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O que fazer em Fortaleza: 5 paradas escolhidas

Área externa do Café Passeio, com mesas ao ar livre dentro do Passeio Público em Fortaleza

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Fortaleza, CE, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Mercado Central de Fortaleza
  2. Praia do Futuro
  3. Teatro José de Alencar
  4. Estoril
  5. Café Passeio

O que visitar

1. Mercado Central de Fortaleza

Interior do Mercado Central de Fortaleza, com corredores de lojas de artesanato
Foto: Wikimedia Commons

Com raízes que remontam a 1809, o Mercado Central de Fortaleza ganhou seu prédio atual, de cinco pavimentos, em 1998. São mais de 600 lojas com rendas de bilro, redes, couro e cerâmica cearense, um bom resumo do artesanato do Ceará em um único endereço.

Endereço: Av. Alberto Nepomuceno, 199, Centro, Fortaleza, Brasil

2. Praia do Futuro

Vista da Praia do Futuro em Fortaleza, com areia e mar
Foto: Wikimedia Commons

A Praia do Futuro ocupa 8 dos 25 quilômetros de orla de Fortaleza e é famosa pelas barracas de praia, que funcionam como restaurante, bar e área de lazer ao mesmo tempo. As ondas fortes atraem surfistas, e em vários trechos a maré forma piscinas naturais.

Endereço: Av. Clóvis Arrais Maia, Fortaleza, Brasil

3. Teatro José de Alencar

Fachada de ferro decorado do Teatro José de Alencar, em Fortaleza
Foto: Wikimedia Commons

Construído entre 1908 e 1910, o Theatro José de Alencar combina alvenaria com uma estrutura de ferro decorado fabricada em Glasgow, na Escócia, pela empresa Walter Macfarlane & Co. É um dos cartões-postais do Centro de Fortaleza, com jardins projetados por Burle Marx ao redor.

Endereço: R. Liberato Barroso, 525, Centro, Fortaleza, Brasil

Onde comer

4. Estoril

Fachada do casarão histórico do restaurante Estoril, na Praia de Iracema, Fortaleza
Foto: Wikimedia Commons

Erguido na década de 1920 como a Vila Morena, o prédio serviu de cassino às tropas americanas na Segunda Guerra e virou restaurante português em 1948. Na década de 1960, o Estoril se tornou point da boemia e da intelectualidade de Fortaleza, e segue funcionando na Praia de Iracema.

Endereço: R. Tabajaras, 359, Praia de Iracema, Fortaleza, Brasil

Onde tomar café

5. Café Passeio

Área externa do Café Passeio, com mesas ao ar livre dentro do Passeio Público em Fortaleza
Foto: Wikimedia Commons

Inaugurado em 1912 dentro do Passeio Público (Praça dos Mártires), o Café Passeio ocupa um quiosque histórico no primeiro jardim público de Fortaleza, criado em 1864. Hoje funciona como café e restaurante à sombra de árvores centenárias, com feijoada e chorinho ao vivo nos fins de semana.

Endereço: Praça dos Mártires (Passeio Público), Centro, Fortaleza, Brasil

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Café Passeio — foto: Wikimedia Commons
  • Mercado Central de Fortaleza — foto: Wikimedia Commons
  • Estoril — foto: Wikimedia Commons
  • Praia do Futuro — foto: Wikimedia Commons
  • Teatro José de Alencar — foto: Wikimedia Commons

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📍 Pompeia
📍 Dica rápida

Caupona da Via di Mercurio: o bar mais antigo que você vai visitar

Essa caupona na Via di Mercurio era um bar de verdade na Pompeia antiga, com balcão e tudo. As pinturas na parede, incluindo a cena de dois homens jogando dados, ainda dão pra ver de perto.

Interior da antiga taverna romana (caupona) na Via di Mercurio, Pompeia, com afrescos na parede

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Osteria della Via di Mercurio Ponto Turístico
    Via del Mercurio
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Bandeira de Itália Itália
📍 Nápoles
📍 Dica rápida

Teatro di San Carlo: a casa de ópera em atividade mais antiga do mundo, reconstruída em dez meses depois de um incêndio

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O rei Carlos de Bourbon, então soberano de Nápoles (e mais tarde Carlos III da Espanha), queria um teatro à altura da capital do reino, colado ao Palácio Real. O projeto foi do arquiteto Giovanni Antonio Medrano, com a decoração interna a cargo de Angelo Carasale, e o teatro abriu em 4 de novembro de 1737 com a ópera Achille in Sciro, de Domenico Sarro. É a casa de ópera em atividade contínua mais antiga do mundo: abriu 41 anos antes do Scala de Milão e mais de meio século antes do La Fenice de Veneza.

Fogo em fevereiro, reabertura em janeiro

Em 13 de fevereiro de 1816, durante um ensaio de balé, o teatro pegou fogo. O arquiteto Antonio Niccolini comandou a reconstrução, e o San Carlo reabriu em 12 de janeiro de 1817, menos de um ano depois, com Il sogno di Partenope, de Mayr. A plateia em formato de ferradura, cercada de camarotes, é apontada como a mais antiga do tipo no mundo. A capacidade, que já foi de mais de três mil pessoas, hoje é de cerca de 1.380 lugares.

