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O que fazer em Barcelona: 10 paradas escolhidas

Fachada do Cafè de l'Òpera na La Rambla, Barcelona

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 10 paradas em Barcelona, Espanha: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Park Güell
  2. Casa Batlló
  3. Casa Milà (La Pedrera)
  4. Palau de la Música Catalana
  5. Can Culleretes
  6. Els Quatre Gats
  7. Cafè de l'Òpera
  8. Granja Viader
  9. El Xampanyet
  10. Bar Marsella

O que visitar

1. Park Güell

Salamandra de mosaico no Park Güell, Barcelona
Foto: Wikimedia Commons

Patrimônio Mundial da UNESCO, o Park Güell reúne as formas orgânicas e os mosaicos coloridos que marcaram a obra de Antoni Gaudí. O terraço principal e a salamandra de trencadís são parada obrigatória, com uma das melhores vistas da cidade.

Endereço: Carrer d'Olot, s/n, Barcelona, Espanha

2. Casa Batlló

Fachada da Casa Batlló no Passeig de Gràcia, Barcelona
Foto: Wikimedia Commons

No Passeig de Gràcia, a Casa Batlló impressiona com sua fachada ondulante, os balcões em forma de máscara e o telhado que lembra o dorso de um dragão. É uma das visitas mais marcantes do modernismo de Gaudí em Barcelona.

Endereço: Passeig de Gràcia, 43, Barcelona, Espanha

3. Casa Milà (La Pedrera)

Fachada ondulada em pedra da Casa Milà (La Pedrera), obra de Gaudí em Barcelona
Foto: Wikimedia Commons

Projetada por Antoni Gaudí entre 1905 e 1910, a Casa Milà, conhecida como La Pedrera, é Patrimônio Mundial da UNESCO. O terraço, com suas chaminés em forma de guerreiros, e o pátio interior valem a visita.

Endereço: Casa Milà, Passeig de Gràcia 92, Barcelona, Espanha

4. Palau de la Música Catalana

Fachada modernista do Palau de la Música Catalana em Barcelona
Foto: Wikimedia Commons

Projetado por Lluís Domènech i Montaner e inaugurado em 1908, o Palau de la Música Catalana é Patrimônio Mundial da UNESCO. Vale reservar uma visita guiada para ver de perto os vitrais, mosaicos e esculturas do salão de concertos.

Endereço: Palau de la Música Catalana, Carrer Palau de la Música, Barcelona, Espanha

Onde comer

5. Can Culleretes

Entrada do restaurante Can Culleretes no Barri Gòtic, Barcelona
Foto: Wikimedia Commons

No coração do Barri Gòtic, o Can Culleretes serve cozinha catalã tradicional desde 1786. As salas decoradas com azulejos e murais antigos fazem do almoço uma volta no tempo antes de seguir explorando a cidade velha.

Endereço: Carrer d'en Quintana, 5, Barcelona, Espanha

6. Els Quatre Gats

Interior modernista do restaurante Els Quatre Gats em Barcelona
Foto: Wikimedia Commons

Aberto em 1897 na Casa Martí, projeto do arquiteto Puig i Cadafalch, o Els Quatre Gats foi ponto de encontro de Picasso, Gaudí e Ramon Casas. Hoje funciona como restaurante catalão, mantendo a decoração modernista original.

Endereço: Els Quatre Gats, Carrer de Montsió 3, Barcelona, Espanha

Onde tomar café

7. Cafè de l'Òpera

Fachada do Cafè de l'Òpera na La Rambla, Barcelona
Foto: Wikimedia Commons

Aberto desde 1929, o Cafè de l'Òpera preserva espelhos, madeira entalhada e luminárias de outra época na La Rambla. É parada certa para um café da manhã com vista para o Liceu antes de seguir o dia por Barcelona.

Endereço: La Rambla, 74, Barcelona, Espanha

8. Granja Viader

Fachada da Granja Viader, cafeteria histórica em Barcelona
Foto: Wikimedia Commons

Fundada em 1870, a Granja Viader é uma cafeteria histórica a poucos passos da Rambla, com balcão de madeira e azulejos originais. Foi aqui que Mateu Viader inventou o Cacaolat, e a especialidade da casa continua sendo o chocolate quente cremoso, servido com nata.

