Instalada num prédio de dois andares com estética art déco, a Licorería Limantour foi uma das pioneiras da coquetelaria autoral na Cidade do México. A carta de drinks muda com frequência e mistura ingredientes mexicanos com técnicas de bar clássico.
Desde 2014 aparece todo ano na lista The World's 50 Best Bars — em 2024 ficou na posição 32.
Foto: Wikimedia Commons
Onde fica
Licorería LimantourBar Av. Álvaro Obregón 106, Roma Norte, Cidade do México, México
Um roteiro com 5 paradas em Dublin, Irlanda: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Foto: Eric Jones / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
A família Bewley importava chá e café para a Irlanda desde meados do século XIX quando, em 1927, Ernest Bewley abriu o café da Grafton Street, o endereço mais movimentado de Dublin. O terreno já havia abrigado a Whyte's Academy, escola onde estudaram Robert Emmet e o futuro duque de Wellington.
O cartão de visitas do salão são os seis vitrais encomendados a Harry Clarke, o dublinense considerado o maior mestre do vitral da Irlanda. Clarke trabalhou com motivos clássicos e da natureza sobre vidro claro, para deixar a luz entrar, e concluiu as peças pouco antes de morrer, em 1931. Os vitrais só saíram do lugar duas vezes: guardados durante a Segunda Guerra e para restauro em 1998.
Depois de uma reforma milionária e das interrupções da pandemia, o Bewley's voltou a funcionar na Grafton Street e segue servindo café da própria torra, pães e o clássico sticky bun sob os vitrais. É o tipo de parada que muitos dublinenses associam à infância.
Na Bridge Street, a poucos metros do rio Liffey, o The Brazen Head se apresenta como o pub mais antigo da Irlanda, com a data de 1198 estampada na fachada. A rigor, o prédio atual é de 1754, e o registro mais antigo de licença para vender cerveja no endereço é de 1661. Mas há séculos existe alguma hospedaria funcionando naquele ponto, que fica na área onde a Dublin medieval começou.
O pub aparece na história política irlandesa mais de uma vez. Frequentadores como Robert Emmet, Wolfe Tone e Daniel O'Connell são citados em relatos dos séculos XVIII e XIX, e a tradição local conta que Emmet usava um quarto com vista para a porta da frente para vigiar quem se aproximava enquanto planejava a revolta de 1803. James Joyce cita o Brazen Head em Ulysses.
Hoje o Brazen Head vive de música tradicional irlandesa ao vivo todas as noites e de jantares com contação de histórias sobre folclore e literatura do país. O pátio interno, cheio de mesas, costuma lotar no fim de semana. Vale saber que o título de pub mais antigo é disputado: o Sean's Bar, em Athlone, apresenta documentação que remonta a datas ainda mais recuadas.
Na South Great George's Street, o The Long Hall tem licença para vender bebida desde 1766, o que o coloca entre os pubs mais antigos de Dublin. Mas o que impressiona quem entra é o interior de 1881: naquele ano, o proprietário Patrick Dolan concluiu uma reforma no estilo vitoriano que sobrevive quase intacta, com madeira entalhada à mão, espelhos de bordas biseladas, balcão de mogno, folha de ouro no teto e um relógio antigo no fundo do salão.
O nome vem do formato: um corredor comprido e estreito que leva do balcão da frente até a sala dos fundos. Na década de 1860, antes da reforma, o bar era ponto de encontro de fenianos, o movimento republicano irlandês, e relatos da época dizem que a fracassada revolta de 1867 foi articulada ali, até que agentes britânicos se infiltraram e o local foi fechado por um tempo.
Hoje o Long Hall é parada quase obrigatória de quem procura um pub tradicional no centro, sem música alta nem telas de TV, uma raridade cada vez maior na área.
Endereço: 51 South Great George's Street, Dublin 2, D02 X199, Irlanda
Na Duke Street, a um quarteirão da Grafton Street, o Davy Byrnes foi aberto em 1889 pelo dono que lhe deu o nome, vindo do condado de Wicklow. Virou ponto de escritores nas primeiras décadas do século XX, mas a fama mundial veio de um único episódio de ficção.
No capítulo 8 de Ulysses, de James Joyce, publicado em 1922, o personagem Leopold Bloom entra no Davy Byrnes por volta das duas da tarde de 16 de junho de 1904 e pede um sanduíche de gorgonzola com mostarda e uma taça de vinho borgonha. Bloom pensa consigo que aquele é um pub moral: o dono não fica de papo. A cena é curta, mas fixou o bar no mapa literário de Dublin.
Desde então, no Bloomsday, 16 de junho, data em que se passa o romance, leitores do mundo todo fazem fila no Davy Byrnes para repetir o pedido de Bloom: gorgonzola e uma taça de vinho. O sanduíche está no cardápio o ano inteiro.
