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Museu Soumaya: o prédio de placas de alumínio com a maior coleção de Rodin fora da França

Inaugurado em 2011 pelo bilionário Carlos Slim, o Museu Soumaya tem uma fachada coberta por mais de 16 mil placas hexagonais de alumínio, sem uma única coluna interna. Uma rampa em espiral leva aos seis andares do acervo.

Lá dentro estão obras de Rodin, Dalí, Van Gogh e Diego Rivera. A entrada é sempre gratuita.

Fachada curva revestida de placas hexagonais de alumínio do Museu Soumaya, na Cidade do México

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Museo Soumaya Ponto Turístico
    Blvd. Miguel de Cervantes Saavedra, Plaza Carso, Miguel Hidalgo, Cidade do México, México
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Itaipu: como um tratado de 1973 criou a usina que já foi a maior do mundo

Vista aérea da Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai

Foto: Wikimedia Commons

Itaipu usou mais concreto do que o Canal do Panamá — cerca de 12,3 milhões de metros cúbicos, volume suficiente para erguer uma cidade inteira de arranha-céus. Esse único número já dá a medida da usina hidrelétrica erguida na fronteira entre Brasil e Paraguai, perto de Foz do Iguaçu, que chegou a ser a maior do planeta em capacidade instalada e ainda hoje disputa com a chinesa Três Gargantas o posto de maior geradora de energia elétrica do mundo.

Um tratado entre dois países para represar um rio

A história de Itaipu começa oficialmente em 26 de abril de 1973, quando os governos do Brasil e do Paraguai assinaram o Tratado de Itaipu, documento que definiu o aproveitamento hidrelétrico do trecho do rio Paraná que separa os dois países. O nome vem do tupi-guarani e significa algo como "a pedra que canta", referência a uma formação rochosa que existia no leito do rio, próxima ao ponto escolhido para erguer a barragem. Pelo acordo, a usina seria binacional: metade brasileira, metade paraguaia, com a energia dividida igualmente entre os dois países — mesmo o Paraguai, com população e consumo elétrico muito menores, usando historicamente só uma fração da própria cota e vendendo o excedente ao Brasil. As obras começaram efetivamente em janeiro de 1975, dando início a uma década de construção que mobilizaria dezenas de milhares de pessoas dos dois lados da fronteira.

Vista aérea da barragem de Itaipu sobre o rio Paraná

A barragem vista do alto, na fronteira entre Foz do Iguaçu (Brasil) e Hernandarias (Paraguai)

O maior canteiro de obras do mundo

Para erguer a usina, foi preciso primeiro desviar o curso do Paraná, um dos rios mais caudalosos da América do Sul. Um canal de desvio de quase 2 km de extensão foi escavado para que o leito original secasse e a barragem principal pudesse ser construída em terra firme. No auge das obras, cerca de 40 mil operários trabalhavam simultaneamente no canteiro, atraídos de várias regiões do Brasil e do Paraguai pela oferta de emprego. Alguns números resumem a escala do projeto:

  • Mais de 12,3 milhões de m³ de concreto usados na construção;
  • 20 unidades geradoras, cada uma com 700 megawatts de capacidade, somando 14 mil MW de potência instalada;
  • Rede elétrica sincronizada para atender ao mesmo tempo o sistema de 50 Hz do Paraguai e o de 60 Hz do Brasil, solução técnica rara no mundo;
  • Em 1994, a Sociedade Americana de Engenheiros Civis elegeu Itaipu uma das sete maravilhas modernas de engenharia do planeta, ao lado do Canal do Panamá e da Torre Eiffel.

Sete Quedas: a cachoeira que desapareceu debaixo d'água

Antes de Itaipu, o trecho represado do rio Paraná abrigava o Salto de Sete Quedas, um conjunto de quedas d'água que muitos brasileiros da época consideravam ainda mais imponente que as Cataratas do Iguaçu, rio abaixo. Em outubro de 1982, com o canal de desvio fechado, o novo reservatório começou a se formar rapidamente: em pouco mais de duas semanas, a água cobriu por completo as quedas, apagando do mapa um dos maiores acidentes geográficos do continente e alagando também comunidades ribeirinhas que precisaram ser realocadas. O Congresso brasileiro chegou a rebaixar formalmente o antigo Parque Nacional de Sete Quedas em 1981 para permitir o alagamento — uma perda lamentada até hoje por quem conheceu o lugar antes da usina.

