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📍 Quioto
📍 Dica rápida

Hanamikoji: a rua de Quioto onde gueixas ainda cruzam portas de casas de chá centenárias

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Hanamikoji é a rua de pedra que corta o coração de Gion, o bairro de gueixas mais famoso de Quioto, ladeada por casas de chá (ochaya) preservadas — desde 2001 sem fiação elétrica aérea, o que mantém a paisagem quase intacta desde o período Edo. No auge, no início do século 20, Gion chegou a abrigar mais de 700 ochaya e 3 mil gueixas e maiko (aprendizes) trabalhando na região.

Na esquina de Hanamikoji com a Shijo-dori fica o Ichiriki Chaya, a casa de chá mais famosa de Quioto, em atividade contínua desde 1701. É o mesmo local onde, segundo a tradição, Oishi Kuranosuke — líder dos lendários 47 ronin — se refugiou para planejar em segredo a vingança de seu senhor, e que voltou a servir de ponto de encontro para líderes rebeldes durante o período Bakumatsu, no fim do xogunato. O acesso ao Ichiriki é reservado a convidados, mas caminhar por Hanamikoji ao entardecer ainda é a melhor chance de avistar uma maiko a caminho de um compromisso.

Rua Hanamikoji, no bairro de Gion, em Quioto

Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Hanamikoji-dori (Ichiriki Chaya) Histórico
    Higashiyama Ward, Kyoto, Japan
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Bar Brahma: o letreiro de neon que virou símbolo da vida noturna do centro de São Paulo

Fachada do Bar Brahma, no centro de São Paulo

Foto: Wikimedia Commons

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Na esquina que a canção "Sampa", de Caetano Veloso, imortalizou como o encontro da Avenida Ipiranga com a Avenida São João, um letreiro de neon vermelho marca um dos bares mais tradicionais do centro paulistano. O Bar Brahma abriu originalmente em 1948, batizado em homenagem à cervejaria que sustentava boa parte da vida noturna de São Paulo naquele período, e se tornou desde então sinônimo de música ao vivo na cidade.

A esquina mais cantada de São Paulo

A localização exata do bar, bem na esquina retratada por Caetano Veloso na canção "Sampa" (1978), deu ao Bar Brahma um significado simbólico que vai além da própria história do estabelecimento — tornou-se um marco geográfico e cultural da cidade, citado e reconhecido mesmo por quem nunca entrou no local.

Fechou e reabriu décadas depois

Depois de décadas de funcionamento, o bar original fechou as portas na virada do século XX para o XXI, período de decadência do centro histórico de São Paulo, com o esvaziamento comercial da região. Em 2003, o Bar Brahma reabriu num processo de revitalização do centro, recuperando o espírito original com música ao vivo diária, misturando samba, choro e MPB, e ajudando a atrair de volta o público para a região central da cidade.

Letreiro de neon do Bar Brahma à noite

O letreiro de neon vermelho é um dos símbolos visuais mais reconhecíveis do centro de São Paulo.

Point de música ao vivo

Desde a reabertura, o Bar Brahma se consolidou como uma das casas de música ao vivo mais tradicionais do centro paulistano, recebendo apresentações praticamente todos os dias da semana — um contraponto à vida noturna mais recente concentrada em bairros como Vila Madalena e Pinheiros.

Fachada iluminada do Bar Brahma em São Paulo

A fachada Art Déco remete à década de 1940, quando o bar foi inaugurado.

Dicas para a visita

Vale conferir a programação de shows com antecedência, já que a casa costuma ter apresentações diferentes a cada noite. A região central de São Paulo, especialmente à noite, pede atenção redobrada com pertences pessoais, como em qualquer grande centro urbano.

Onde fica

  • Bar Brahma Bar
    Avenida São João, 677, Centro, São Paulo - SP

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Palácio Real de Madrid: como um incêndio de quatro dias criou a maior residência real da Europa

Fachada do Palácio Real de Madrid vista da Plaza de Oriente

Foto: Wikimedia Commons

Em poucas horas dá para percorrer os salões mais famosos do Palácio Real de Madrid — mas para dormir uma noite em cada um dos 3.418 cômodos do prédio, seriam necessários quase dez anos. Com 135 mil metros quadrados, ele é hoje a maior residência real em uso da Europa, à frente até do Palácio de Versalhes em número de salas. E só existe porque o palácio anterior, o Alcázar dos Áustrias, virou cinzas numa véspera de Natal.

