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Capela Real de Granada: o mausoléu onde os Reis Católicos descansam desde o século 16

Encomendada pelos próprios Reis Católicos para servir de mausoléu, a Capela Real fica colada à Catedral de Granada e guarda os túmulos de mármore de Isabel de Castela e Fernando de Aragão. O interior gótico também exibe parte da coleção de arte e joias que pertenceu ao casal.

Fachada da Capela Real de Granada, na Calle Oficios

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Capilla Real de Granada Ponto Turístico
    Capilla Real de Granada, Calle Oficios, Granada, Espanha
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Piazza Navona: a praça barroca com três fontes de Bernini

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Construída sobre as arquibancadas do antigo Estádio de Domiciano, a Piazza Navona reúne três fontes monumentais, entre elas a Fontana dei Quattro Fiumi de Bernini. É ponto de encontro para artistas de rua e cafés ao ar livre.

Vista da Piazza Navona em Roma

Foto: Myrabella / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Onde fica

  • Piazza Navona Ponto Turístico
    Piazza Navona, Roma, Itália
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Templo Mayor: o templo mexica que ficou soterrado por quase 460 anos sob a Cidade do México

Ruínas pré-hispânicas expostas na Plaza Manuel Gamio, parte do sítio arqueológico do Templo Mayor na Cidade do México

Foto: Wikimedia Commons

Em 21 de fevereiro de 1978, uma equipe de eletricistas abria uma vala perto da Catedral Metropolitana da Cidade do México quando a picareta bateu em algo duro demais para ser terra. Era um disco de pedra de 3,25 metros de diâmetro e oito toneladas, esculpido com o corpo desmembrado de uma mulher. Ninguém ali sabia, mas aquele achado acidental estava prestes a trazer de volta à luz o templo mais sagrado do império mexica, soterrado havia quase 460 anos sob o centro da capital mexicana.

  • 1325 – fundação de Tenochtitlan e primeira versão do templo.
  • 1487 – grande reconsagração sob o imperador Ahuítzotl.
  • 1521 – destruição da estrutura durante o cerco espanhol.
  • 1913-1917 – Manuel Gamio localiza o canto sudeste do templo.
  • 1978 – achado acidental da pedra de Coyolxauhqui.
  • 1987 – inauguração do Museu do Templo Mayor.

Um santuário para dois deuses

O Templo Mayor foi erguido em 1325, o mesmo ano em que, segundo a tradição mexica, os astecas fundaram Tenochtitlan após avistarem uma águia pousada sobre um cacto — o mito de origem que hoje ilustra a bandeira do México. A primeira estrutura era simples, dedicada a Huitzilopochtli, deus da guerra e do sol. Ao longo de quase dois séculos, os governantes mexicas reconstruíram o templo sete vezes, cada nova camada envolvendo por completo a anterior, como as cascas de uma cebola.

Na versão final, vista pelos primeiros espanhóis a chegar à cidade, a pirâmide dupla media cerca de 100 por 80 metros na base e chegava a 30 metros de altura, com duas escadarias monumentais levando a dois santuários no topo: um para Huitzilopochtli, outro para Tláloc, deus da chuva. A reconsagração mais lembrada da estrutura aconteceu em 1487, quando o imperador Ahuítzotl celebrou uma grande ampliação do templo com uma cerimônia que cronistas espanhóis, décadas mais tarde, descreveriam como um dos maiores sacrifícios já registrados — números que a historiografia atual considera exagerados, mas que dão a medida do peso simbólico do lugar para os mexicas.

Da destruição ao primeiro indício, escondido por séculos

Em 1521, durante o cerco final a Tenochtitlan, as tropas de Hernán Cortés destruíram o Templo Mayor pedra por pedra. Os blocos de basalto e andesito foram reaproveitados na construção da Catedral Metropolitana e dos primeiros prédios coloniais, e o antigo centro cerimonial mexica desapareceu sob o novo traçado urbano espanhol. Por quase quatro séculos, sua localização exata virou motivo de especulação entre historiadores.

