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📍 Edimburgo

O que fazer em Edimburgo: 5 paradas escolhidas

Túmulos e monumentos do Greyfriars Kirkyard, em Edimburgo

Foto: Scglossop1, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Edimburgo, Reino Unido: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Greyfriars Kirkyard
  2. Scott Monument
  3. Valvona & Crolla
  4. The Sheep Heid Inn
  5. Café Royal

O que visitar

1. Greyfriars Kirkyard

Túmulos e monumentos do Greyfriars Kirkyard, em Edimburgo
Foto: Scglossop1, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

O Greyfriars Kirkyard foi aberto em agosto de 1562, no terreno de um convento franciscano dissolvido, e desde então acumulou histórias que dariam para várias cidades. Foi ali, em 1638, que se assinou o Pacto Nacional escocês — o cemitério servia porque era um dos poucos lugares onde a lei permitia reunião pública livre.

Quatro décadas depois o mesmo terreno virou prisão. Após a batalha de Bothwell Bridge, em 1679, cerca de 1.200 prisioneiros covenanters foram mantidos num cercado improvisado ao sul do cemitério. Quando aquela área foi incorporada ao camposanto, por volta de 1700, o nome ficou: Covenanters' Prison.

Há ainda os mortsafes, gaiolas de ferro sobre os túmulos. Não eram enfeite: no início do século XIX, os ladrões de cadáveres abasteciam a escola de medicina de Edimburgo, e as famílias trancavam os mortos. Estão enterrados ali o geólogo James Hutton e o químico Joseph Black.

Mas o túmulo mais procurado é o de um vigia noturno da polícia chamado John Gray, morto em 15 de fevereiro de 1858 — e o motivo é o cachorro dele. Greyfriars Bobby, nascido em 4 de maio de 1855, teria passado 14 anos junto ao túmulo do dono, até morrer em 14 de janeiro de 1872. A raça é discutida: Skye terrier, dizia a tradição; um livro de 2022 defende que era mais provavelmente um Dandie Dinmont, porque havia mais criadores dessa raça em Edimburgo na época.

Em 1867, o lorde reitor Sir William Chambers — que também era diretor da sociedade escocesa de proteção aos animais — pagou do próprio bolso a licença de cão de Bobby e mandou fazer uma coleira para ele. A coleira está hoje no Museu de Edimburgo.

A estátua veio no ano da morte do cachorro: foi esculpida por William Brodie em 1872 e paga pela baronesa Burdett-Coutts. Fica no cruzamento da George IV Bridge com a Candlemaker Row, a poucos passos do portão do cemitério, e tem um título curioso — é a menor estrutura tombada de Edimburgo. O cemitério inteiro, com seus monumentos, é tombado na categoria A.

Endereço: 26A Candlemaker Row, Edimburgo EH1 2QE, Escócia, Reino Unido

2. Scott Monument

O Monumento a Walter Scott, em Princes Street Gardens, Edimburgo
Foto: Daniel Kraft, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

É a coisa mais alta e mais escura dos Princes Street Gardens: 61,11 metros de arenito enegrecido, 287 degraus até o mirante do topo. O Monumento a Walter Scott é o segundo maior monumento do mundo dedicado a um escritor — perde apenas para o memorial a José Martí, em Havana.

A história de quem o desenhou é melhor que a do monumento. Depois da morte de Scott, em 1832, abriu-se um concurso. Venceu George Meikle Kemp, marceneiro e arquiteto autodidata de 45 anos, que se inscreveu sob o pseudônimo "John Morvo" por achar que a falta de formação o desclassificaria. Ganhou — e não viu a inauguração: na noite de nevoeiro de 6 de março de 1844, Kemp caiu no Union Canal e morreu afogado. A obra, iniciada em 1841, ficou pronta no outono de 1844, ao custo de pouco mais de £16.154.

A cor não é sujeira acumulada por descuido: o monumento foi erguido em arenito de Binny, extraído perto de Ecclesmachan, em West Lothian, uma pedra que escureceu com a fumaça da cidade ao longo de quase dois séculos.

Espalhadas pelos nichos das quatro faces estão 68 estátuas, das quais 64 podem ser vistas do chão. Não são santos nem generais: são personagens dos romances e poemas de Scott, esculpidos por vários artistas escoceses. Subir os 287 degraus é uma escalada apertada — a escada em espiral estreita conforme se sobe —, mas o mirante entrega Princes Street, a Cidade Velha e o castelo numa tacada só.

