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📍 Chichén Itzá

Chichén Itzá: a pirâmide maia que os astrônomos transformaram em calendário de pedra

O Templo de Kukulkán (El Castillo), a pirâmide central de Chichén Itzá, no Yucatán, México

Foto: Wikimedia Commons

Duas vezes por ano, ao entardecer de 20 de março e 22 de setembro, uma multidão se reúne em volta de uma pirâmide de calcário no interior da península de Yucatán para ver uma serpente de luz descer pela escadaria norte. Não é um efeito especial: é a sombra projetada pelos nove terraços do Templo de Kukulkán, calculada por astrônomos maias havia mais de mil anos para se encaixar exatamente na cabeça de pedra esculpida na base da pirâmide. O fenômeno é o cartão de visitas mais famoso de Chichén Itzá, mas é só uma fração do que a cidade guarda.

Uma metrópole que dominou o norte de Yucatán

O nome Chichén Itzá vem do maia yucateco e significa algo como "na boca do poço dos itzás" — uma referência direta ao cenote sagrado ao redor do qual a cidade cresceu. Os primeiros assentamentos datam de cerca do século VI, mas foi entre 900 e 1100 d.C. que o local se tornou um dos maiores centros urbanos das Américas pré-colombianas, com uma população estimada entre 35 mil e 50 mil habitantes na sua área metropolitana — comparável a Londres na mesma época. Arqueólogos ainda debatem o grau de influência tolteca vinda do centro do México nesse período, visível na arquitetura e na iconografia de guerreiros e serpentes que se espalham pelo sítio. Por volta do século XV, antes da chegada dos espanhóis, a cidade já havia sido abandonada como centro de poder, embora seus poços e templos continuassem sendo lugares de peregrinação maia.

O Cenote Sagrado de Chichén Itzá, poço natural de calcário usado pelos maias para oferendas rituais

O Cenote Sagrado, com cerca de 60 metros de diâmetro e paredes que caem 27 metros até a água.

A pirâmide que também é um calendário

O Templo de Kukulkán, apelidado de El Castillo pelos espanhóis, foi erguido entre aproximadamente 1050 e 1300 d.C. sobre uma pirâmide ainda mais antiga, encontrada por arqueólogos em escavações internas nos anos 1930. Ele tem 30 metros de altura, base de cerca de 55,3 metros de lado e nove terraços escalonados. Os números do monumento não são acaso:

  • Cada uma das quatro faces tem 91 degraus; somados aos quatro lados e ao patamar superior do templo, chegam a 365 — o número de dias do ano no calendário maia.
  • As nove plataformas, divididas ao meio pelas escadarias, formam 18 painéis, o mesmo número de meses do calendário civil maia (Haab).
  • Um bater de palmas em frente à escadaria principal produz um eco agudo que pesquisadores de acústica associaram ao canto do quetzal, ave sagrada para os maias — um efeito hoje estudado como possível recurso arquitetônico intencional.

O poço sagrado e o deus da chuva

A cerca de 300 metros de El Castillo, ligado a ele por um caminho cerimonial (sacbé) de pedra, fica o Cenote Sagrado, um sumidouro natural de água doce que os maias associavam a Xibalbá, o submundo, e ao deus da chuva Chaac. Ali eram lançadas oferendas de ouro, jade, incenso de copal e, segundo evidências arqueológicas, também vítimas humanas em rituais de súplica por chuva. No início do século XX, o cônsul americano e arqueólogo amador Edward H. Thompson comprou a fazenda que incluía as ruínas e, entre 1904 e 1910, dragou o fundo do cenote — a primeira vez que alguém usava equipamento de mergulho no México. Ele recuperou milhares de objetos, muitos hoje no Museu Peabody de Harvard, num episódio que décadas depois gerou disputas diplomáticas entre México e Estados Unidos sobre a devolução do material.

Vista do sítio arqueológico de Chichén Itzá com o Templo de Kukulkán ao fundo

O sítio arqueológico de Chichén Itzá recebe hoje mais de 2 milhões de visitantes por ano.

Chichén Itzá foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1988 e, em 2007, eleita uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo numa votação popular que reuniu mais de 100 milhões de participantes. Depois de séculos coberta pela vegetação da selva e redescoberta aos poucos por exploradores e arqueólogos ao longo do século XIX e XX, a pirâmide de Kukulkán continua fazendo, todo mês de março e setembro, exatamente o que seus construtores calcularam há mais de mil anos: transformar luz solar em serpente de pedra.

