Um roteiro com 5 paradas em Belém, PA, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Inaugurado em 1878, o Theatro da Paz é o maior teatro da Região Norte e um símbolo da riqueza que o ciclo da borracha trouxe a Belém. Visitas guiadas percorrem seus salões e o palco principal.
Fica de frente para a Praça da República, no centro da cidade.
Endereço: Avenida da Paz, Praça da República, Belém, Brasil
2. Mangal das Garças
Foto: Wikimedia Commons
O Mangal das Garças fica no bairro da Cidade Velha, às margens do rio Guamá, e reúne borboletário, viveiro de aves e o Farol de Belém, um mirante com vista para o encontro das águas. É um respiro de natureza dentro da área mais histórica da cidade.
Boa opção para uma tarde de passeio a pé.
Endereço: Rua Carneiro da Rocha, Cidade Velha, Belém, Brasil
Onde comer
3. Tacacá do Renato
Foto: Wikimedia Commons
O Tacacá do Renato é um dos endereços mais lembrados quando o assunto é tacacá em Belém, servido na cuia bem quente com tucupi, jambu e camarão seco. Funciona há décadas e tem várias unidades pela cidade.
É parada certa para quem quer experimentar um clássico da culinária paraense.
Endereço: Avenida Duque de Caxias, Marco, Belém, Brasil
Onde tomar café
4. Café da Paz
Foto: Wikimedia Commons
O Café da Paz ocupa o térreo do antigo Grande Hotel, bem de frente para o Theatro da Paz, no coração de Belém. A decoração remete a clássicos como o Café Majestic, no Porto, e a Confeitaria Colombo, no Rio.
É uma boa parada para um café da manhã tranquilo antes de seguir para o teatro.
Endereço: Praça da República, Belém, Brasil
Onde beber
5. Amazon Beer
Foto: Wikimedia Commons
Instalada dentro da Estação das Docas, a Amazon Beer foi uma das primeiras microcervejarias artesanais do país e serve chope de produção própria acompanhado de petiscos regionais. À noite costuma ter música ao vivo.
Boa opção para fechar o dia às margens da baía do Guajará.
Endereço: Boulevard Castilhos França, Estação das Docas, Belém, Brasil
Os monges agostinianos chegaram de Munique a Mülln, no pé do Mönchsberg, em 1605, e em 1621 começaram a fazer cerveja. O mosteiro chegou a ser o segundo maior da ordem na região da Baviera e da Áustria. Os agostinianos saíram em 1818; em 1835 os beneditinos da abadia de Michaelbeuern assumiram, e a abadia ainda é dona de metade da cervejaria. O nome "Augustiner" ficou.
Pegue a caneca, lave, encha
O que faz a fama da casa é o jeito de servir. A cerveja sai de barris de madeira, por gravidade, sem gás empurrando, e vai para canecas de pedra (Steinkrüge). O cliente pega a caneca na prateleira, lava na fonte, paga no caixa e entrega ao homem do barril, que enche ali na frente. A comida segue o mesmo esquema: barracas no corredor, no estilo de mercado, cada uma com uma especialidade, e você monta a própria bandeja.
O tamanho da coisa
São mais de 5.000 metros quadrados de salões e 1.400 lugares no jardim. A casa se diz a maior cervejaria-restaurante da Áustria, e produz mais de 12 mil hectolitros por ano. Abre de segunda a sexta a partir das 15h e, nos fins de semana e feriados, a partir das 14h30, sempre até as 23h.
Foto: Scglossop1, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Um roteiro com 5 paradas em Edimburgo, Reino Unido: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Foto: Scglossop1, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
O Greyfriars Kirkyard foi aberto em agosto de 1562, no terreno de um convento franciscano dissolvido, e desde então acumulou histórias que dariam para várias cidades. Foi ali, em 1638, que se assinou o Pacto Nacional escocês — o cemitério servia porque era um dos poucos lugares onde a lei permitia reunião pública livre.
Quatro décadas depois o mesmo terreno virou prisão. Após a batalha de Bothwell Bridge, em 1679, cerca de 1.200 prisioneiros covenanters foram mantidos num cercado improvisado ao sul do cemitério. Quando aquela área foi incorporada ao camposanto, por volta de 1700, o nome ficou: Covenanters' Prison.