O que estreou ali

Entre 1815 e 1822, Rossini escreveu uma série de óperas para o San Carlo. Bellini e Verdi também tiveram estreias na casa, e em 1835 foi ali que subiu pela primeira vez Lucia di Lammermoor, de Donizetti.

Dica

A temporada de ópera vai de fim de novembro a julho. Fora dela, ou sem ingresso, dá para conhecer a sala nas visitas guiadas. O teatro fica de frente para a Galleria Umberto I e ao lado da Piazza del Plebiscito.

Plateia e camarotes em ferradura do Teatro di San Carlo, em Nápoles

Foto: Armando Mancini / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Onde fica

  • Teatro di San Carlo Ponto Turístico
    Via San Carlo, 98/F, 80132 Napoli NA, Itália
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📍 Córdoba

Mesquita-Catedral de Córdoba: o templo que foi igreja, virou mesquita e voltou a ser igreja sem deixar de ser as duas coisas

Vista externa da Mesquita-Catedral de Córdoba, com seus muros de pedra e o pátio dos laranjais

Foto: Wikimedia Commons

Imagine entrar num salão penumbroso sustentado por mais de 850 colunas, todas diferentes entre si, formando fileiras infinitas de arcos duplos em pedra vermelha e branca — e, no meio desse labirinto, topar de repente com o teto abobadado e os vitrais coloridos de uma catedral renascentista. É essa colisão de dois mundos que faz da Mesquita-Catedral de Córdoba, na Espanha, um dos monumentos mais estranhos e fascinantes da Europa: um edifício que nunca decidiu ser só uma coisa.

De basílica visigoda a grande mesquita de al-Andalus

O terreno já era sagrado muito antes do islã chegar à Península Ibérica. Ali funcionava a basílica visigoda de San Vicente, do século VI. Em 785, Abd al-Rahman I, fundador do Emirado de Córdoba e único sobrevivente da dinastia omíada deposta em Damasco, comprou a parte cristã do terreno e demoliu a construção para erguer a grande mesquita da nova capital muçulmana do Ocidente. Não era um gesto isolado de conquista: cronistas da época registram que o emir pagou pelo terreno, e a comunidade cristã manteve outras igrejas na cidade.

Quatro reinados, uma só obra

A mesquita que hoje impressiona turistas não foi erguida de uma vez — ela cresceu ao longo de quase dois séculos, em fases que ainda podem ser lidas na arquitetura:

  • 785: Abd al-Rahman I inicia a construção original, com onze naves.
  • 833–852: Abd al-Rahman II amplia o salão de orações em direção ao rio Guadalquivir.
  • 961–976: Al-Hakam II constrói o mirabe (nicho que indica a direção de Meca) mais suntuoso do mundo islâmico, com sua cúpula nervurada revestida de mosaicos dourados vindos de Constantinopla.
  • 987–988: o vizir e regente Almançor promove a última e maior expansão, quase dobrando a área do edifício para o leste.

O resultado é a célebre "floresta de colunas": muitas delas reaproveitadas de templos romanos e visigodos espalhados pela Hispânia, sustentando arcos de ferradura em dupla curvatura, com aduelas alternadas em pedra e tijolo — uma solução inspirada no aqueduto romano de Mérida, a centenas de quilômetros dali.

Floresta de colunas e arcos duplos vermelhos e brancos no interior da Mesquita de Córdoba

Os arcos de dupla cor, inspirados em aquedutos romanos, tornaram-se a imagem mais reconhecível do monumento.

1236: a mesquita vira catedral

Em 29 de junho de 1236, poucos dias depois de as tropas do rei Fernando III de Castela tomarem Córdoba durante a Reconquista, o edifício foi consagrado como catedral cristã numa missa de dedicação. Mas, ao contrário de outras mesquitas convertidas na Espanha, a estrutura original foi preservada quase intacta por quase três séculos — apenas capelas foram inseridas entre as colunas.

A ruptura maior veio em 1523, quando o cabido da catedral obteve autorização do imperador Carlos V para erguer uma nave renascentista completa bem no centro do antigo salão de orações, contra a vontade do conselho municipal de Córdoba, que temia a perda do monumento mourisco. As obras, concluídas apenas em 1607, cravaram um coro gótico-renascentista de pedra clara em meio à penumbra dos arcos árabes. Conta-se que, ao visitar a obra pronta, o próprio Carlos V teria se arrependido: "vocês construíram aqui o que podia ser construído em qualquer lugar, e destruíram o que era único no mundo."

Nave renascentista da catedral cravada no meio do salão de arcos mouriscos da mesquita

A nave renascentista de Carlos V, erguida entre 1523 e 1607, interrompe o mar de arcos árabes.

Em 1984 a Unesco declarou o conjunto Patrimônio da Humanidade — reconhecimento ampliado em 1994 para todo o centro histórico de Córdoba. Hoje o edifício segue funcionando como catedral da diocese local, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, mas seu nome oficial, Mezquita-Catedral, é também sua definição mais honesta: um monumento que preferiu guardar as marcas de cada época que passou por ele, em vez de apagar qualquer uma delas.

Onde fica

  • Mesquita-Catedral de Córdoba Histórico
    Catedral de Córdoba

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