Endereço: Granja Viader, Carrer d'en Xuclà, Barcelona, Espanha

Onde beber

9. El Xampanyet

Fachada do bar El Xampanyet no bairro El Born, Barcelona
Foto: Wikimedia Commons

Aberto desde 1929 e tocado pela mesma família há gerações, o El Xampanyet é parada clássica no Born para uma taça de cava e um prato de anchovas. Os azulejos azuis e as mesas de mármore mantêm o clima de bar antigo intacto.

Endereço: Carrer de Montcada, 22, Barcelona, Espanha

10. Bar Marsella

Interior histórico do Bar Marsella em Barcelona, com garrafas de absinto
Foto: Wikimedia Commons

No coração do Raval, o Bar Marsella abriu em 1820 e preserva móveis, garrafas e luz baixa de mais de dois séculos. Picasso, Dalí e Hemingway já se sentaram por ali para tomar absinto, que continua sendo a bebida da casa.

Endereço: Bar Marsella, Carrer de Sant Pau 65, Barcelona, Espanha

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Cafè de l'Òpera — foto: Wikimedia Commons
  • Park Güell — foto: Wikimedia Commons
  • Can Culleretes — foto: Wikimedia Commons
  • Casa Batlló — foto: Wikimedia Commons
  • El Xampanyet — foto: Wikimedia Commons
  • Granja Viader — foto: Wikimedia Commons
  • Casa Milà (La Pedrera) — foto: Wikimedia Commons
  • Els Quatre Gats — foto: Wikimedia Commons
  • Palau de la Música Catalana — foto: Wikimedia Commons
  • Bar Marsella — foto: Wikimedia Commons

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D.O.M.: como Alex Atala colocou os ingredientes da Amazônia na alta gastronomia

Vista do bairro Jardins, em São Paulo, onde fica o restaurante D.O.M.

Foto: Tiago Pestana / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Poucos restaurantes brasileiros mudaram tanto a forma como o mundo enxerga a nossa cozinha quanto o D.O.M., em São Paulo. Aberto no fim dos anos 1990 pelo chef paulistano Alex Atala, o restaurante ficou conhecido por fazer o caminho inverso do que se esperava de um chef brasileiro naquela época: em vez de reproduzir técnicas francesas com ingredientes importados, Atala foi buscar na Amazônia e no interior do Brasil produtos que praticamente ninguém levava a sério na alta gastronomia.

O que significa o nome

D.O.M. é a sigla de "Deo Optimo Maximo", expressão em latim que significa algo como "a Deus, o melhor e o maior" — tradicionalmente usada em rótulos de destilados e conventos beneditinos. O nome dá o tom de um lugar que trata cada prato como uma celebração, mas o conceito por trás da cozinha é bem menos solene: valorizar ingredientes brasileiros pouco conhecidos, como a formiga saúva, a priprioca (raiz aromática usada tradicionalmente na perfumaria amazônica) e peixes de rio como o tucunaré.

Reconhecimento internacional

Ao longo dos anos 2000 e 2010, o D.O.M. apareceu repetidamente entre os melhores restaurantes do mundo em rankings internacionais como o The World's 50 Best Restaurants, chegando à quarta colocação global — a mais alta já obtida por um restaurante sul-americano até então. O reconhecimento colocou São Paulo, e o Brasil, no radar de críticos e chefs que antes olhavam quase exclusivamente para a Europa e os Estados Unidos.

O chef Alex Atala

Alex Atala se tornou um dos rostos mais conhecidos da gastronomia brasileira no exterior.

Amazônia no prato

Um dos pratos mais associados ao restaurante é o ovo com farofa de banana e formigas saúva, servido em uma casca de ovo — uma forma de apresentar um ingrediente amazônico tradicional de um jeito que surpreende sem parecer um truque. A cozinha do D.O.M. costuma trabalhar com produtores de pequena escala e comunidades ribeirinhas, o que ajudou a colocar em discussão temas como sustentabilidade e valorização de saberes indígenas dentro do circuito da alta gastronomia — um debate que, décadas depois, se tornou padrão em restaurantes de ponta ao redor do mundo.

