Um roteiro com 5 paradas em Gizé, Egito: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Foto: Petar Milošević / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Esculpida em um único bloco de calcário há mais de 4.500 anos, a Esfinge tem corpo de leão e rosto humano e ainda guarda mistérios sobre sua construção. Vá cedo pela manhã para fugir do calor e das multidões, e aproveite a vista lateral das pirâmides ao fundo.
Endereço: Grande Esfinge de Gizé, Gizé, Egito
2. Grande Museu Egípcio (GEM)
Foto: Wikimedia Commons
Inaugurado oficialmente em novembro de 2025, o Grande Museu Egípcio (GEM) abriga mais de 100 mil artefatos, incluindo toda a coleção do túmulo de Tutancâmon exibida pela primeira vez completa. Reserve pelo menos meio dia para a visita.
Endereço: Grand Egyptian Museum, Gizé, Egito
Onde comer
3. Four Seasons Hotel Cairo at The First Residence
Foto: Wikimedia Commons
Cercado pelo Zoológico de Gizé e pela margem oeste do Nilo, o Four Seasons Cairo at The First Residence reúne opções como o restaurante libanês Aura e o bar The First. É uma boa parada para um almoço tranquilo entre um passeio e outro.
Endereço: Four Seasons Hotel Cairo at The First Residence, 35 Giza Street, Gizé, Egito
Onde tomar café
4. Cilantro Cafe (Mohandessin)
Foto: Wikimedia Commons
Parte de uma rede local querida pelos moradores do Cairo e de Gizé, a Cilantro Cafe de Mohandessin é ponto de encontro para trabalhar, conversar ou só tomar um cappuccino com calma antes de seguir o roteiro pelo bairro.
Endereço: Cilantro Cafe
Onde beber
5. Sultan Lounge (Mena House)
Foto: Wikimedia Commons
Dentro do Mena House, hotel que recebe hóspedes ilustres desde o século 19, o Sultan Lounge é o point certo para ver o sol se pôr atrás das pirâmides com uma taça na mão. O ambiente combina decoração árabe clássica e jardins históricos.
Endereço: Marriott Mena House, Pyramids Road, Gizé, Egito
📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]
Um roteiro com 5 paradas em Sevilha, Espanha: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Foto: Benjamin Smith / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
A Plaza de España foi construída para uma festa. O arquiteto sevilhano Aníbal González a projetou para a Exposição Ibero-Americana de 1929, e o conjunto ficou pronto em 1928: um enorme semicírculo de edifícios em tijolo e cerâmica, misturando renascimento espanhol, barroco e neomudéjar, com um canal na frente, atravessado por quatro pontes que representam os antigos reinos da Espanha. No centro, a fonte de Vicente Traver.
Uma província por banco
O detalhe que prende o visitante está no chão: ao longo da curva, nichos de azulejo representam cada província espanhola, com mapa, cena histórica e duas estantes que hoje funcionam como pequenas bibliotecas comunitárias. O cenário chamou o cinema: a praça aparece em "Lawrence da Arábia" (1962) e virou a cidade de Theed, no planeta Naboo, em "Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones" (2002). Entre 2007 e 2010, a prefeitura gastou 9 milhões de euros restaurando o conjunto, recuperando postes e bancos de cerâmica a partir de fotos antigas.
Endereço: Av. de Isabel la Católica, Parque de María Luisa, 41013 Sevilha, Espanha
2. Metropol Parasol (Las Setas)
Foto: Suicasmo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O arquiteto alemão Jürgen Mayer H. venceu um concurso com 65 propostas para cobrir a Plaza de la Encarnación, e desenhou seis guarda-sóis de madeira que se encontram no alto, inspirados nas abóbadas da Catedral e nos ficus da cidade. Oficialmente, o nome era Metropol Parasol. Os sevilhanos chamaram de Las Setas, "os cogumelos", e o apelido pegou tanto que virou nome oficial depois que o arquiteto registrou a marca original.
