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📍 Dica rápida

Monmouth Coffee Company: café de torra própria no Borough Market

Fundada em 1978, a Monmouth Coffee Company é uma das pioneiras do café de especialidade em Londres. A loja dentro do Borough Market costuma ter fila, mas o coado feito na hora e os grãos torrados ali mesmo valem a espera.

Fachada da loja Monmouth Coffee Company no Borough Market, em Londres

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Monmouth Coffee Company Cafeteria
    Monmouth Coffee Company, 2 Park Street, London, Reino Unido
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Botín: o restaurante mais antigo do mundo funciona em Madrid desde 1725

Fachada histórica do restaurante Botín, em Madrid

Foto: Ank Kumar / Wikimedia Commons

Numa rua estreita de pedra no centro histórico de Madrid, um restaurante discreto guarda um título e tanto: o de mais antigo do mundo em funcionamento contínuo, segundo o Guinness World Records. O Botín — nome popular de "Sobrino de Botín" — abriu as portas em 1725, ainda no reinado de Felipe V, e nunca fechou definitivamente desde então, atravessando guerras, mudanças de regime e mais de duzentos anos de história espanhola.

Origem numa estalagem do século XVIII

O restaurante foi fundado por um casal de imigrantes franceses que administrava uma pequena estalagem no local. Décadas depois, um sobrinho do casal assumiu o negócio — daí o nome "Sobrino de Botín", ou "sobrinho de Botín". O forno de lenha original, usado até hoje para assar os pratos mais tradicionais da casa, é da mesma época da fundação e é considerado o mais antigo em uso contínuo na Europa.

O prato que atravessou séculos

O carro-chefe do cardápio é o cochinillo asado, leitão assado inteiro no forno de lenha, servido de forma tão tradicional que os garçons costumam cortá-lo à mesa com a borda de um prato, em vez de faca — um gesto teatral que simboliza a maciez da carne. O escritor americano Ernest Hemingway, que viveu temporadas em Madrid, era cliente frequente e citou o Botín em seu romance "O Sol Também se Levanta", ajudando a espalhar a fama do restaurante para fora da Espanha.

Interior histórico do restaurante Botín

Os salões internos preservam a decoração e a estrutura de séculos passados.

Vizinho da Plaza Mayor

O Botín fica a poucos passos da Plaza Mayor, uma das praças mais importantes de Madrid, no bairro conhecido como Madrid de los Austrias — a parte mais antiga da cidade, erguida principalmente durante a dinastia dos Habsburgo espanhóis. A localização central faz do restaurante um ponto praticamente obrigatório para quem passeia pelo centro histórico madrilenho.

Salão interno do restaurante Botín em Madrid

Vigas de madeira e azulejos tradicionais compõem a decoração dos salões.

Dicas para a visita

Por ser uma atração turística e histórica além de restaurante, o Botín costuma ter fila em horários de pico — reservar com antecedência pelo site oficial é o caminho mais seguro. Vale pedir para ser sentado num dos andares inferiores, mais próximos da cozinha e do forno original, para sentir de perto a atmosfera histórica do local.

Onde fica

  • Sobrino de Botín Restaurante
    Calle Cuchilleros, 17, Madri, Espanha

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La Bodeguita del Medio: o bar em Havana onde Hemingway supostamente bebia mojito

Fachada de La Bodeguita del Medio, em Havana

Foto: Wikimedia Commons

Numa rua estreita da Havana Velha, o centro histórico da capital cubana, um bar minúsculo e sempre lotado é parada praticamente obrigatória para quem visita Cuba. La Bodeguita del Medio abriu em 1942 como uma pequena mercearia que também vendia bebidas, e ao longo das décadas se transformou num dos bares mais famosos do mundo, conhecido sobretudo pelo mojito e por paredes completamente cobertas de assinaturas de visitantes.

A lenda do mojito de Hemingway

A frase mais repetida sobre o bar — "Mi mojito en la Bodeguita, mi daiquiri en El Floridita" — é atribuída ao escritor americano Ernest Hemingway, que viveu em Cuba por temporadas e é apontado como cliente frequente de ambos os bares. Historiadores debatem o quanto dessa história é fato e o quanto é lenda construída ao longo dos anos, mas a frase, supostamente escrita à mão pelo próprio Hemingway numa das paredes, virou parte central do marketing e da identidade do bar.

Paredes como livro de visitas

Desde os primeiros anos, clientes começaram a deixar assinaturas, frases e desenhos diretamente nas paredes do bar — uma tradição que nunca foi interrompida e hoje cobre praticamente cada centímetro disponível do espaço. Nomes de celebridades, políticos e escritores dividem espaço com turistas anônimos, criando uma espécie de mural coletivo que só cresce com o tempo.

Interior de La Bodeguita del Medio

O espaço pequeno e sempre cheio faz parte do charme do bar.

Point da vida cultural cubana

Além do turismo internacional, o bar historicamente também funcionou como ponto de encontro de artistas e intelectuais cubanos, incluindo o poeta Nicolás Guillén. A música ao vivo, geralmente son cubano tocado por pequenos grupos, é parte constante da experiência, com o espaço apertado criando uma proximidade quase inevitável entre música, bebida e clientes.

Paredes cobertas de assinaturas em La Bodeguita del Medio

Milhares de assinaturas cobrem as paredes ao longo de mais de oito décadas.