O incêndio que mudou a história de Madri

Na noite de 24 de dezembro de 1734, um incêndio começou no Alcázar Real de Madrid, a antiga fortaleza de origem mourisca que os reis da Casa de Áustria haviam transformado em palácio ao longo de séculos. As chamas se alastraram pelas galerias de madeira do edifício e levaram quatro dias para serem controladas, destruindo boa parte do acervo artístico da coroa espanhola — entre as perdas estão obras de Velázquez, Ticiano e Rubens que nunca puderam ser recuperadas. O rei Felipe V, que estava com a corte no Palácio de El Pardo quando recebeu a notícia, decidiu não reconstruir o Alcázar no mesmo estilo: no mesmo terreno, encomendou um palácio novo, maior e, sobretudo, incombustível.

Fachada do Palácio Real de Madrid, construído no mesmo terreno do antigo Alcázar

O palácio ocupa o mesmo terreno onde ficava o antigo Alcázar dos Áustrias, destruído pelo fogo em 1734.

Uma reconstrução pensada para nunca mais pegar fogo

O primeiro projeto do novo palácio ficou a cargo do arquiteto italiano Filippo Juvarra, convidado pessoalmente por Felipe V, mas ele morreu em 1736 antes de a obra sequer começar. Seu discípulo, o também italiano Giovanni Battista Sacchetti, assumiu o projeto com um desenho mais contido que o original e lançou a primeira pedra em 6 de abril de 1738. Para evitar uma tragédia como a de 1734, Sacchetti eliminou a madeira da estrutura sempre que possível: as paredes foram erguidas em granito da serra de Guadarrama e pedra branca de Colmenar, e os tetos ganharam abóbadas de alvenaria em vez de vigas de madeira. O material só aparece em portas, janelas e na armação do telhado. A obra levou 17 anos e ficou tecnicamente concluída em 1755, embora o palácio só fosse efetivamente ocupado quase uma década mais tarde.

  • 3.418 cômodos distribuídos em 135.000 m² de área construída
  • 17 anos de obra, entre o lançamento da primeira pedra em 1738 e a conclusão em 1755
  • Estrutura erguida quase inteiramente em pedra e tijolo, sem madeira nas paredes e tetos
  • Considerado o maior palácio real em uso da Europa em número de salas, à frente de Versalhes

De residência real a palco de cerimônias

O primeiro monarca a efetivamente morar no novo palácio foi Carlos III, filho de Felipe V, que o inaugurou em 1º de dezembro de 1764 e se tornou seu primeiro morador oficial. Dali em diante, o edifício foi residência da família real espanhola por mais de um século e meio, até 14 de abril de 1931, quando o rei Afonso XIII deixou o país às pressas após a proclamação da Segunda República Espanhola — episódio que marcou o fim do uso do palácio como moradia efetiva de um monarca. Com a restauração da monarquia em 1975, o rei Juan Carlos I optou por não voltar a residir ali, instalando-se no mais modesto Palácio da Zarzuela, na periferia de Madri, decisão mantida até hoje pelo rei Felipe VI.

Área interna do Palácio Real de Madrid

Hoje o palácio não tem moradores: é usado apenas para cerimônias oficiais do Estado espanhol.

Hoje o Palácio Real de Madrid não abriga nenhum morador: é usado exclusivamente para cerimônias de Estado, recepções a chefes de governo estrangeiros e eventos oficiais da coroa espanhola, enquanto a maior parte de suas salas — incluindo a Armaria Real e a Farmácia Real, ambas remontando ao século 18 — permanece aberta à visitação pública. Menos de dois séculos depois de ter sido erguido para nunca mais queimar, o palácio que nasceu das cinzas de um incêndio se tornou um dos maiores museus vivos da monarquia europeia.

Onde fica

  • Palacio Real de Madrid Histórico
    Palacio Real de Madrid

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Leadenhall Market: mercado vitoriano que virou cenário de cinema

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Com origem em 1321, o Leadenhall Market ganhou a estrutura de ferro e vidro que existe hoje em 1881, assinada pelo arquiteto Horace Jones. As vielas cobertas e coloridas já foram usadas como cenário na saga Harry Potter, e hoje reúnem lojas, pubs e restaurantes no coração financeiro de Londres.

Interior do Leadenhall Market, mercado coberto vitoriano em Londres

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Leadenhall Market Ponto Turístico
    Leadenhall Market, Gracechurch Street, London, Reino Unido
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