Da obra impossível ao mirante
A obra começou em 26 de junho de 2005, com orçamento de 50 milhões de euros e entrega prevista para 2007. Não deu: a engenharia da Arup concluiu que o projeto, do jeito que estava, era tecnicamente inviável, e só em 2009 chegou-se a uma solução com reforços colados. A conta dobrou para cerca de 100 milhões, e a estrutura abriu em abril de 2011. São cerca de 150 por 70 metros e 26 metros de altura, feitos com 3.500 metros cúbicos de pinho finlandês microlaminado, e ela é vendida como a maior estrutura de madeira do mundo. Embaixo ficam um mercado e o Antiquarium, com ruínas romanas e mouras achadas durante a escavação; em cima, uma passarela sinuosa com vista para os telhados do centro.
Endereço: Plaza de la Encarnación, s/n, 41003 Sevilha, Espanha
História
3. Torre del Oro
Foto: Benjamin Smith / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
A Torre del Oro foi construída entre 1220 e 1221, no fim do domínio almóada, por ordem do governador Abu l-Ula, para vigiar o Guadalquivir, a porta de entrada de Sevilha pelo rio. Dela partia uma grande corrente que podia bloquear a passagem dos barcos. O nome, "Torre do Ouro", viria do brilho dourado que ela refletia na água, por causa do material da construção: argamassa, cal e palha prensada.
Três andares, três épocas
A torre é um resumo de história em camadas. O primeiro corpo, de doze lados, é o original almóada. O segundo, octogonal, foi acrescentado no século XIV por Pedro I de Castela, o mesmo do palácio mudéjar do Alcázar. O terceiro, circular, foi refeito em 1760 pelo engenheiro militar Sebastián Van der Borcht, depois dos estragos do terremoto de Lisboa de 1755. Ao longo dos séculos, ela também serviu de prisão. Hoje abriga um pequeno museu naval, com instrumentos náuticos e documentos, e em 1992, durante a Expo de Sevilha, foi irmanada com a Torre de Belém, em Lisboa.
Endereço: Paseo de Cristóbal Colón, s/n, 41001 Sevilha, Espanha
Antonio Hernández Merino, um homem com raízes em Rota que tinha vivido nas Filipinas, então colônia espanhola, fundou La Campana em 1885 com a mulher, Margarita Nalda Gil. O nome veio do vizinho: no mesmo terreno funcionava um posto de bombeiros, e ele ouviu o sino tocar tantas vezes que, na hora de batizar a doceria, não teve dúvida.
Suspiros e yemas
A casa fica no começo da Calle Sierpes, a rua comercial mais conhecida de Sevilha, e mantém a fachada e as mesas na calçada com cara de fim de século XIX. Quatro gerações da família já passaram pelo balcão, e um escudo dourado na parede lembra que La Campana foi fornecedora da Casa Real. Os clássicos são os merengues, as tortas de polvorón, as lenguas de almendra e as yemas sevillanas; na época certa aparecem torrijas e roscón de reyes. Peça um doce, um café, e fique vendo a Sierpes passar.
El Rinconcillo abriu as portas em 1670, no mesmo endereço onde está até hoje, na esquina da Calle Gerona, e é tido como o bar mais antigo de Sevilha. Em 2020 completou 350 anos. A família De Rueda comprou o imóvel em 1858 e segue como dona; em 1897 adquiriu o prédio vizinho, na Calle Alhóndiga, e juntou os dois na taberna que existe hoje.
A conta no balcão
O ritual que todo mundo vem ver é simples: o garçom anota o pedido com giz, direto no balcão de mogno, e soma tudo ali mesmo na hora de pagar. O resto da decoração acompanha: mesas de mármore, barris que viram mesa e azulejos que vão do século XVII ao XIX. Num deles, na parte mais antiga do bar, dá para ler o preço de uma taça de jerez de outros tempos: "chato 40 céntimos". O bar já serviu de cenário para produções espanholas como "Sangre y Arena". Vá para as tapas no balcão, em pé, como os sevilhanos.
Iniciada em 1882 e ainda inacabada, a Basílica da Sagrada Família é provavelmente a única grande atração turística do mundo que os visitantes veem literalmente em obras há mais de 140 anos. Projetada pelo arquiteto catalão Antoni Gaudí, que assumiu a direção do projeto em 1883 e dedicou os últimos anos de sua vida quase exclusivamente a ela, a basílica é considerada a obra-prima do modernismo catalão e um dos edifícios religiosos mais originais já construídos.