Endereço: East Princes Street Gardens, Princes Street, Edimburgo EH2 2EJ, Escócia, Reino Unido

Onde comer

3. Valvona & Crolla

A fachada da Valvona & Crolla, na Elm Row, em Edimburgo
Foto: Steve Fareham, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Alfonso Crolla saiu de Fontitune, um povoado do Lácio entre Roma e Nápoles, e foi parar em Edimburgo. Em 1934 ele abriu na 19 Elm Row o que começou como uma banca de mercado e virou a delicatéssen mais antiga da Escócia — e também sua mais antiga casa de vinhos italianos.

No começo, a clientela era basicamente a pequena comunidade italiana da cidade. O salto veio nos anos 1950, quando a britânica Elizabeth David — a autora que ensinou a Grã-Bretanha do pós-guerra a cozinhar com ingredientes mediterrâneos — passou a citar a Valvona & Crolla em seus livros como fornecedora recomendada de azeite de oliva extra virgem. Num país onde azeite ainda era coisa de farmácia, aquilo mudou o endereço de patamar.

A casa segue com a mesma família: os Contini. Mary Contini é diretora, o marido Philip é presidente, e a filha Francesca Contini Mackie ocupa a direção executiva. Além da loja e da adega, funcionam no mesmo endereço um caffè bar nos fundos e uma seção de livros e presentes.

Vale entrar mesmo sem comprar nada: as prateleiras vão do chão ao teto, e boa parte do estoque de massas, queijos e conservas vem dos mesmos produtores italianos há décadas.

Endereço: 19 Elm Row, Edimburgo EH7 4AA, Escócia, Reino Unido

Onde beber

4. The Sheep Heid Inn

A fachada do Sheep Heid Inn, em Duddingston, Edimburgo
Foto: Paul Farmer, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Fora do centro turístico, na aldeia de Duddingston, aos pés do Arthur's Seat, o Sheep Heid Inn reivindica uma data que nenhum outro pub da Escócia consegue: c. 1360. Se a conta estiver certa, é a licença de bebidas mais antiga ainda em funcionamento no país. Vale a ressalva honesta: o prédio atual tem núcleo do século XVIII, com alterações posteriores — o negócio é que seria antigo, não as paredes.

O nome vem de um presente. Conta-se que Jaime VI deu ao estalajadeiro, em 1580, uma caixa de rapé ornamentada em forma de cabeça de carneiro — sheep heid, em escocês. A original acabou vendida ao conde de Rosebery; atrás do balcão fica hoje uma réplica do século XIX. Maria, Rainha dos Escoceses, também teria parado por ali e jogado boliche no pátio.

E boliche ainda se joga. Nos fundos do pub existe uma pista de skittles construída por volta de 1880, tida como a última do gênero ainda em uso na Escócia. Ela não é atração de museu: o Trotters Club, fundado em 1882, continua se reunindo lá uma vez por mês, como faz há mais de 140 anos.

O prédio é tombado na categoria B pela Historic Environment Scotland (registro LB30077). Fica a uma caminhada curta do Holyrood Park, o que faz dele a parada natural de quem desce do Arthur's Seat.

Endereço: 43–45 The Causeway, Duddingston, Edimburgo EH15 3QA, Escócia, Reino Unido

5. Café Royal

O balcão oval e os azulejos do Café Royal, em Edimburgo
Foto: Afmell, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

O prédio da 17–19 West Register Street, na Cidade Nova de Edimburgo, não nasceu bar. Projetado pelo arquiteto Robert Paterson e datado de 1861, ele abriu como showroom de instalações de gás e material sanitário. Em 8 de julho de 1863 o Café Royal se mudou para lá, e o showroom virou hotel e bar.

O que faz o lugar valer a visita está nas paredes. O salão principal tem seis murais de azulejo Doulton retratando inventores: Benjamin Franklin, Michael Faraday, Robert Peel (a estamparia de tecidos), William Caxton, George Stephenson e James Watt, este último ao lado de Matthew Boulton. Os painéis foram desenhados por John Eyre e pintados por Katherine Sturgeon e W. J. W. Nunn.

