espaços puramente funcionais, mas a Gare de Lyon, em Paris, guarda uma exceção notável dentro de suas próprias paredes. No andar superior da estação funciona o Le Train Bleu, um restaurante monumental inaugurado em 1901 para a Exposição Universal de Paris, com tetos pintados, dourados e mais de quarenta afrescos que fazem dele um dos interiores Belle Époque mais bem preservados da cidade.

Construído para uma exposição universal

Originalmente batizado de "Buffet de la Gare de Lyon", o restaurante foi encomendado pela companhia ferroviária PLM (Paris-Lyon-Méditerranée) para impressionar visitantes da Exposição Universal de 1900, que trouxe à cidade inovações como a primeira linha do metrô parisiense. O nome atual, Le Train Bleu, é uma homenagem ao lendário trem de luxo que ligava Paris à Riviera Francesa, símbolo de elegância e viagens de luxo no início do século XX.

Quarenta e um afrescos e nomes de destinos

Os afrescos que cobrem o teto e as paredes do salão principal retratam cidades atendidas pelas antigas linhas da PLM — de Marselha a Nice — pintados por artistas premiados da época, contratados especialmente para o projeto. Essa combinação de escala monumental e riqueza artística levou o governo francês a tombar o interior do restaurante como monumento histórico em 1972, um reconhecimento raro para um espaço comercial em funcionamento.

Afrescos no teto do restaurante Le Train Bleu

Os afrescos do teto retratam destinos atendidos pela antiga companhia ferroviária PLM.

Cenário de cinema

A grandiosidade do salão chamou a atenção de cineastas ao longo das décadas: o restaurante aparece em filmes como "Mr. Bean's Holiday" e "Nikita", de Luc Besson, além de ter recebido nomes como Coco Chanel, Salvador Dalí e Jean Cocteau entre seus frequentadores históricos.

Interior ornamentado do Le Train Bleu

O tombamento do interior como monumento histórico ocorreu em 1972.

Dicas para a visita

Como fica dentro da própria Gare de Lyon, é possível conhecer o restaurante mesmo sem embarcar em nenhum trem — vale reservar uma mesa com antecedência, já que o salão é procurado tanto por viajantes quanto por parisienses e turistas que vão especificamente para ver a decoração. Chegar com um pouco de antecedência para apreciar os detalhes do teto antes da refeição é uma boa estratégia.

Onde fica

  • Le Train Bleu Restaurante
    Gare de Lyon, Place Louis-Armand, Paris, França

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