Onde fica

  • Chichén Itzá Histórico
    Chichén Itzá, Yucatán, México

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📍 Florença

O que fazer em Florença: 5 paradas escolhidas

Fachada do Caffè Gilli na Piazza della Repubblica, em Florença

Foto: Freepenguin, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Um roteiro com 5 paradas em Florença, Itália: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Ponte Vecchio
  2. Piazzale Michelangelo
  3. Mercato Centrale di San Lorenzo
  4. Trattoria Sostanza
  5. Caffè Gilli

O que visitar

1. Ponte Vecchio

Ponte Vecchio e parte do Corredor Vasari, em Florença
Foto: PROPOLI87, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

A Ponte Vecchio ganhou sua estrutura atual em 1345, quando foi reconstruída sob o comando do arquiteto Taddeo Gaddi com três arcos no lugar dos cinco originais. No século XVI, o grão-duque Cosimo I de' Médici mandou construir, por cima das lojas da ponte, uma passagem elevada que hoje é conhecida como Corredor Vasari — projetado pelo arquiteto Giorgio Vasari em 1565 para ligar o Palazzo Pitti, residência dos Médici, ao Palazzo Vecchio e à Galeria Uffizi, sem que a família precisasse descer ao nível da rua.

Até o século XVI, a Ponte Vecchio era ocupada por açougues. Isso mudou em 1593, quando o grão-duque Ferdinando I determinou que os açougueiros deixassem o local para dar espaço a ourives e joalheiros — a passagem de nobres pela ponte tornava o cheiro dos açougues incômodo demais. Desde então, a Ponte Vecchio é dedicada ao comércio e à produção de joias, e segue sendo um dos points de ourivesaria mais conhecidos do mundo.

Endereço: Ponte Vecchio, 50125 Firenze FI, Itália

2. Piazzale Michelangelo

Vista panorâmica de Florença a partir do Piazzale Michelangelo
Foto: Diego Delso, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O Piazzale Michelangelo foi projetado em 1869 pelo arquiteto florentino Giuseppe Poggi, dentro de um plano de reurbanização da cidade que incluiu a reforma das antigas muralhas, no período em que Florença foi capital da Itália recém-unificada (1865-1871). As obras do mirante começaram em 1873 e ficaram prontas dois anos depois, em 1875.

No centro da praça está uma cópia em bronze do David de Michelangelo, cercada por réplicas das quatro alegorias das Capelas Medici da Basílica de San Lorenzo — todas homenagens ao escultor que dá nome ao lugar. Poggi também projetou uma loggia neoclássica para abrigar um museu dedicado à obra de Michelangelo, que nunca chegou a existir; hoje o espaço funciona como restaurante panorâmico. Do alto do mirante, a vista alcança o centro histórico de Florença, incluindo a Ponte Vecchio, o Forte Belvedere e a cúpula da Catedral de Santa Maria del Fiore ao fundo.

Endereço: Piazzale Michelangelo, 50125 Firenze FI, Itália

Onde comer

3. Mercato Centrale di San Lorenzo

Interior do Mercato Centrale, em Florença
Foto: Sailko, Wikimedia Commons, CC BY 3.0

O terreno onde hoje fica o Mercato Centrale era ocupado, até 1870, pelos "Camaldoli di San Lorenzo", um bairro antigo e insalubre demolido durante a reurbanização de Florença no período em que a cidade foi capital da Itália. No lugar, ergueu-se uma estrutura de ferro fundido e vidro projetada pelo engenheiro Giuseppe Mengoni — o mesmo responsável pela Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão.

O mercado foi inaugurado em 11 de maio de 1874, com a presença do rei da Itália, durante a Exposição Internacional de Horticultura. Mais de 150 anos depois, o Mercato Centrale continua funcionando no bairro de San Lorenzo, perto do Duomo, reunindo bancas de queijo, embutidos, massas frescas e produtos típicos da Toscana sob a mesma estrutura de ferro e vidro do século XIX.

Endereço: Piazza del Mercato Centrale, 50123 Firenze FI, Itália

4. Trattoria Sostanza

Bistecca alla fiorentina, prato típico servido na Trattoria Sostanza
Foto: Thomas Oboe Lee, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Fundada em 1869 por Pasquale Campolmi como taverna, adega e casa de secos e molhados, a Trattoria Sostanza está nas mãos da mesma família desde 1977 e preserva um ambiente que parece parado nos anos 1950, com móveis de madeira e mármore branco e paredes cobertas de fotos antigas.