Dicas para a visita

O espaço é pequeno e costuma lotar rapidamente, especialmente à noite — ir no início da tarde é uma boa estratégia para experimentar o mojito com mais calma. Vale ter em mente que, por ser um ponto turístico extremamente popular, os preços costumam ser mais altos que os de bares menos conhecidos de Havana.

Onde fica

  • La Bodeguita del Medio Bar
    Empedrado 207, Havana, Cuba

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Panteão de Roma: a mentira na fachada que esconde quase 1.900 anos de engenharia

Fachada do Panteão de Roma com o pórtico de colunas coríntias

Foto: Wikimedia Commons

Na fachada do Panteão de Roma, gravada em letras de bronze com quase dois metros de altura, há uma frase que engana milhões de visitantes todos os anos: "M·AGRIPPA·L·F·COS·TERTIVM·FECIT" — "Marco Agripa, filho de Lúcio, construiu isto em seu terceiro consulado". O problema é que o edifício que está diante de quem lê essa inscrição não foi construído por Agripa. Foi erguido quase 150 anos depois, por ordem do imperador Adriano, que decidiu manter o crédito ao antecessor mesmo reconstruindo o templo do zero.

Do templo de Agripa às cinzas, duas vezes

O primeiro Panteão foi mesmo obra de Marco Vipsânio Agripa, general, genro e braço direito do imperador Augusto, que o mandou construir em 27 a.C. como parte de um amplo programa de obras públicas em Roma. Esse templo original tinha planta retangular, bem diferente da rotunda que existe hoje, e foi dedicado "a todos os deuses" — significado literal da palavra grega "pantheion".

Esse primeiro edifício não sobreviveu. Um incêndio destruiu boa parte dele no ano 80 d.C., durante o reinado de Tito. O imperador Domiciano mandou reconstruí-lo, mas um raio atingiu a estrutura em 110 d.C. e o fogo tomou conta outra vez. Foi só na segunda reconstrução, comandada por Adriano entre 118 e 128 d.C., que o Panteão ganhou a forma que conhecemos: um pórtico de dezesseis colunas de granito egípcio ligado a uma rotunda coberta por uma cúpula monumental. Adriano, que tinha fascínio pessoal por arquitetura e geometria, optou por preservar a inscrição original em homenagem a Agripa — um gesto raro de humildade num império acostumado a apagar nomes de antecessores.

Vista interna do óculo no topo da cúpula do Panteão

O óculo, com cerca de 8,7 metros de diâmetro, é a única fonte de luz — e também deixa entrar chuva.

Uma cúpula que ainda intriga engenheiros

O que torna o Panteão excepcional não é só a idade, mas a proeza estrutural. A cúpula tem 43,3 metros de diâmetro interno, medida exatamente igual à altura do vão até o topo — se fosse possível encaixar uma esfera perfeita dentro da rotunda, ela tocaria o chão, as paredes e o teto ao mesmo tempo. Quase dois mil anos depois, ainda é a maior cúpula de concreto não armado do mundo.

Os construtores romanos resolveram o problema do peso com um truque duplo: a espessura da cúpula diminui de 6 metros na base para pouco mais de 1 metro no topo, e o concreto usado na base é feito com agregado pesado de travertino, enquanto no topo entra pedra-pomes vulcânica, bem mais leve. Os caixotões quadrados entalhados na superfície interna também reduzem massa sem comprometer a resistência. No centro, um vão circular de cerca de 8,7 metros de diâmetro — o óculo — é a única abertura da cúpula. Não tem vidro nem cobertura: quando chove em Roma, chove dentro do Panteão, e a água escoa por um sistema de drenagem discreto embutido no piso original.

De templo pagão a igreja — e túmulo de um gênio renascentista

A sobrevivência do Panteão até hoje, praticamente intacto, tem uma explicação simples: em 609, o imperador bizantino Fócas doou o edifício ao papa Bonifácio IV, que o converteu na igreja de Santa Maria ad Martyres, dedicada à Virgem Maria e a todos os mártires cristãos. Enquanto outros monumentos da Roma antiga eram saqueados como pedreira ao longo da Idade Média, o Panteão, agora um espaço sagrado em uso contínuo, ficou relativamente protegido.

Séculos depois, o edifício se tornou também um panteão no sentido mais literal: lugar de sepultamento de figuras ilustres. Alguns nomes:

  • O pintor Rafael Sanzio, morto em 1520, está sepultado sob uma escultura da Madonna do Sasso, de Lorenzetto — ele mesmo pediu para ser enterrado ali.
  • Vittorio Emanuele II, primeiro rei da Itália unificada, foi sepultado no Panteão após sua morte em 1878.
  • Seu filho e sucessor, Umberto I, também descansa no monumento, ao lado da esposa, a rainha Margherita.

Mais de mil e quinhentos anos depois de virar igreja, o Panteão segue em atividade religiosa e é, ao mesmo tempo, um dos monumentos mais visitados de Roma — entrada gratuita para quem quiser ver, com os próprios olhos, o feixe de luz que atravessa o óculo e percorre lentamente as paredes da rotunda ao longo do dia, do mesmo jeito que fazia há quase dois milênios.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Parada gratuita obrigatória em Romas. Não esqueça de molhar as mãos na fonte em frente ao portão da entrada.

Onde fica

  • Panteão de Roma Histórico
    Panteão, Piazza della Rotonda, Roma, Itália

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