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📍 Nova Orleans
📍 Dica rápida

Galatoire's: o restaurante de Bourbon Street com a mesma família desde 1905

Jean Galatoire comprou o antigo Victor's Restaurant na Bourbon Street em 1905 e deu seu nome à casa, trazendo receitas da França natal. Hoje é comandado pela quarta geração da família e já levou o prêmio de Restaurante do Ano da James Beard Foundation.

Fachada do restaurante Galatoire's na Bourbon Street, em New Orleans

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Galatoire's Restaurant Restaurante
    Galatoire's Restaurant, 209 Bourbon St, New Orleans, USA
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Panteão de Roma: a mentira na fachada que esconde quase 1.900 anos de engenharia

Fachada do Panteão de Roma com o pórtico de colunas coríntias

Foto: Rabax63 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Na fachada do Panteão de Roma, gravada em letras de bronze com quase dois metros de altura, há uma frase que engana milhões de visitantes todos os anos: "M·AGRIPPA·L·F·COS·TERTIVM·FECIT" — "Marco Agripa, filho de Lúcio, construiu isto em seu terceiro consulado". O problema é que o edifício que está diante de quem lê essa inscrição não foi construído por Agripa. Foi erguido quase 150 anos depois, por ordem do imperador Adriano, que decidiu manter o crédito ao antecessor mesmo reconstruindo o templo do zero.

Do templo de Agripa às cinzas, duas vezes

O primeiro Panteão foi mesmo obra de Marco Vipsânio Agripa, general, genro e braço direito do imperador Augusto, que o mandou construir em 27 a.C. como parte de um amplo programa de obras públicas em Roma. Esse templo original tinha planta retangular, bem diferente da rotunda que existe hoje, e foi dedicado "a todos os deuses" — significado literal da palavra grega "pantheion".

Esse primeiro edifício não sobreviveu. Um incêndio destruiu boa parte dele no ano 80 d.C., durante o reinado de Tito. O imperador Domiciano mandou reconstruí-lo, mas um raio atingiu a estrutura em 110 d.C. e o fogo tomou conta outra vez. Foi só na segunda reconstrução, comandada por Adriano entre 118 e 128 d.C., que o Panteão ganhou a forma que conhecemos: um pórtico de dezesseis colunas de granito egípcio ligado a uma rotunda coberta por uma cúpula monumental. Adriano, que tinha fascínio pessoal por arquitetura e geometria, optou por preservar a inscrição original em homenagem a Agripa — um gesto raro de humildade num império acostumado a apagar nomes de antecessores.

Vista interna do óculo no topo da cúpula do Panteão

O óculo, com cerca de 8,7 metros de diâmetro, é a única fonte de luz — e também deixa entrar chuva.

Uma cúpula que ainda intriga engenheiros

O que torna o Panteão excepcional não é só a idade, mas a proeza estrutural. A cúpula tem 43,3 metros de diâmetro interno, medida exatamente igual à altura do vão até o topo — se fosse possível encaixar uma esfera perfeita dentro da rotunda, ela tocaria o chão, as paredes e o teto ao mesmo tempo. Quase dois mil anos depois, ainda é a maior cúpula de concreto não armado do mundo.

Os construtores romanos resolveram o problema do peso com um truque duplo: a espessura da cúpula diminui de 6 metros na base para pouco mais de 1 metro no topo, e o concreto usado na base é feito com agregado pesado de travertino, enquanto no topo entra pedra-pomes vulcânica, bem mais leve. Os caixotões quadrados entalhados na superfície interna também reduzem massa sem comprometer a resistência. No centro, um vão circular de cerca de 8,7 metros de diâmetro — o óculo — é a única abertura da cúpula. Não tem vidro nem cobertura: quando chove em Roma, chove dentro do Panteão, e a água escoa por um sistema de drenagem discreto embutido no piso original.

De templo pagão a igreja — e túmulo de um gênio renascentista

A sobrevivência do Panteão até hoje, praticamente intacto, tem uma explicação simples: em 609, o imperador bizantino Fócas doou o edifício ao papa Bonifácio IV, que o converteu na igreja de Santa Maria ad Martyres, dedicada à Virgem Maria e a todos os mártires cristãos. Enquanto outros monumentos da Roma antiga eram saqueados como pedreira ao longo da Idade Média, o Panteão, agora um espaço sagrado em uso contínuo, ficou relativamente protegido.

Séculos depois, o edifício se tornou também um panteão no sentido mais literal: lugar de sepultamento de figuras ilustres. Alguns nomes:

  • O pintor Rafael Sanzio, morto em 1520, está sepultado sob uma escultura da Madonna do Sasso, de Lorenzetto — ele mesmo pediu para ser enterrado ali.
  • Vittorio Emanuele II, primeiro rei da Itália unificada, foi sepultado no Panteão após sua morte em 1878.
  • Seu filho e sucessor, Umberto I, também descansa no monumento, ao lado da esposa, a rainha Margherita.

Mais de mil e quinhentos anos depois de virar igreja, o Panteão segue em atividade religiosa e é, ao mesmo tempo, um dos monumentos mais visitados de Roma — entrada gratuita para quem quiser ver, com os próprios olhos, o feixe de luz que atravessa o óculo e percorre lentamente as paredes da rotunda ao longo do dia, do mesmo jeito que fazia há quase dois milênios.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Panteão (Roma) — Wikipédia

Foto: Wikimedia Commons.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Parada gratuita obrigatória em Romas. Não esqueça de molhar as mãos na fonte em frente ao portão da entrada.

Onde fica

  • Panteão de Roma Histórico
    Panteão, Piazza della Rotonda, Roma, Itália

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Museu da Amazônia (MUSA): trilha na floresta e torre de 42 metros acima da copa das árvores

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O MUSA é um jardim botânico de floresta preservada com mais de 3 km de trilhas guiadas, vitórias-régias e uma torre de observação de 42 metros — são 242 degraus até um mirante que fica literalmente acima da copa das árvores da Amazônia.

Funciona todos os dias, exceto quarta-feira, e a visita sem guia (trilhas + torre) custa bem menos que a guiada. Vá pela manhã ou início da tarde para aproveitar a luz.

Vista da floresta a partir do Museu da Amazônia (MUSA), em Manaus

Foto: MTur Destinos / Wikimedia Commons (Public domain)

Onde fica

  • Museu da Amazônia (MUSA) Ponto Turístico
    Avenida Margarita, 6305, Cidade de Deus, Manaus, AM
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📍 Agra
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Túmulo de Akbar: o mausoléu de Sikandra que mistura três estilos arquitetônicos

Erguido entre 1605 e 1613 em Sikandra, a cerca de 13 km do centro de Agra, o mausoléu do imperador Akbar combina elementos de arquitetura hindu, islâmica e persa, um reflexo da política de tolerância religiosa do imperador. O complexo tem um grande portão de arenito vermelho e jardins no estilo persa charbagh.

Fachada do Túmulo de Akbar, mausoléu mogol em Sikandra, Agra

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Akbar's Tomb Ponto Turístico
    Akbar's Tomb, Sikandra, Agra, Índia
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