Uma vida inteira dedicada à obra
Gaudí assumiu o projeto ainda jovem e trabalhou nele por mais de 40 anos, incluindo os últimos 15 anos de sua vida, quando morou literalmente dentro do canteiro de obras. O arquiteto morreu em 1926, atropelado por um bonde em Barcelona, com a construção ainda muito longe de terminar — na época de sua morte, menos de um quarto da obra estava concluído.
Interrompida pela Guerra Civil Espanhola
Durante a Guerra Civil Espanhola, na década de 1930, parte da cripta e do ateliê de Gaudí foi incendiada por grupos anarquistas, destruindo muitos dos desenhos e maquetes originais do arquiteto. Isso obrigou os arquitetos seguintes a reconstruir grande parte do projeto por interpretação, o que ajuda a explicar por que a obra segue avançando lentamente até hoje, sempre com o cuidado de manter fidelidade à visão original de Gaudí.
As torres afuniladas são um dos elementos mais reconhecíveis do projeto de Gaudí.
Financiada só com doações
Diferente de muitos monumentos históricos, a Sagrada Família nunca recebeu financiamento público relevante — a obra é bancada majoritariamente pela venda de ingressos e por doações privadas, seguindo a tradição estabelecida pelo próprio Gaudí. Essa dependência de recursos próprios é um dos fatores que historicamente contribuiu para o ritmo lento da construção ao longo do século XX.
A Fachada da Paixão retrata os últimos momentos da vida de Jesus Cristo em estilo austero.
Dicas para a visita
Os ingressos devem ser comprados com antecedência pelo site oficial, já que a basílica limita o número de visitantes por horário. Vale reservar um ingresso que inclua acesso a uma das torres, de onde é possível ter uma vista privilegiada tanto da cidade quanto dos detalhes arquitetônicos do próprio monumento.
Onde fica
Sagrada FamíliaPonto Turístico Carrer de Mallorca, 401, Barcelona, Espanha
O empresário Vincenzo Apuzzo abriu um "Gran Caffè" em 1860 no térreo do Palazzo della Foresteria, entre a Via Chiaia e a praça que hoje se chama Trieste e Trento, a poucos passos do Palácio Real e da Piazza del Plebiscito. A casa chegou a ter o título de fornecedora da Casa Real.
Quarenta artistas e um rei da cerveja
Em 1890, Mariano Vacca arrendou o espaço e chamou o arquiteto Antonio Curri, que coordenou mais de quarenta artesãos e artistas na reforma: mármores, estuques, espelhos e telas de pintores napolitanos como Luca Postiglione, Pietro Scoppetta, Vincenzo Migliaro e Giuseppe Casciaro. O café reabriu em 3 de novembro de 1890 com o nome de Gran Caffè Gambrinus, homenagem a Gambrinus, o lendário rei flamengo associado à cerveja. As salas ganharam nomes próprios, como a sala dos espelhos e a sala redonda.
Quem passou por ali
A lista de frequentadores citada pela própria história da casa inclui Gabriele D'Annunzio, Matilde Serao, Benedetto Croce, Oscar Wilde, Ernest Hemingway, Jean-Paul Sartre, Totò e os irmãos De Filippo. Foi justamente essa freguesia de intelectuais que causou problema: em 5 de agosto de 1938, o prefeito fascista Giovanni Battista Marziali mandou fechar o café, considerado ponto de encontro de antifascistas, e parte do espaço foi ocupada pelo Banco di Napoli. A reabertura veio depois da guerra, pelas mãos do empresário Michele Sergio, e os filhos dele, Arturo e Antonio, completaram a restauração das salas.
O que pedir
Um espresso no balcão, do jeito napolitano, e uma sfogliatella. O Gambrinus faz parte da Associazione Locali Storici d'Italia, e no balcão costuma ficar o bule do caffè sospeso, o costume napolitano de deixar um café pago para o próximo que não puder pagar.
Foto: Palickap / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Onde fica
Gran Caffè GambrinusCafeteria Via Chiaia, 1/2, 80132 Napoli NA, Itália
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