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📍 Filadélfia
📍 Dica rápida

McGillin's Olde Ale House: o bar mais antigo em operação contínua da Filadélfia

Aberto em 1860 numa vielinha de Center City, o McGillin's é o bar mais antigo da Filadélfia ainda em funcionamento contínuo. As paredes guardam placas e fotos de mais de 160 anos de história, e a lista de cervejas é enorme. Ótimo lugar para fechar o dia de passeio com uma cerveja artesanal local.

Fachada do McGillin's Olde Ale House numa viela de Center City, Filadélfia

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • McGillin's Olde Ale House Bar
    1310 Drury St, Filadélfia, Estados Unidos
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Panteão de Roma: a mentira na fachada que esconde quase 1.900 anos de engenharia

Fachada do Panteão de Roma com o pórtico de colunas coríntias

Foto: Wikimedia Commons

Na fachada do Panteão de Roma, gravada em letras de bronze com quase dois metros de altura, há uma frase que engana milhões de visitantes todos os anos: "M·AGRIPPA·L·F·COS·TERTIVM·FECIT" — "Marco Agripa, filho de Lúcio, construiu isto em seu terceiro consulado". O problema é que o edifício que está diante de quem lê essa inscrição não foi construído por Agripa. Foi erguido quase 150 anos depois, por ordem do imperador Adriano, que decidiu manter o crédito ao antecessor mesmo reconstruindo o templo do zero.

Do templo de Agripa às cinzas, duas vezes

O primeiro Panteão foi mesmo obra de Marco Vipsânio Agripa, general, genro e braço direito do imperador Augusto, que o mandou construir em 27 a.C. como parte de um amplo programa de obras públicas em Roma. Esse templo original tinha planta retangular, bem diferente da rotunda que existe hoje, e foi dedicado "a todos os deuses" — significado literal da palavra grega "pantheion".

Esse primeiro edifício não sobreviveu. Um incêndio destruiu boa parte dele no ano 80 d.C., durante o reinado de Tito. O imperador Domiciano mandou reconstruí-lo, mas um raio atingiu a estrutura em 110 d.C. e o fogo tomou conta outra vez. Foi só na segunda reconstrução, comandada por Adriano entre 118 e 128 d.C., que o Panteão ganhou a forma que conhecemos: um pórtico de dezesseis colunas de granito egípcio ligado a uma rotunda coberta por uma cúpula monumental. Adriano, que tinha fascínio pessoal por arquitetura e geometria, optou por preservar a inscrição original em homenagem a Agripa — um gesto raro de humildade num império acostumado a apagar nomes de antecessores.

Vista interna do óculo no topo da cúpula do Panteão

O óculo, com cerca de 8,7 metros de diâmetro, é a única fonte de luz — e também deixa entrar chuva.

Uma cúpula que ainda intriga engenheiros

O que torna o Panteão excepcional não é só a idade, mas a proeza estrutural. A cúpula tem 43,3 metros de diâmetro interno, medida exatamente igual à altura do vão até o topo — se fosse possível encaixar uma esfera perfeita dentro da rotunda, ela tocaria o chão, as paredes e o teto ao mesmo tempo. Quase dois mil anos depois, ainda é a maior cúpula de concreto não armado do mundo.

Os construtores romanos resolveram o problema do peso com um truque duplo: a espessura da cúpula diminui de 6 metros na base para pouco mais de 1 metro no topo, e o concreto usado na base é feito com agregado pesado de travertino, enquanto no topo entra pedra-pomes vulcânica, bem mais leve. Os caixotões quadrados entalhados na superfície interna também reduzem massa sem comprometer a resistência. No centro, um vão circular de cerca de 8,7 metros de diâmetro — o óculo — é a única abertura da cúpula. Não tem vidro nem cobertura: quando chove em Roma, chove dentro do Panteão, e a água escoa por um sistema de drenagem discreto embutido no piso original.

De templo pagão a igreja — e túmulo de um gênio renascentista

A sobrevivência do Panteão até hoje, praticamente intacto, tem uma explicação simples: em 609, o imperador bizantino Fócas doou o edifício ao papa Bonifácio IV, que o converteu na igreja de Santa Maria ad Martyres, dedicada à Virgem Maria e a todos os mártires cristãos. Enquanto outros monumentos da Roma antiga eram saqueados como pedreira ao longo da Idade Média, o Panteão, agora um espaço sagrado em uso contínuo, ficou relativamente protegido.