O bairro dos Jardins

O restaurante fica no Jardim Paulista, região conhecida simplesmente como Jardins, um dos bairros mais sofisticados de São Paulo, com ruas arborizadas, grifes internacionais e uma concentração grande de restaurantes premiados. A localização central facilita o acesso tanto para paulistanos quanto para turistas que incluem o D.O.M. no roteiro gastronômico da cidade.

Dicas para a visita

Por ser um restaurante de alta gastronomia com menu degustação, a experiência costuma durar entre duas e três horas, e a reserva antecipada é praticamente obrigatória — em períodos de alta demanda, a espera pode chegar a semanas. Vale se programar com antecedência e reservar um horário mais cedo na noite para aproveitar com calma cada etapa do menu.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

D.O.M. — Wikipédia

Foto: Tiago Pestana / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Se você gosta de sabores, este restaurante irá te surpreender.

Onde fica

  • D.O.M. Restaurante
    Rua Barão de Capanema, 549, Jardim Paulista, São Paulo - SP

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Bandeira de Marrocos Marrocos
📍 Marrakech
📍 Dica rápida

La Mamounia: o hotel-jardim onde Churchill pintou seu único quadro da Segunda Guerra

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Poucos hotéis do mundo podem dizer que hospedaram Winston Churchill o suficiente para ganhar um bar com o nome dele. O La Mamounia, erguido sobre um jardim do século XVIII no coração de Marrakech, é assim: um hotel que atravessou quase um século sendo cenário de política internacional, cinema e, num episódio específico de 1943, de arte.

Um jardim de sultão que virou hotel Art Déco

O terreno onde o hotel fica foi presenteado no século XVIII pelo sultão Mohammed ben Abdallah a seu filho, Moulay Mamoun — de quem vem o nome "Mamounia". O projeto do hotel foi concebido em 1923 pelos arquitetos Henri Prost e Antoine Marchisio, combinando arquitetura marroquina tradicional com o estilo Art Déco então em voga. O hotel abriu as portas em 1929.

O bar batizado em homenagem a Churchill

Ao longo do século XX, o La Mamounia recebeu hóspedes como Charlie Chaplin, Francis Ford Coppola e Yves Saint Laurent — mas foi Winston Churchill quem se tornou seu visitante mais associado ao hotel, a ponto de chamá-lo de "o lugar mais adorável do mundo inteiro". Em sua homenagem, o hotel batizou um de seus bares de Churchill Bar, decorado como um vagão-salão de trem da era Pullman. O diretor Alfred Hitchcock também filmou cenas de "O Homem Que Sabia Demais" no hotel, o que ajudou a atrair ainda mais celebridades para Marrakech nas décadas seguintes.

A única pintura de Churchill na Segunda Guerra

Em janeiro de 1943, hospedado no La Mamounia após a Conferência de Casablanca, Churchill convenceu Franklin Roosevelt a passar por Marrakech antes de retornar aos Estados Unidos. Depois que a delegação americana partiu, Churchill ficou mais um dia e pintou a torre da Mesquita Koutoubia vista do jardim do hotel — a única pintura que fez durante toda a guerra. Deu o quadro de presente a Roosevelt; décadas depois, ele foi vendido em leilão pela então proprietária Angelina Jolie por US$ 11,5 milhões.

Fachada do hotel La Mamounia, em Marrakech

Foto: muffinn / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Onde fica

  • La Mamounia Local
    Avenue Bab Jdid, 40040 Marrakech, Marrocos
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Bandeira de Estados Unidos Estados Unidos
Bandeira de Nova York Nova York
📍 Dica rápida

Think Coffee: cafeteria local com grãos de origem cuidada

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A Think Coffee é uma cafeteria local, com grãos selecionados de pequenos produtores. O espaço é amplo, ótimo para começar o dia antes de explorar a cidade.

Fachada da cafeteria Think Coffee em Nova York ao entardecer

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

Onde fica

  • Think Coffee Cafeteria
    Think Coffee, 123 4th Avenue, Nova York, Estados Unidos
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