Um roteiro com 5 paradas em Fortaleza, CE, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Com raízes que remontam a 1809, o Mercado Central de Fortaleza ganhou seu prédio atual, de cinco pavimentos, em 1998. São mais de 600 lojas com rendas de bilro, redes, couro e cerâmica cearense, um bom resumo do artesanato do Ceará em um único endereço.
Endereço: Av. Alberto Nepomuceno, 199, Centro, Fortaleza, Brasil
2. Praia do Futuro
Foto: Wikimedia Commons
A Praia do Futuro ocupa 8 dos 25 quilômetros de orla de Fortaleza e é famosa pelas barracas de praia, que funcionam como restaurante, bar e área de lazer ao mesmo tempo. As ondas fortes atraem surfistas, e em vários trechos a maré forma piscinas naturais.
Endereço: Av. Clóvis Arrais Maia, Fortaleza, Brasil
3. Teatro José de Alencar
Foto: Wikimedia Commons
Construído entre 1908 e 1910, o Theatro José de Alencar combina alvenaria com uma estrutura de ferro decorado fabricada em Glasgow, na Escócia, pela empresa Walter Macfarlane & Co. É um dos cartões-postais do Centro de Fortaleza, com jardins projetados por Burle Marx ao redor.
Endereço: R. Liberato Barroso, 525, Centro, Fortaleza, Brasil
Onde comer
4. Estoril
Foto: Wikimedia Commons
Erguido na década de 1920 como a Vila Morena, o prédio serviu de cassino às tropas americanas na Segunda Guerra e virou restaurante português em 1948. Na década de 1960, o Estoril se tornou point da boemia e da intelectualidade de Fortaleza, e segue funcionando na Praia de Iracema.
Endereço: R. Tabajaras, 359, Praia de Iracema, Fortaleza, Brasil
Onde tomar café
5. Café Passeio
Foto: Wikimedia Commons
Inaugurado em 1912 dentro do Passeio Público (Praça dos Mártires), o Café Passeio ocupa um quiosque histórico no primeiro jardim público de Fortaleza, criado em 1864. Hoje funciona como café e restaurante à sombra de árvores centenárias, com feijoada e chorinho ao vivo nos fins de semana.
Endereço: Praça dos Mártires (Passeio Público), Centro, Fortaleza, Brasil
Um roteiro com 5 paradas em Istambul, Turquia: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Foto: Ail Subway / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Musa Dağdeviren, chef nascido em Gaziantep, abriu o primeiro restaurante da família no movimentado mercado de Kadıköy, no lado asiático de Istambul, em 1987; onze anos depois, em 1998, inaugurou ao lado o Çiya Sofrası, dedicado a resgatar receitas regionais turcas em risco de desaparecer. O cardápio muda de acordo com a época do ano e reúne influências azeri, georgiana, árabe, armênia, otomana, assíria, seljúcida e judaica, muitas vezes recriando pratos de vilarejos específicos da Anatólia que Dağdeviren pesquisa pessoalmente há décadas.
O trabalho de documentação de Dağdeviren — descrito por alguns como uma forma de antropologia culinária — rendeu reconhecimento internacional, incluindo um episódio da série "Chef's Table", da Netflix, e é considerado por muitos críticos um dos melhores (e mais autênticos) restaurantes de Istambul.
No alto de uma colina em Eyüp, com vista para o Chifre de Ouro, fica o café que herdou o nome do escritor e oficial da marinha francesa Julien Viaud — mais conhecido pelo pseudônimo Pierre Loti. Viaud chegou a Istambul em 1876 e passou a frequentar uma cafeteria otomana ali, então chamada Rabia Kadın Kahvesi, onde teria escrito parte do romance semi-autobiográfico "Aziyadé" (1879), sobre um caso de amor com uma jovem do harém.
O café atual, aberto na década de 1910, foi restaurado em 1964 por Sabiha Tansuğ no estilo das antigas casas de chá turcas — mesas baixas, poltronas de veludo, vista para o Chifre de Ouro. Em reconhecimento à ligação com a cidade, Loti recebeu, em 1920, o título de cidadão honorário de Istambul, e a colina onde fica o café leva seu nome até hoje.
A Çiçek Pasajı (Passagem das Flores), na badalada Rua İstiklal, ocupa o terreno onde funcionava o Teatro Naum, destruído por um incêndio em 1870. No lugar, foi erguida a Cité de Péra, projetada pelo arquiteto Kleanthis Zannos, um dos primeiros prédios de estilo europeu construídos durante os esforços de modernização do Império Otomano no fim do século 19.