Depois de 150 anos, a casa ainda é conhecida em Florença pelo apelido "Il Troia", herdado de um antigo cozinheiro, Guido Campolmi. É um dos últimos lugares da cidade onde a bistecca alla fiorentina é grelhada como era feita antigamente, e o outro prato mais pedido é o pollo al burro — peito de frango na manteiga, servido com uma torta de alcachofra.

Endereço: Via del Porcellana, 25r, 50123 Firenze FI, Itália

Onde tomar café

5. Caffè Gilli

Fachada do Caffè Gilli na Piazza della Repubblica, em Florença
Foto: Freepenguin, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

O Caffè Gilli é o café mais antigo de Florença — aberto em 1733 por uma família de origem suíça como uma "Bottega dei Pani & dei Dolci" perto do Duomo, ainda na época em que a cidade era governada pelos Médici. Em meados do século XIX, o negócio se mudou para a Piazza della Repubblica, onde funciona até hoje, e ganhou a decoração Art Nouveau que o torna, segundo os próprios organizadores, o único café da cidade nesse estilo.

Pouca coisa na Itália sobrevive a tanta história seguida: o Gilli atravessou o fim do domínio dos Médici, a ocupação napoleônica, a unificação italiana — período em que Florença chegou a ser capital do país — e as duas guerras mundiais. Tornou-se ponto de encontro de escritores, artistas e atores ao longo do século XX, e ainda hoje recebe estilistas durante a semana de moda masculina Pitti Uomo.

Endereço: Piazza della Repubblica, 39r, 50123 Firenze FI, Itália

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Caffè Gilli — foto: Freepenguin, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0
  • Ponte Vecchio — foto: PROPOLI87, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Piazzale Michelangelo — foto: Diego Delso, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Mercato Centrale di San Lorenzo — foto: Sailko, Wikimedia Commons, CC BY 3.0
  • Trattoria Sostanza — foto: Thomas Oboe Lee, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

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Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Florença — Wikipédia

Foto: Freepenguin, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0.

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Bar Brahma: o letreiro de neon que virou símbolo da vida noturna do centro de São Paulo

Fachada do Bar Brahma, no centro de São Paulo

Foto: Dornicke / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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Na esquina que a canção "Sampa", de Caetano Veloso, imortalizou como o encontro da Avenida Ipiranga com a Avenida São João, um letreiro de neon vermelho marca um dos bares mais tradicionais do centro paulistano. O Bar Brahma abriu originalmente em 1948, batizado em homenagem à cervejaria que sustentava boa parte da vida noturna de São Paulo naquele período, e se tornou desde então sinônimo de música ao vivo na cidade.

A esquina mais cantada de São Paulo

A localização exata do bar, bem na esquina retratada por Caetano Veloso na canção "Sampa" (1978), deu ao Bar Brahma um significado simbólico que vai além da própria história do estabelecimento — tornou-se um marco geográfico e cultural da cidade, citado e reconhecido mesmo por quem nunca entrou no local.

Fechou e reabriu décadas depois

Depois de décadas de funcionamento, o bar original fechou as portas na virada do século XX para o XXI, período de decadência do centro histórico de São Paulo, com o esvaziamento comercial da região. Em 2003, o Bar Brahma reabriu num processo de revitalização do centro, recuperando o espírito original com música ao vivo diária, misturando samba, choro e MPB, e ajudando a atrair de volta o público para a região central da cidade.

Letreiro de neon do Bar Brahma à noite

O letreiro de neon vermelho é um dos símbolos visuais mais reconhecíveis do centro de São Paulo.

Point de música ao vivo

Desde a reabertura, o Bar Brahma se consolidou como uma das casas de música ao vivo mais tradicionais do centro paulistano, recebendo apresentações praticamente todos os dias da semana — um contraponto à vida noturna mais recente concentrada em bairros como Vila Madalena e Pinheiros.

Fachada iluminada do Bar Brahma em São Paulo

A fachada Art Déco remete à década de 1940, quando o bar foi inaugurado.

Dicas para a visita

Vale conferir a programação de shows com antecedência, já que a casa costuma ter apresentações diferentes a cada noite. A região central de São Paulo, especialmente à noite, pede atenção redobrada com pertences pessoais, como em qualquer grande centro urbano.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Bar Brahma — Wikipédia

Foto: Dornicke / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).