Endereço: 21 Duke Street, Dublin 2, D02 K380, Irlanda
Vale a parada
5. Old Library, Trinity College Dublin
Foto: David Iliff (Diliff) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
A Biblioteca Antiga do Trinity College, em Dublin, foi construída entre 1712 e 1732 com projeto de Thomas Burgh. Seu andar principal, o Long Room, é um salão abobadado de 65 metros de comprimento, forrado de estantes de carvalho e bustos de mármore de filósofos e escritores. Guarda cerca de 200 mil dos livros mais antigos do acervo.
O teto curvo que impressiona hoje não é o original: até a década de 1850 o Long Room tinha forro plano e um só nível de estantes. Como o Trinity passou a ter direito a uma cópia gratuita de todo livro publicado na Irlanda e no Reino Unido, o espaço ficou pequeno, e em 1860 o telhado foi levantado para abrir a galeria superior.
No mesmo complexo fica o Livro de Kells, manuscrito dos Evangelhos produzido por monges por volta do ano 800, com iluminuras que são um marco da arte medieval europeia. É um dos objetos mais visitados da Irlanda: a mostra reúne o manuscrito e leva o público em seguida ao Long Room.
Encravada nas montanhas de Minas Gerais, Ouro Preto é uma das cidades mais bem preservadas do período colonial brasileiro. Fundada no final do século XVII como Vila Rica, ela nasceu ao redor das primeiras grandes descobertas de ouro no interior do Brasil e, em poucas décadas, se tornou uma das cidades mais ricas do império português — riqueza que hoje se traduz em dezenas de igrejas barrocas, casarões coloniais e ladeiras de pedra que fizeram da cidade a primeira do Brasil a receber o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1980.
O ciclo do ouro e a Inconfidência
Durante o auge da mineração, no século XVIII, Vila Rica chegou a ser mais populosa que muitas capitais europeias da época. Foi também nesse cenário de riqueza extrema e impostos pesados cobrados pela Coroa portuguesa que nasceu, em 1789, a Inconfidência Mineira — movimento separatista liderado por figuras como Tiradentes, que se tornaria um dos maiores símbolos da luta pela independência do Brasil. Museus e prédios históricos da cidade, como o Museu da Inconfidência, na antiga Casa de Câmara e Cadeia, contam essa história em detalhes.
A obra-prima de Aleijadinho
Nenhum nome está mais associado a Ouro Preto do que Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho — escultor e arquiteto mestiço que, mesmo enfrentando uma doença degenerativa nas mãos e pernas, produziu algumas das obras mais importantes do barroco brasileiro. Sua obra máxima é considerada a Igreja de São Francisco de Assis, construída entre 1766 e 1794. A fachada em pedra-sabão, esculpida por ele, e o teto pintado por Mestre Ataíde, outro nome fundamental da arte colonial mineira, formam um conjunto que atrai historiadores e turistas do mundo inteiro.
Detalhe da portada em pedra-sabão esculpida por Aleijadinho.
Diferente de boa parte da arquitetura religiosa da época, marcada pela simetria rígida do barroco europeu, a fachada de São Francisco de Assis apresenta curvas ousadas e um relevo com a imagem de São Francisco recebendo os estigmas — considerado um dos pontos altos da escultura colonial nas Américas. O interior, com talha dourada e pinturas em perspectiva no forro, reforça por que a igreja é tratada como o principal exemplo do rococó mineiro.
Caminhando pelo centro histórico
Além de São Francisco de Assis, vale reservar tempo para conhecer a Igreja Nossa Senhora do Pilar, com interior coberto de ouro, e a Igreja Nossa Senhora do Carmo. As ladeiras de pedra irregular, íngremes e charmosas, conectam praças, ateliês de artesanato em pedra-sabão e mirantes com vista para os telhados coloniais — um passeio que rende horas de caminhada mesmo sem pressa para entrar em cada atração.
O centro histórico preserva o traçado colonial de ruas e ladeiras do século XVIII.
Dicas para a visita
Como as ruas são de pedra e bastante inclinadas, calçados confortáveis fazem toda a diferença. A maior parte das igrejas cobra um pequeno ingresso e tem horários reduzidos de visitação, então vale checar o funcionamento com antecedência. Ouro Preto também é ponto de partida para conhecer outras cidades históricas próximas, como Mariana e Tiradentes, o que torna a região um dos roteiros de turismo histórico mais completos do Brasil.
Referências
Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.
Um moinho de grãos do século 19 transformado em café e galeria, com espaço para artistas residentes. Vale parar para um café da tarde enquanto se passeia pelas obras de artesãos locais expostas pelos corredores.
Foto: Ian Capper / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
Onde fica
Fisherton MillCafeteria Fisherton Mill, 108 Fisherton Street, Salisbury, United Kingdom
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