Vista geral da Usina Hidrelétrica de Itaipu e seu reservatório no rio Paraná

O reservatório de Itaipu represa hoje o trecho do rio Paraná onde ficava o Salto de Sete Quedas

A primeira das 20 turbinas entrou em operação em 5 de maio de 1984, e novas unidades foram ligadas ao longo da década seguinte até a usina atingir a capacidade total. A rivalidade histórica com Três Gargantas, que assumiu o posto de maior hidrelétrica em capacidade instalada a partir de 2012, não tirou de Itaipu o título de recordista em produtividade: em 2016, a usina bateu o recorde mundial de geração anual de energia por uma única planta, com mais de 103 milhões de MWh produzidos em doze meses — energia suficiente para abastecer boa parte do consumo elétrico do Paraguai e uma fatia expressiva do Brasil ao mesmo tempo, mais de quatro décadas depois de um tratado assinado por dois países que dividiam um rio.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Itaipu — Wikipédia

Foto: Wikimedia Commons.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

Onde fica

  • Itaipu Binacional Histórico
    Itaipu Binacional, Foz do Iguaçu - Paraná

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McGillin's Olde Ale House: o bar mais antigo em operação contínua da Filadélfia

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Aberto em 1860 numa vielinha de Center City, o McGillin's é o bar mais antigo da Filadélfia ainda em funcionamento contínuo. As paredes guardam placas e fotos de mais de 160 anos de história, e a lista de cervejas é enorme. Ótimo lugar para fechar o dia de passeio com uma cerveja artesanal local.

Fachada do McGillin's Olde Ale House numa viela de Center City, Filadélfia

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

Onde fica

  • McGillin's Olde Ale House Bar
    1310 Drury St, Filadélfia, Estados Unidos
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Antico Caffè Greco: dentro do café mais antigo de Roma, aberto desde 1760

Salão do Antico Caffè Greco, em Roma

Foto: DIMSFIKAS / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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Aberto em 1760 por um imigrante grego nas proximidades da Piazza di Spagna, o Antico Caffè Greco é o café mais antigo de Roma ainda em funcionamento e um dos mais antigos da Itália. Ao longo de mais de 260 anos de história, seus salões decorados com espelhos, mármores e centenas de quadros e esculturas se tornaram uma espécie de pequeno museu vivo, refletindo a passagem de gerações de artistas, escritores e viajantes pela capital italiana.

Point do Grand Tour europeu

Durante os séculos XVIII e XIX, o Caffè Greco se tornou parada obrigatória para jovens aristocratas europeus que faziam o chamado Grand Tour, viagem cultural pela Europa considerada parte essencial da formação da elite da época. A proximidade com a Piazza di Spagna, então um dos bairros preferidos por estrangeiros residentes em Roma, ajudou a consolidar o café como ponto de encontro internacional desde muito cedo em sua história.

Frequentadores ilustres

A lista de nomes célebres associados ao Caffè Greco inclui o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, o poeta inglês Lord Byron, o compositor Franz Liszt e o próprio Giacomo Casanova, entre muitos outros artistas e intelectuais que viveram ou passaram por Roma ao longo dos séculos XVIII e XIX. Mais recentemente, o café também recebeu figuras como o escritor James Joyce e o compositor Richard Wagner.

Interior decorado do Antico Caffè Greco

Os salões internos reúnem centenas de obras de arte acumuladas ao longo de mais de dois séculos.

Uma pequena galeria de arte

Ao longo dos anos, muitos dos artistas frequentadores pagavam suas contas com obras de arte em vez de dinheiro, prática que ajudou a formar o acervo de mais de trezentas pinturas e esculturas hoje espalhadas pelos salões do café, tornando uma simples visita para tomar um espresso também uma forma de percorrer parte da história artística europeia dos últimos séculos.

Salão histórico do Antico Caffè Greco em Roma

Mármores, espelhos e quadros compõem a decoração original de vários salões do café.

Dicas para a visita

O café fica na elegante Via dei Condotti, uma das ruas de compras mais caras de Roma, o que se reflete também nos preços praticados no salão principal — sentar-se em pé no balcão costuma ser uma opção mais econômica para experimentar o espresso tradicional da casa. Vale reservar um tempo para observar com calma as obras de arte nas paredes dos salões internos, muitas vezes ignoradas por quem visita apenas de passagem.

Onde fica

  • Antico Caffè Greco Cafeteria
    Via dei Condotti 86, Roma, Itália

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