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O que fazer em Porto: 10 paradas escolhidas

Avenida dos Aliados, no Porto, onde fica a Cervejaria Brasão

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 10 paradas em Porto, Portugal: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Livraria Lello
  2. Cais da Ribeira
  3. Torre dos Clérigos
  4. Jardins do Palácio de Cristal
  5. Cervejaria Brasão Aliados
  6. A Regaleira
  7. Manteigaria
  8. Confeitaria do Bolhão
  9. Vinologia
  10. The Wine Box

O que visitar

1. Livraria Lello

Fachada da Livraria Lello, no Porto
Foto: John Samuel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Aberta desde 1906, é considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo — escadaria vermelha em curva, vitrais coloridos e teto neogótico entalhado à mão. Fila garantida na porta.

Endereço: R. das Carmelitas 144, 4050-161 Porto, Portugal

2. Cais da Ribeira

Casario colorido do Cais da Ribeira, no Porto
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Casario colorido à beira do rio Douro, Patrimônio Mundial da UNESCO. Dali dá pra ver a Ponte Dom Luís I e as caves de vinho do Porto do outro lado, em Vila Nova de Gaia.

Endereço: Praça da Ribeira, Porto, Portugal

3. Torre dos Clérigos

Vista da Torre dos Clérigos, no Porto
Foto: Wikimedia Commons

Erguida no século 18 junto à Igreja dos Clérigos, a torre tem 76 metros de altura e 225 degraus até o topo.

Lá de cima dá para ver o Porto inteiro, o rio Douro e, em dias claros, até Vila Nova de Gaia do outro lado.

Endereço: Rua de São Filipe de Nery, Porto, Portugal

4. Jardins do Palácio de Cristal

Jardins do Palácio de Cristal, no Porto
Foto: Wikimedia Commons

Os Jardins do Palácio de Cristal ocupam o lugar onde ficava o antigo Palácio de Cristal do Porto, demolido em 1951.

O parque tem terraços, pavões soltos e um dos melhores pontos de vista da cidade sobre o rio Douro.

Endereço: Rua de Dom Manuel II, Porto, Portugal

Onde comer

5. Cervejaria Brasão Aliados

Avenida dos Aliados, no Porto, onde fica a Cervejaria Brasão
Foto: Wikimedia Commons

Point clássico na Avenida dos Aliados, no coração do Porto. A francesinha, sanduíche que virou símbolo da cidade, é o motivo número um pra ir.

Endereço: R. de Ramalho Ortigão 28, 4000-035 Porto, Portugal

6. A Regaleira

Francesinha servida no restaurante A Regaleira, no Porto
Foto: Wikimedia Commons

Aberto em 1934 na Rua do Bonjardim, o restaurante A Regaleira ficou famoso quando o barman Daniel da Silva criou, em 1952, o sanduíche que batizou de francesinha.

Depois de fechar em 2018, reabriu em 2021 no mesmo endereço, mantendo o prato que a tornou histórica.

Endereço: Rua do Bonjardim 83, Porto, Portugal

Onde tomar café

7. Manteigaria

Pastéis de nata recém-assados, especialidade da Manteigaria
Foto: Reading Tom from Reading, UK / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Fábrica de pastel de nata com balcão aberto pra ver a produção ao vivo. Pastel quentinho, crocante por fora e cremoso por dentro, direto do forno.

Endereço: R. de Sá da Bandeira 115, Porto, Portugal

8. Confeitaria do Bolhão

Fachada histórica da Confeitaria do Bolhão, no Porto
Foto: Wikimedia Commons

Fundada em 1896, a Confeitaria do Bolhão fica bem em frente à entrada do Mercado do Bolhão, no centro do Porto. A fachada de mármore e a decoração Art Nouveau são originais da época.

A casa é conhecida pelo pudim de pão feito segundo a receita tradicional e por um salão que funciona como cafetaria e restaurante.

Endereço: Rua Formosa 339, Porto, Portugal

Onde beber

9. Vinologia

Barcos rabelos no rio Douro, símbolo do vinho do Porto
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Bar pequeno e intimista, com mais de 200 rótulos de vinho do Porto pra degustar por taça. Perto da Ribeira, ótimo pra fechar o dia com uma prova guiada.

Endereço: Rua São João 28, 4050-552 Porto, Portugal

10. The Wine Box

Ambiente do bar de vinhos The Wine Box, no Porto
Foto: Wikimedia Commons

Aberto em 2014 na Rua dos Mercadores, no bairro da Ribeira, o The Wine Box tem uma carta com mais de 400 rótulos, muitos deles servidos a copo.

O menu de tapas ibéricas e queijos portugueses acompanha bem uma tarde ou noite de degustação.

Endereço: Rua dos Mercadores 72, Porto, Portugal

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Cervejaria Brasão Aliados — foto: Wikimedia Commons
  • Livraria Lello — foto: John Samuel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Manteigaria — foto: Reading Tom from Reading, UK / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
  • Vinologia — foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
  • Cais da Ribeira — foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Confeitaria do Bolhão — foto: Wikimedia Commons
  • Torre dos Clérigos — foto: Wikimedia Commons
  • A Regaleira — foto: Wikimedia Commons
  • Jardins do Palácio de Cristal — foto: Wikimedia Commons
  • The Wine Box — foto: Wikimedia Commons

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📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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Hoje segue servindo café, chocolate quente e pratos clássicos franceses na mesma esquina boêmia.

