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Dishoom Covent Garden: café bombaim inspirado nos irani cafés

A rede Dishoom recria o clima dos cafés irani de Bombaim do início do século 20, com decoração de época e cardápio indiano. A unidade de Covent Garden é uma das mais movimentadas, e pratos como o bacon naan roll e o black daal viraram clássicos entre os londrinos.

Interior de um restaurante Dishoom, com decoração de café irani de Bombaim

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Dishoom Covent Garden Restaurante
    Dishoom Covent Garden, 12 Upper St Martin's Lane, London, Reino Unido
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Acrópole de Atenas: por dentro do berço da democracia e da arquitetura clássica

Vista do Partenon no alto da Acrópole de Atenas

Foto: Wikimedia Commons

No alto de uma colina rochosa que domina a paisagem de Atenas, um conjunto de templos de mármore branco resume boa parte do que se entende hoje por civilização clássica ocidental. A Acrópole de Atenas — literalmente "cidade no alto" em grego — reúne construções erguidas principalmente no século V a.C., durante o chamado Século de Péricles, período em que Atenas viveu seu auge político, cultural e artístico.

O Partenon e a era de Péricles

O monumento mais famoso do conjunto é o Partenon, templo dedicado à deusa Atena, padroeira da cidade, construído entre 447 e 432 a.C. sob o comando do estadista ateniense Péricles. A obra foi coordenada pelo escultor Fídias e pelos arquitetos Ictino e Calícrates, e é considerada um dos exemplos mais perfeitos da arquitetura dórica grega, com proporções matemáticas cuidadosamente calculadas para parecerem harmônicas mesmo à distância.

Templos, guerras e transformações

Além do Partenon, a Acrópole abriga o Erecteion, templo conhecido pelas esculturas de mulheres (cariátides) que substituem colunas tradicionais, e os Propileus, o portão monumental de entrada do conjunto. Ao longo de mais de dois mil anos, os templos serviram a diferentes propósitos — incluindo igreja cristã e mesquita otomana — e o Partenon chegou a ser usado como paiol de pólvora no século XVII, quando uma explosão durante um cerco veneziano destruiu boa parte do telhado e de colunas originais.

Fachada leste do Partenon

As colunas dóricas do Partenon são um dos símbolos mais reconhecíveis da arquitetura clássica.

A polêmica dos Mármores do Partenon

No início do século XIX, o diplomata britânico Lord Elgin removeu boa parte das esculturas originais do Partenon e as levou para o Reino Unido, onde estão expostas até hoje no Museu Britânico como os chamados "Mármores de Elgin". A Grécia reivindica formalmente a devolução das peças há décadas, e o debate segue sem solução — um dos casos mais conhecidos de disputa internacional sobre repatriação de patrimônio cultural.

Trabalho de restauração em andamento no Partenon

Obras de restauração no Partenon são praticamente contínuas desde a década de 1970.

Dicas para a visita

A subida até a Acrópole é feita por caminhos de pedra que podem ficar escorregadios e bastante cheios em alta temporada — ir logo na abertura, pela manhã, ajuda a evitar tanto o calor quanto as multidões. Vale complementar a visita com o Museu da Acrópole, aos pés da colina, que exibe peças originais e explica em detalhes a história e as técnicas de construção do conjunto.

Onde fica

  • Acrópole de Atenas Histórico
    Atenas, Grécia

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Cais da Ribeira: o cartão-postal colorido do Porto

Casario colorido à beira do rio Douro, Patrimônio Mundial da UNESCO. Dali dá pra ver a Ponte Dom Luís I e as caves de vinho do Porto do outro lado, em Vila Nova de Gaia.

Casario colorido do Cais da Ribeira, no Porto

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Vários bares e restaurantes, mas, num dia de frio, leve a sua garrafa de vinho, duas taças, a sua amada, um bom queijo e deguste a beira do rio sentado no chão.

Onde fica

  • Cais da Ribeira Ponto Turístico
    Praça da Ribeira, Porto, Portugal
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Cristo Redentor: como a estátua no Corcovado se tornou símbolo do Rio de Janeiro

Estátua do Cristo Redentor no alto do Corcovado, Rio de Janeiro

Foto: Wikimedia Commons

No alto do morro do Corcovado, a 710 metros de altitude, uma estátua de 30 metros com os braços abertos observa o Rio de Janeiro de praticamente qualquer ângulo da cidade. O Cristo Redentor foi inaugurado em 1931 e, desde 2007, integra a lista das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, ao lado de monumentos como a Muralha da China e o Taj Mahal — reconhecimento que consolidou o status do monumento como um dos símbolos mais reconhecíveis do planeta.

Uma ideia que nasceu décadas antes

A proposta de erguer um monumento religioso no Corcovado surgiu ainda no século XIX, mas só ganhou força nos anos 1920, impulsionada pela Igreja Católica em meio às comemorações do centenário da independência do Brasil. A construção, financiada majoritariamente por doações da comunidade católica, levou cerca de nove anos para ficar pronta, entre 1922 e 1931.

Engenharia franco-brasileira

O projeto estrutural foi assinado pelo engenheiro brasileiro Heitor da Silva Costa, enquanto a concepção artística do rosto e das mãos ficou a cargo do escultor francês Paul Landowski. A estátua foi construída em concreto armado revestido por pedra-sabão, material escolhido por resistir bem às variações climáticas do topo do morro, incluindo ventos fortes e frequentes incidências de raios.

Vista aproximada da estátua do Cristo Redentor

A estátua tem 30 metros de altura, incluindo o pedestal de 8 metros.

Um trem centenário até o topo

O acesso ao Cristo Redentor é feito principalmente pelo Trem do Corcovado, inaugurado ainda em 1884 — décadas antes da própria estátua — originalmente para levar visitantes ao mirante natural do morro. O trajeto de cerca de 20 minutos corta parte do Parque Nacional da Tijuca, uma das maiores florestas urbanas do mundo, antes de chegar à base da escadaria que leva ao monumento.

Silhueta do Cristo Redentor ao pôr do sol

O pôr do sol visto do Corcovado é um dos momentos mais procurados por visitantes.

Dicas para a visita

Comprar o ingresso com antecedência pela internet é essencial, já que o acesso ao monumento é limitado por horário para controlar o fluxo de visitantes. Dias de céu limpo são fundamentais para aproveitar a vista — vale checar a previsão do tempo antes de definir o dia do passeio, já que neblina é comum no Corcovado em determinadas épocas do ano.

Onde fica

  • Cristo Redentor Ponto Turístico
    Parque Nacional da Tijuca, Corcovado, Rio de Janeiro - RJ

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