Onde fica

  • Bar Brahma Bar
    Avenida São João, 677, Centro, São Paulo - SP

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Maxim's de Paris: o bistrô de um garçom que virou templo art nouveau da Belle Époque

Fachada verde e dourada do restaurante Maxim's de Paris, na Rue Royale

Foto: Ricardalovesmonuments / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Na esquina da Rue Royale com a Place de la Concorde, em Paris, uma fachada verde-escura emoldurada em ferro dourado esconde um dos salões mais fotografados — e menos visitados por dentro — da cidade. Passar pela porta do Maxim's é entrar numa cápsula do tempo que resume toda a extravagância da Belle Époque francesa, quando o restaurante virou sinônimo de luxo, escândalo e alta sociedade.

De bistrô de esquina a ponto de encontro da elite

O endereço 3 Rue Royale abrigava, em 1893, apenas um modesto café de bairro. Foi ali que o garçom Maxim Gaillard decidiu abrir seu próprio estabelecimento, batizando-o com o próprio nome. O pequeno bistrô ganhou popularidade rápido entre a burguesia parisiense, mas foi a virada do século que transformaria o Maxim's de simples ponto de encontro em símbolo internacional de sofisticação.

A reforma que criou um marco art nouveau

Entre 1899 e 1900, o maître d'hôtel Eugène Cornuché comprou o restaurante e contratou o arquiteto-decorador Louis Marnez para prepará-lo às pressas para a Exposição Universal de 1900. O resultado foi um dos interiores art nouveau mais completos já preservados na França: painéis de mogno, espelhos biselados, ornamentos em bronze e cobre entrelaçados em motivos florais e afrescos nas paredes assinados pelo pintor Léon Sonnier. A decoração, quase intacta até hoje, rendeu ao salão principal reconhecimento como patrimônio histórico.

Fachada do restaurante Maxim's no número 3 da Rue Royale, em Paris

A fachada do Maxim's na Rue Royale, entre a Place de la Concorde e a Madeleine.

O palco das noites mais badaladas de Paris

Ao longo da Belle Époque e das décadas seguintes, as mesas do Maxim's reuniram aristocratas, cortesãs, escritores e artistas em um ambiente reservado e badalado. Entre os frequentadores mais citados pela história do restaurante estão:

  • Marcel Proust e Jean Cocteau, que levaram o clima do salão para suas obras;
  • Salvador Dalí, com suas aparições tão extravagantes quanto seus quadros;
  • a atriz Grace Kelly, já como princesa de Mônaco;
  • a soprano Maria Callas, o cineasta Alfred Hitchcock e o artista Andy Warhol.

Foi também nesse período que o Maxim's ganhou vida na cultura popular: a personagem Chegrette e o próprio nome do restaurante aparecem na opereta "A Viúva Alegre", de Franz Lehár, estreada em 1905, ambientada justamente entre suas mesas.

De Pierre Cardin ao museu acima do salão

Em maio de 1981, o estilista Pierre Cardin comprou o Maxim's por um valor nunca revelado publicamente, estimado em mais de 20 milhões de dólares, e transformou o nome em marca internacional, com filiais em outras cidades e uma linha de produtos derivados, de porcelanas a perfumes. Colecionador de peças art nouveau havia décadas, Cardin instalou no andar acima do salão principal o Musée Art Nouveau — Maxim's, com mais de 550 objetos de nomes como Louis Majorelle, Louis Comfort Tiffany, Émile Gallé e Henri de Toulouse-Lautrec.

Retrato de Arlette Dorgère feito no verso de um menu do Maxim's em 16 de abril de 1908

Retrato feito no verso de um cardápio do Maxim's, em 16 de abril de 1908 — um dos muitos vestígios das noites boêmias do salão.

Mais de 130 anos depois de Maxim Gaillard servir seus primeiros clientes, o pequeno bistrô que ele batizou com o próprio nome continua funcionando na mesma esquina da Rue Royale — hoje como um dos raros interiores art nouveau da virada do século ainda em uso diário, servindo jantares sob os mesmos afrescos que testemunharam a Belle Époque.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Muitos dizem ser o almoço perfeito em Paris. Reserve com antecedência.

Onde fica

  • Maxim's de Paris Restaurante
    Maxim's de Paris, 3 Rue Royale, Paris, França

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