Fachada e terraço do café Les Deux Magots em Paris

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Les Deux Magots Cafeteria
    6 Place Saint-Germain-des-Prés, Paris, França
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📍 Pompeia

Anfiteatro de Pompeia: a arena que já enchia as arquibancadas 150 anos antes do Coliseu

Vista externa do Anfiteatro de Pompeia ao entardecer, com o Monte Vesúvio ao fundo

Foto: Wikimedia Commons

Cento e cinquenta anos antes de Roma inaugurar o Coliseu, Pompeia já tinha sua própria arena de pedra para gladiadores. Construído por volta de 70 a.C. graças às doações de dois magistrados locais, Caio Quíncio Valgo e Marco Pórcio, o Anfiteatro de Pompeia é hoje reconhecido como o mais antigo anfiteatro romano de alvenaria que ainda existe de pé — e sobreviveu a uma catástrofe que apagou a cidade inteira do mapa por quase 1.700 anos.

Uma arena erguida com a própria terra que escavou

O anfiteatro fica encostado no canto sudeste das muralhas de Pompeia, numa área que até então era pouco ocupada. Os construtores aproveitaram essa posição de forma inteligente: em vez de erguer uma estrutura elevada em arcos como seria feito depois em Roma, escavaram o chão para formar a arena central e usaram a terra retirada para levantar os taludes da cavea, a arquibancada. O resultado é uma construção elíptica que, apoiada parcialmente nas muralhas da cidade, dispensava boa parte da engenharia complexa que marcaria anfiteatros posteriores.

Com capacidade estimada em cerca de 20 mil espectadores, a arena comportava mais gente do que a população da própria Pompeia — sinal de que o local também recebia público das cidades vizinhas da região da Campânia para assistir a combates de gladiadores e caçadas de animais (as chamadas venationes).

Vista interna da arena do Anfiteatro de Pompeia, com as arquibancadas de pedra ao redor

O interior da arena, com a cavea que hoje ainda recebe visitantes

A briga de torcida que parou os jogos por dez anos

Nem tudo nessa arena foi disputa esportiva pacífica. No ano 59 d.C., durante um combate de gladiadores, uma rixa antiga entre moradores de Pompeia e da vizinha Nuceria degenerou em confronto generalizado dentro do próprio anfiteatro. O historiador romano Tácito registrou o episódio em seus Anais: o que começou com xingamentos entre as torcidas terminou em pedradas, armas e mortos dos dois lados. O caso chegou ao Senado romano, e a punição foi dura — Pompeia ficou proibida de realizar espetáculos de gladiadores por uma década, associações consideradas ilegais foram dissolvidas e o senador Lívinio Régulo, apontado como organizador dos jogos, acabou exilado junto com outros responsabilizados pelo tumulto.

Soterrado pelo Vesúvio, redescoberto séculos depois

Vinte anos após a briga registrada por Tácito, em 79 d.C., o Monte Vesúvio entrou em erupção e sepultou Pompeia sob camadas de cinzas e piroclastos que chegaram a ser lançadas a mais de 30 quilômetros de altura. A cidade, com uma população estimada entre 11 mil e 20 mil habitantes, foi soterrada quase por completo — e assim permaneceu, esquecida, até que o arquiteto Domenico Fontana esbarrou acidentalmente nas ruínas no fim do século XVI. As escavações sistemáticas só começariam em 1748, sob patrocínio dos reis de Nápoles.

Foi apenas em 1863 que o arqueólogo Giuseppe Fiorelli, então à frente das escavações, teve um insight que mudaria a forma como o mundo entenderia a tragédia: ao notar cavidades vazias nas camadas endurecidas de cinza, ele percebeu que eram o espaço deixado pelos corpos das vítimas, já decompostos. Fiorelli passou a injetar gesso líquido nesses vazios, recriando com precisão as posturas finais — e até expressões — dos moradores surpreendidos pela erupção. Muitos desses moldes continuam expostos no próprio sítio arqueológico até hoje.

Molde de gesso de uma vítima da erupção do Vesúvio, técnica desenvolvida por Giuseppe Fiorelli

Um dos moldes de gesso criados a partir da técnica de Fiorelli

Em 1997, o conjunto arqueológico de Pompeia, Herculano e Torre Annunziata entrou para a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, e o parque arqueológico voltou a atrair multidões: mais de 4 milhões de visitantes passaram pelo sítio em 2024, muitos deles parando justamente diante da arena que, quase 2.100 anos atrás, já enchia as arquibancadas antes mesmo de existir o Coliseu.

  • 70 a.C.: construção do anfiteatro, cerca de 150 anos antes do Coliseu de Roma
  • 59 d.C.: motim entre torcidas de Pompeia e Nuceria, registrado por Tácito
  • 79 d.C.: erupção do Vesúvio soterra a cidade
  • 1748: início das escavações sistemáticas
  • 1863: Giuseppe Fiorelli desenvolve a técnica dos moldes de gesso
  • 1997: Pompeia é declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO

Onde fica

  • Anfiteatro de Pompeia Histórico
    Anfiteatro di Pompei, Pompei, Itália

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Fachada da Capela Real de Granada, na Calle Oficios

Foto: Wikimedia Commons

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    Capilla Real de Granada, Calle Oficios, Granada, Espanha
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