Há ainda os mortsafes, gaiolas de ferro sobre os túmulos. Não eram enfeite: no início do século XIX, os ladrões de cadáveres abasteciam a escola de medicina de Edimburgo, e as famílias trancavam os mortos. Estão enterrados ali o geólogo James Hutton e o químico Joseph Black.
Mas o túmulo mais procurado é o de um vigia noturno da polícia chamado John Gray, morto em 15 de fevereiro de 1858 — e o motivo é o cachorro dele. Greyfriars Bobby, nascido em 4 de maio de 1855, teria passado 14 anos junto ao túmulo do dono, até morrer em 14 de janeiro de 1872. A raça é discutida: Skye terrier, dizia a tradição; um livro de 2022 defende que era mais provavelmente um Dandie Dinmont, porque havia mais criadores dessa raça em Edimburgo na época.
Em 1867, o lorde reitor Sir William Chambers — que também era diretor da sociedade escocesa de proteção aos animais — pagou do próprio bolso a licença de cão de Bobby e mandou fazer uma coleira para ele. A coleira está hoje no Museu de Edimburgo.
A estátua veio no ano da morte do cachorro: foi esculpida por William Brodie em 1872 e paga pela baronesa Burdett-Coutts. Fica no cruzamento da George IV Bridge com a Candlemaker Row, a poucos passos do portão do cemitério, e tem um título curioso — é a menor estrutura tombada de Edimburgo. O cemitério inteiro, com seus monumentos, é tombado na categoria A.
Endereço: 26A Candlemaker Row, Edimburgo EH1 2QE, Escócia, Reino Unido
2. Scott Monument
Foto: Daniel Kraft, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
É a coisa mais alta e mais escura dos Princes Street Gardens: 61,11 metros de arenito enegrecido, 287 degraus até o mirante do topo. O Monumento a Walter Scott é o segundo maior monumento do mundo dedicado a um escritor — perde apenas para o memorial a José Martí, em Havana.
A história de quem o desenhou é melhor que a do monumento. Depois da morte de Scott, em 1832, abriu-se um concurso. Venceu George Meikle Kemp, marceneiro e arquiteto autodidata de 45 anos, que se inscreveu sob o pseudônimo "John Morvo" por achar que a falta de formação o desclassificaria. Ganhou — e não viu a inauguração: na noite de nevoeiro de 6 de março de 1844, Kemp caiu no Union Canal e morreu afogado. A obra, iniciada em 1841, ficou pronta no outono de 1844, ao custo de pouco mais de £16.154.
A cor não é sujeira acumulada por descuido: o monumento foi erguido em arenito de Binny, extraído perto de Ecclesmachan, em West Lothian, uma pedra que escureceu com a fumaça da cidade ao longo de quase dois séculos.
Espalhadas pelos nichos das quatro faces estão 68 estátuas, das quais 64 podem ser vistas do chão. Não são santos nem generais: são personagens dos romances e poemas de Scott, esculpidos por vários artistas escoceses. Subir os 287 degraus é uma escalada apertada — a escada em espiral estreita conforme se sobe —, mas o mirante entrega Princes Street, a Cidade Velha e o castelo numa tacada só.
Endereço: East Princes Street Gardens, Princes Street, Edimburgo EH2 2EJ, Escócia, Reino Unido
Onde comer
3. Valvona & Crolla
Foto: Steve Fareham, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
Alfonso Crolla saiu de Fontitune, um povoado do Lácio entre Roma e Nápoles, e foi parar em Edimburgo. Em 1934 ele abriu na 19 Elm Row o que começou como uma banca de mercado e virou a delicatéssen mais antiga da Escócia — e também sua mais antiga casa de vinhos italianos.
No começo, a clientela era basicamente a pequena comunidade italiana da cidade. O salto veio nos anos 1950, quando a britânica Elizabeth David — a autora que ensinou a Grã-Bretanha do pós-guerra a cozinhar com ingredientes mediterrâneos — passou a citar a Valvona & Crolla em seus livros como fornecedora recomendada de azeite de oliva extra virgem. Num país onde azeite ainda era coisa de farmácia, aquilo mudou o endereço de patamar.
