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Maxim's de Paris: o bistrô de um garçom que virou templo art nouveau da Belle Époque

Fachada verde e dourada do restaurante Maxim's de Paris, na Rue Royale

Foto: Ricardalovesmonuments / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Na esquina da Rue Royale com a Place de la Concorde, em Paris, uma fachada verde-escura emoldurada em ferro dourado esconde um dos salões mais fotografados — e menos visitados por dentro — da cidade. Passar pela porta do Maxim's é entrar numa cápsula do tempo que resume toda a extravagância da Belle Époque francesa, quando o restaurante virou sinônimo de luxo, escândalo e alta sociedade.

De bistrô de esquina a ponto de encontro da elite

O endereço 3 Rue Royale abrigava, em 1893, apenas um modesto café de bairro. Foi ali que o garçom Maxim Gaillard decidiu abrir seu próprio estabelecimento, batizando-o com o próprio nome. O pequeno bistrô ganhou popularidade rápido entre a burguesia parisiense, mas foi a virada do século que transformaria o Maxim's de simples ponto de encontro em símbolo internacional de sofisticação.

A reforma que criou um marco art nouveau

Entre 1899 e 1900, o maître d'hôtel Eugène Cornuché comprou o restaurante e contratou o arquiteto-decorador Louis Marnez para prepará-lo às pressas para a Exposição Universal de 1900. O resultado foi um dos interiores art nouveau mais completos já preservados na França: painéis de mogno, espelhos biselados, ornamentos em bronze e cobre entrelaçados em motivos florais e afrescos nas paredes assinados pelo pintor Léon Sonnier. A decoração, quase intacta até hoje, rendeu ao salão principal reconhecimento como patrimônio histórico.

Fachada do restaurante Maxim's no número 3 da Rue Royale, em Paris

A fachada do Maxim's na Rue Royale, entre a Place de la Concorde e a Madeleine.

O palco das noites mais badaladas de Paris

Ao longo da Belle Époque e das décadas seguintes, as mesas do Maxim's reuniram aristocratas, cortesãs, escritores e artistas em um ambiente reservado e badalado. Entre os frequentadores mais citados pela história do restaurante estão:

  • Marcel Proust e Jean Cocteau, que levaram o clima do salão para suas obras;
  • Salvador Dalí, com suas aparições tão extravagantes quanto seus quadros;
  • a atriz Grace Kelly, já como princesa de Mônaco;
  • a soprano Maria Callas, o cineasta Alfred Hitchcock e o artista Andy Warhol.

Foi também nesse período que o Maxim's ganhou vida na cultura popular: a personagem Chegrette e o próprio nome do restaurante aparecem na opereta "A Viúva Alegre", de Franz Lehár, estreada em 1905, ambientada justamente entre suas mesas.

De Pierre Cardin ao museu acima do salão

Em maio de 1981, o estilista Pierre Cardin comprou o Maxim's por um valor nunca revelado publicamente, estimado em mais de 20 milhões de dólares, e transformou o nome em marca internacional, com filiais em outras cidades e uma linha de produtos derivados, de porcelanas a perfumes. Colecionador de peças art nouveau havia décadas, Cardin instalou no andar acima do salão principal o Musée Art Nouveau — Maxim's, com mais de 550 objetos de nomes como Louis Majorelle, Louis Comfort Tiffany, Émile Gallé e Henri de Toulouse-Lautrec.

Retrato de Arlette Dorgère feito no verso de um menu do Maxim's em 16 de abril de 1908

Retrato feito no verso de um cardápio do Maxim's, em 16 de abril de 1908 — um dos muitos vestígios das noites boêmias do salão.

Mais de 130 anos depois de Maxim Gaillard servir seus primeiros clientes, o pequeno bistrô que ele batizou com o próprio nome continua funcionando na mesma esquina da Rue Royale — hoje como um dos raros interiores art nouveau da virada do século ainda em uso diário, servindo jantares sob os mesmos afrescos que testemunharam a Belle Époque.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Muitos dizem ser o almoço perfeito em Paris. Reserve com antecedência.

Onde fica

  • Maxim's de Paris Restaurante
    Maxim's de Paris, 3 Rue Royale, Paris, França

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Philadelphia Museum of Art: a escadaria que Rocky Balboa tornou famosa

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Além de abrigar um dos maiores acervos de arte dos Estados Unidos, o museu ficou mundialmente conhecido pela escadaria da fachada, onde Sylvester Stallone corre no filme Rocky. Há uma estátua do boxador aos pés da escada, ponto certo de fotos. A vista do alto, com o rio Schuylkill ao fundo, é um dos melhores fins de tarde da cidade.

Fachada neoclássica do Philadelphia Museum of Art vista da escadaria principal

Foto: Wikimedia Commons (Public domain)

Onde fica

  • Philadelphia Museum of Art Ponto Turístico
    2600 Benjamin Franklin Parkway, Filadélfia, Estados Unidos
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Foto: Wikimedia Commons

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  • Villa dei Misteri Ponto Turístico
    Villa dei Misteri, Via Villa dei Misteri, Pompei, Itália
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Caffè Gilli: o café mais antigo de Florença, aberto desde 1733

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O Caffè Gilli é o café mais antigo de Florença — aberto em 1733 por uma família de origem suíça como uma "Bottega dei Pani & dei Dolci" perto do Duomo, ainda na época em que a cidade era governada pelos Médici. Em meados do século XIX, o negócio se mudou para a Piazza della Repubblica, onde funciona até hoje, e ganhou a decoração Art Nouveau que o torna, segundo os próprios organizadores, o único café da cidade nesse estilo.

Pouca coisa na Itália sobrevive a tanta história seguida: o Gilli atravessou o fim do domínio dos Médici, a ocupação napoleônica, a unificação italiana — período em que Florença chegou a ser capital do país — e as duas guerras mundiais. Tornou-se ponto de encontro de escritores, artistas e atores ao longo do século XX, e ainda hoje recebe estilistas durante a semana de moda masculina Pitti Uomo.

Fachada do Caffè Gilli na Piazza della Repubblica, em Florença

Foto: Freepenguin, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Onde fica

  • Caffè Gilli Cafeteria
    Piazza della Repubblica, 39r, 50123 Firenze FI, Itália
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