No alto de uma colina rochosa que domina a paisagem de Atenas, um conjunto de templos de mármore branco resume boa parte do que se entende hoje por civilização clássica ocidental. A Acrópole de Atenas — literalmente "cidade no alto" em grego — reúne construções erguidas principalmente no século V a.C., durante o chamado Século de Péricles, período em que Atenas viveu seu auge político, cultural e artístico.
O Partenon e a era de Péricles
O monumento mais famoso do conjunto é o Partenon, templo dedicado à deusa Atena, padroeira da cidade, construído entre 447 e 432 a.C. sob o comando do estadista ateniense Péricles. A obra foi coordenada pelo escultor Fídias e pelos arquitetos Ictino e Calícrates, e é considerada um dos exemplos mais perfeitos da arquitetura dórica grega, com proporções matemáticas cuidadosamente calculadas para parecerem harmônicas mesmo à distância.
Templos, guerras e transformações
Além do Partenon, a Acrópole abriga o Erecteion, templo conhecido pelas esculturas de mulheres (cariátides) que substituem colunas tradicionais, e os Propileus, o portão monumental de entrada do conjunto. Ao longo de mais de dois mil anos, os templos serviram a diferentes propósitos — incluindo igreja cristã e mesquita otomana — e o Partenon chegou a ser usado como paiol de pólvora no século XVII, quando uma explosão durante um cerco veneziano destruiu boa parte do telhado e de colunas originais.
As colunas dóricas do Partenon são um dos símbolos mais reconhecíveis da arquitetura clássica.
A polêmica dos Mármores do Partenon
No início do século XIX, o diplomata britânico Lord Elgin removeu boa parte das esculturas originais do Partenon e as levou para o Reino Unido, onde estão expostas até hoje no Museu Britânico como os chamados "Mármores de Elgin". A Grécia reivindica formalmente a devolução das peças há décadas, e o debate segue sem solução — um dos casos mais conhecidos de disputa internacional sobre repatriação de patrimônio cultural.
Obras de restauração no Partenon são praticamente contínuas desde a década de 1970.
Dicas para a visita
A subida até a Acrópole é feita por caminhos de pedra que podem ficar escorregadios e bastante cheios em alta temporada — ir logo na abertura, pela manhã, ajuda a evitar tanto o calor quanto as multidões. Vale complementar a visita com o Museu da Acrópole, aos pés da colina, que exibe peças originais e explica em detalhes a história e as técnicas de construção do conjunto.