A casa segue com a mesma família: os Contini. Mary Contini é diretora, o marido Philip é presidente, e a filha Francesca Contini Mackie ocupa a direção executiva. Além da loja e da adega, funcionam no mesmo endereço um caffè bar nos fundos e uma seção de livros e presentes.
Vale entrar mesmo sem comprar nada: as prateleiras vão do chão ao teto, e boa parte do estoque de massas, queijos e conservas vem dos mesmos produtores italianos há décadas.
Endereço: 19 Elm Row, Edimburgo EH7 4AA, Escócia, Reino Unido
Onde beber
4. The Sheep Heid Inn
Foto: Paul Farmer, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
Fora do centro turístico, na aldeia de Duddingston, aos pés do Arthur's Seat, o Sheep Heid Inn reivindica uma data que nenhum outro pub da Escócia consegue: c. 1360. Se a conta estiver certa, é a licença de bebidas mais antiga ainda em funcionamento no país. Vale a ressalva honesta: o prédio atual tem núcleo do século XVIII, com alterações posteriores — o negócio é que seria antigo, não as paredes.
O nome vem de um presente. Conta-se que Jaime VI deu ao estalajadeiro, em 1580, uma caixa de rapé ornamentada em forma de cabeça de carneiro — sheep heid, em escocês. A original acabou vendida ao conde de Rosebery; atrás do balcão fica hoje uma réplica do século XIX. Maria, Rainha dos Escoceses, também teria parado por ali e jogado boliche no pátio.
E boliche ainda se joga. Nos fundos do pub existe uma pista de skittles construída por volta de 1880, tida como a última do gênero ainda em uso na Escócia. Ela não é atração de museu: o Trotters Club, fundado em 1882, continua se reunindo lá uma vez por mês, como faz há mais de 140 anos.
O prédio é tombado na categoria B pela Historic Environment Scotland (registro LB30077). Fica a uma caminhada curta do Holyrood Park, o que faz dele a parada natural de quem desce do Arthur's Seat.
Endereço: 43–45 The Causeway, Duddingston, Edimburgo EH15 3QA, Escócia, Reino Unido
5. Café Royal
Foto: Afmell, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
O prédio da 17–19 West Register Street, na Cidade Nova de Edimburgo, não nasceu bar. Projetado pelo arquiteto Robert Paterson e datado de 1861, ele abriu como showroom de instalações de gás e material sanitário. Em 8 de julho de 1863 o Café Royal se mudou para lá, e o showroom virou hotel e bar.
O que faz o lugar valer a visita está nas paredes. O salão principal tem seis murais de azulejo Doulton retratando inventores: Benjamin Franklin, Michael Faraday, Robert Peel (a estamparia de tecidos), William Caxton, George Stephenson e James Watt, este último ao lado de Matthew Boulton. Os painéis foram desenhados por John Eyre e pintados por Katherine Sturgeon e W. J. W. Nunn.
E eles não foram encomendados para o bar: o dono os comprou em 1886, prontos, na Exposição Internacional de Ciência, Indústria e Arte de Edimburgo. Um bar do século XIX decorado com o que sobrou de uma feira de tecnologia.
Atrás de um biombo ornamentado fica o Oyster Bar, o restaurante, com mais murais e oito vitrais representando esportistas britânicos, feitos pela oficina Ballantine & Gardiner, de Edimburgo. O conjunto é tombado na categoria A — a mais alta da Escócia — desde 1997, reconhecido como um dos melhores exemplares de pub vitoriano do país.
Endereço: 17–19 West Register Street, Edimburgo EH2 2AA, Escócia, Reino Unido
De manhã, o Campo de' Fiori vira mercado a céu aberto, com bancas de frutas, flores e temperos no meio do centro histórico. À noite, a mesma praça se enche de bares e mesas na calçada, sob o olhar da estátua de Giordano Bruno, queimado ali em 1600.
Foto: Wikimedia Commons
Onde fica
Campo de' FioriPonto Turístico Piazza Campo de' Fiori, Roma, Itália
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