Séculos depois, o edifício se tornou também um panteão no sentido mais literal: lugar de sepultamento de figuras ilustres. Alguns nomes:

  • O pintor Rafael Sanzio, morto em 1520, está sepultado sob uma escultura da Madonna do Sasso, de Lorenzetto — ele mesmo pediu para ser enterrado ali.
  • Vittorio Emanuele II, primeiro rei da Itália unificada, foi sepultado no Panteão após sua morte em 1878.
  • Seu filho e sucessor, Umberto I, também descansa no monumento, ao lado da esposa, a rainha Margherita.

Mais de mil e quinhentos anos depois de virar igreja, o Panteão segue em atividade religiosa e é, ao mesmo tempo, um dos monumentos mais visitados de Roma — entrada gratuita para quem quiser ver, com os próprios olhos, o feixe de luz que atravessa o óculo e percorre lentamente as paredes da rotunda ao longo do dia, do mesmo jeito que fazia há quase dois milênios.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Parada gratuita obrigatória em Romas. Não esqueça de molhar as mãos na fonte em frente ao portão da entrada.

Onde fica

  • Panteão de Roma Histórico
    Panteão, Piazza della Rotonda, Roma, Itália

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Estátua da Liberdade: o presente da França que virou símbolo dos imigrantes nos EUA

Estátua da Liberdade, em Nova York

Foto: Wikimedia Commons

Inaugurada em 1886 na entrada do porto de Nova York, a Estátua da Liberdade foi um presente do povo francês aos Estados Unidos em comemoração ao centenário da independência americana e à amizade entre as duas nações após a Revolução Francesa. Com 93 metros de altura contando o pedestal, a estátua de cobre representa a deusa romana Libertas segurando uma tocha e uma tábua com a data da independência americana.

Engenharia de Gustave Eiffel

A estrutura interna de ferro que sustenta as placas de cobre da estátua foi projetada pelo engenheiro francês Gustave Eiffel, o mesmo responsável pela torre que levaria seu nome em Paris poucos anos depois. Essa estrutura interna permite que a fina camada externa de cobre, hoje esverdeada por oxidação natural, resista a ventos fortes sem comprometer a integridade do monumento.

Símbolo da imigração americana

Entre o fim do século XIX e as primeiras décadas do século XX, milhões de imigrantes que chegavam aos Estados Unidos por navio viam a Estátua da Liberdade como a primeira imagem do país, já que a maioria desembarcava na vizinha Ellis Island, principal porto de entrada de imigrantes na época. Esse contexto histórico consolidou a estátua como símbolo não apenas da independência americana, mas também da promessa de uma nova vida para milhões de famílias vindas da Europa.

Estátua da Liberdade na Liberty Island

A estátua fica na Liberty Island, acessível por balsa a partir de Manhattan.

Um poema que também marcou a história

Em 1903, um poema da escritora americana Emma Lazarus, intitulado "O Novo Colosso", foi gravado numa placa de bronze na base do monumento. Os versos finais, que falam em acolher "as massas cansadas" que buscam liberdade, se tornaram um dos textos mais associados à identidade americana como nação formada por imigrantes, repetidamente citados em debates políticos sobre imigração até os dias atuais.

Vista da Estátua da Liberdade em Nova York

A tocha e a coroa com sete pontas, representando os sete continentes e mares, são elementos centrais do design.

Dicas para a visita

O acesso à ilha é feito por balsa, com ingressos que podem incluir subida até a coroa ou ao pedestal — essas opções costumam esgotar com semanas de antecedência, então vale reservar cedo. Combinar a visita com Ellis Island, que fica na mesma rota de balsa e abriga um museu sobre a história da imigração americana, é uma forma comum de aproveitar melhor o passeio.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Um dos maiores símbolos dos Estados Unidos para mergulhar na história da imigração americana. O passeio também inclui uma visita a Ellis Island, onde você pode conhecer o Museu Nacional da Imigração e até pesquisar se algum dos seus antepassados passou por lá.

Onde fica

  • Estátua da Liberdade Histórico
    Liberty Island, Nova York, Estados Unidos

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📍 Gizé
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Grande Esfinge de Gizé: o guardião de pedra do planalto

Esculpida em um único bloco de calcário há mais de 4.500 anos, a Esfinge tem corpo de leão e rosto humano e ainda guarda mistérios sobre sua construção. Vá cedo pela manhã para fugir do calor e das multidões, e aproveite a vista lateral das pirâmides ao fundo.

Vista frontal da Grande Esfinge de Gizé com as pirâmides ao fundo

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Grande Esfinge de Gizé Ponto Turístico
    Grande Esfinge de Gizé, Gizé, Egito
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