A primeira confirmação séria só veio em 1913, quando o arqueólogo Manuel Gamio soube que um prédio em ruínas na esquina das ruas Seminario e Santa Teresa — hoje Guatemala — seria demolido. Gamio acompanhou a demolição e, entre 1913 e 1917, expôs o canto sudeste do templo e uma das cabeças de serpente que ladeavam a escadaria de Huitzilopochtli: a primeira prova física de que o templo estava, literalmente, sob os pés da cidade colonial. Uma pequena praça do Centro Histórico leva hoje o nome de Plaza Manuel Gamio em sua homenagem, com trechos das ruínas expostos ao nível da rua.

Ruínas pré-hispânicas expostas na Plaza Manuel Gamio, no Centro Histórico da Cidade do México

A Plaza Manuel Gamio homenageia o arqueólogo que localizou o Templo Mayor em 1913.

O acidente que virou o maior projeto arqueológico do México

Passaram-se mais 60 anos até que o templo completo viesse à luz. O disco de pedra encontrado pelos eletricistas em fevereiro de 1978 foi identificado pelo arqueólogo Felipe Solís como Coyolxauhqui, a deusa lua esquartejada pelo irmão Huitzilopochtli na mitologia mexica — a mesma cena que, segundo os relatos astecas, se repetia ao pé da escadaria do templo após cada sacrifício. O achado foi tão significativo que o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) abandonou um projeto de museu menor e lançou o Proyecto Templo Mayor, uma escavação em larga escala liderada pelo arqueólogo Eduardo Matos Moctezuma entre 1978 e 1982.

A escavação removeu prédios coloniais inteiros no coração da capital para expor as sete camadas sobrepostas do templo e recuperou mais de 7 mil objetos — máscaras, oferendas, ornamentos e esculturas enterrados havia cerca de cinco séculos. Para abrigar esse acervo, o Museu do Templo Mayor foi inaugurado em 12 de outubro de 1987, ao lado das próprias ruínas, que seguem expostas a céu aberto a poucos metros da Catedral e do Palácio Nacional.

Pedra monumental da deusa Coyolxauhqui, encontrada em 1978 nas escavações do Templo Mayor

A pedra de Coyolxauhqui, achada por acaso, deu origem ao Proyecto Templo Mayor.

Hoje, caminhar pelo Zócalo da Cidade do México é caminhar sobre duas cidades sobrepostas: a capital colonial e barroca construída por cima, e o centro cerimonial mexica que só voltou a ver a luz porque um grupo de eletricistas, quase por acaso, bateu a picareta no lugar certo.

Onde fica

  • Templo Mayor Histórico
    Templo Mayor, Centro Histórico, Cidade do México, México

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📍 Florença
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Trattoria Sostanza: a bistecca alla fiorentina que Florença serve desde 1869

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Fundada em 1869 por Pasquale Campolmi como taverna, adega e casa de secos e molhados, a Trattoria Sostanza está nas mãos da mesma família desde 1977 e preserva um ambiente que parece parado nos anos 1950, com móveis de madeira e mármore branco e paredes cobertas de fotos antigas.

Depois de 150 anos, a casa ainda é conhecida em Florença pelo apelido "Il Troia", herdado de um antigo cozinheiro, Guido Campolmi. É um dos últimos lugares da cidade onde a bistecca alla fiorentina é grelhada como era feita antigamente, e o outro prato mais pedido é o pollo al burro — peito de frango na manteiga, servido com uma torta de alcachofra.

Bistecca alla fiorentina, prato típico servido na Trattoria Sostanza

Foto: Thomas Oboe Lee, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Onde fica

  • Trattoria Sostanza Restaurante
    Via del Porcellana, 25r, 50123 Firenze FI, Itália
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