O apelido "Passagem das Flores" surgiu depois da Revolução Russa de 1917, quando famílias russas refugiadas chegaram a Istambul e mulheres — incluindo, segundo relatos, uma baronesa — passaram a vender flores na galeria. Nos anos 1960, as lojas do térreo viraram meyhanes, as tavernas tradicionais turcas onde se bebe raki acompanhado de meze, e a passagem virou point de artistas e intelectuais. Restaurada em 1988, segue hoje como uma galeria de bares e restaurantes sob um teto de ferro e vidro.
Mandado construir em 1461 pelo sultão Mehmed II — que usou a renda dos aluguéis das lojas para financiar a manutenção da Hagia Sophia —, o Grande Bazar (Kapalıçarşı) de Istambul é um dos mercados cobertos mais antigos do mundo ainda em funcionamento. Hoje ocupa cerca de 30.700 m² distribuídos por 61 ruas cobertas, com algo entre 3.000 e 4.000 lojas — em 1890, um levantamento otomano contou 4.399 estabelecimentos ativos ali dentro.
O bazar recebe entre 250 mil e 400 mil visitantes por dia e já foi apontado como a atração turística mais visitada do mundo, com cerca de 91 milhões de visitas anuais registradas em 2014. Entre suas lojas estão vendedores de tapetes, ouro, cerâmica de İznik e as luminárias de mosaico de vidro que se tornaram um dos souvenirs mais associados ao lugar.
Construída em 532, durante o reinado do imperador bizantino Justiniano I, a Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarnıcı, ou "palácio afundado") armazenava até 80 mil metros cúbicos de água para abastecer o Grande Palácio de Constantinopla, especialmente durante cercos. O nome vem da basílica que existia no local antes de ser destruída por um incêndio em 476.
O salão é sustentado por 336 colunas de mármore de 9 metros de altura, dispostas em 12 fileiras de 28 — muitas delas reaproveitadas de construções romanas mais antigas. Duas bases de coluna esculpidas com cabeças de Medusa, uma de lado e outra de cabeça para baixo, são o ponto mais fotografado do local; foram destacadas durante uma restauração feita entre 1985 e 1987. Depois da conquista otomana em 1453, a cisterna seguiu abastecendo o Palácio de Topkapı até cair em desuso — e ser redescoberta no século 16 pelo pesquisador francês Petrus Gyllius, que seguiu moradores que pescavam por buracos no chão de suas casas.
O prédio da 17–19 West Register Street, na Cidade Nova de Edimburgo, não nasceu bar. Projetado pelo arquiteto Robert Paterson e datado de 1861, ele abriu como showroom de instalações de gás e material sanitário. Em 8 de julho de 1863 o Café Royal se mudou para lá, e o showroom virou hotel e bar.
O que faz o lugar valer a visita está nas paredes. O salão principal tem seis murais de azulejo Doulton retratando inventores: Benjamin Franklin, Michael Faraday, Robert Peel (a estamparia de tecidos), William Caxton, George Stephenson e James Watt, este último ao lado de Matthew Boulton. Os painéis foram desenhados por John Eyre e pintados por Katherine Sturgeon e W. J. W. Nunn.
E eles não foram encomendados para o bar: o dono os comprou em 1886, prontos, na Exposição Internacional de Ciência, Indústria e Arte de Edimburgo. Um bar do século XIX decorado com o que sobrou de uma feira de tecnologia.
Atrás de um biombo ornamentado fica o Oyster Bar, o restaurante, com mais murais e oito vitrais representando esportistas britânicos, feitos pela oficina Ballantine & Gardiner, de Edimburgo. O conjunto é tombado na categoria A — a mais alta da Escócia — desde 1997, reconhecido como um dos melhores exemplares de pub vitoriano do país.
Foto: Afmell, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
Onde fica
Café RoyalBar 17–19 West Register Street, Edimburgo EH2 2AA, Escócia, Reino Unido
Tombada como Conjunto Monumental do Centro Cívico de Minas Gerais, a Praça da Liberdade tem jardins inspirados em Versalhes e reúne o Circuito Liberdade, com museus e centros culturais.
Ótima parada para uma caminhada tranquila pela manhã.
Foto: MICHELLE TAMIETTI / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
Onde fica
Praça da LiberdadePonto Turístico Praça da Liberdade, Funcionários, Belo Horizonte, Brasil
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