E eles não foram encomendados para o bar: o dono os comprou em 1886, prontos, na Exposição Internacional de Ciência, Indústria e Arte de Edimburgo. Um bar do século XIX decorado com o que sobrou de uma feira de tecnologia.

Atrás de um biombo ornamentado fica o Oyster Bar, o restaurante, com mais murais e oito vitrais representando esportistas britânicos, feitos pela oficina Ballantine & Gardiner, de Edimburgo. O conjunto é tombado na categoria A — a mais alta da Escócia — desde 1997, reconhecido como um dos melhores exemplares de pub vitoriano do país.

Endereço: 17–19 West Register Street, Edimburgo EH2 2AA, Escócia, Reino Unido

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Greyfriars Kirkyard — foto: Scglossop1, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
  • The Sheep Heid Inn — foto: Paul Farmer, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
  • Café Royal — foto: Afmell, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
  • Valvona & Crolla — foto: Steve Fareham, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
  • Scott Monument — foto: Daniel Kraft, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

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O que fazer em Porto: 5 paradas escolhidas

Avenida dos Aliados, no Porto, onde fica a Cervejaria Brasão

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Porto, Portugal: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Livraria Lello
  2. Cais da Ribeira
  3. Cervejaria Brasão Aliados
  4. Manteigaria
  5. Vinologia

O que visitar

1. Livraria Lello

Fachada da Livraria Lello, no Porto
Foto: John Samuel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Aberta desde 1906, é considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo — escadaria vermelha em curva, vitrais coloridos e teto neogótico entalhado à mão. Fila garantida na porta.

Endereço: R. das Carmelitas 144, 4050-161 Porto, Portugal

2. Cais da Ribeira

Casario colorido do Cais da Ribeira, no Porto
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Casario colorido à beira do rio Douro, Patrimônio Mundial da UNESCO. Dali dá pra ver a Ponte Dom Luís I e as caves de vinho do Porto do outro lado, em Vila Nova de Gaia.

Endereço: Praça da Ribeira, Porto, Portugal

Onde comer

3. Cervejaria Brasão Aliados

Avenida dos Aliados, no Porto, onde fica a Cervejaria Brasão
Foto: Wikimedia Commons

Point clássico na Avenida dos Aliados, no coração do Porto. A francesinha, sanduíche que virou símbolo da cidade, é o motivo número um pra ir.

Endereço: R. de Ramalho Ortigão 28, 4000-035 Porto, Portugal

Onde tomar café

4. Manteigaria

Pastéis de nata recém-assados, especialidade da Manteigaria
Foto: Reading Tom from Reading, UK / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Fábrica de pastel de nata com balcão aberto pra ver a produção ao vivo. Pastel quentinho, crocante por fora e cremoso por dentro, direto do forno.

Endereço: R. de Sá da Bandeira 115, Porto, Portugal

Onde beber

5. Vinologia

Barcos rabelos no rio Douro, símbolo do vinho do Porto
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Bar pequeno e intimista, com mais de 200 rótulos de vinho do Porto pra degustar por taça. Perto da Ribeira, ótimo pra fechar o dia com uma prova guiada.

Endereço: Rua São João 28, 4050-552 Porto, Portugal

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Cervejaria Brasão Aliados — foto: Wikimedia Commons
  • Livraria Lello — foto: John Samuel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Manteigaria — foto: Reading Tom from Reading, UK / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
  • Vinologia — foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
  • Cais da Ribeira — foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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Bip Bip: o bar minúsculo que é templo do samba em Copacabana

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Com apenas 18 m², o Bip Bip é um dos points mais tradicionais de música ao vivo do Rio desde 1968. As rodas de samba e choro acontecem no meio dos clientes, que pegam a própria cerveja no freezer.

Roda de samba dentro do bar Bip Bip, em Copacabana

Foto: Lgjunior / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Bip Bip Bar
    Rua Almirante Gonçalves, 50, Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil
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No topo da colina da Graça, o Miradouro da Senhora do Monte é considerado o mirante mais alto e panorâmico de Lisboa. Dali se vê Alfama, o Castelo de São Jorge, o rio Tejo e a Ponte 25 de Abril ao fundo, principalmente ao pôr do sol.

Vista panorâmica de Lisboa a partir do Miradouro da Senhora do Monte

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Miradouro da Senhora do Monte Ponto Turístico
    Rua da Senhora do Monte, Lisboa, Portugal
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