Inaugurado em 1933 no centro de São Paulo, o Mercado Municipal — carinhosamente apelidado de Mercadão pelos paulistanos — nasceu como um grande entreposto de alimentos e, quase um século depois, se tornou também um destino gastronômico por conta própria, famoso principalmente por um sanduíche específico: o de mortadela, servido em fatias generosas o suficiente para render fotos e filas quase o dia inteiro.
Arquitetura eclética e vitrais importados
O prédio, projetado pelo arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, é um exemplo de arquitetura eclética do início do século XX, com estrutura metálica e vitrais que retratam cenas de agricultura e comércio de alimentos, importados da França. A cúpula de vidro colorido que cobre boa parte do salão principal é um dos elementos mais fotografados do mercado, criando um jogo de luzes que muda ao longo do dia.
O sanduíche que virou símbolo
Embora o Mercadão sempre tenha vendido frutas, temperos e frios, foi o sanduíche de mortadela — criado por comerciantes do próprio mercado décadas atrás — que se transformou no maior chamariz turístico do local. Feito com pão francês e uma quantidade generosa de fatias de mortadela, o sanduíche atrai filas constantes nos bares em frente às bancas de frios, especialmente aos sábados.
As bancas de frios são a origem do famoso sanduíche de mortadela.
De abastecimento popular a ponto turístico
Originalmente concebido para abastecer a cidade em expansão do início do século XX, com frutas, verduras, carnes e peixes, o Mercadão passou por uma reforma nos anos 2000 que ajudou a consolidá-lo como atração turística, sem perder a função original de comércio de alimentos. Hoje convivem lado a lado bancas tradicionais de temperos e frutas exóticas com restaurantes e bares voltados a turistas.
Os vitrais franceses e a cúpula de vidro colorido marcam a arquitetura do salão principal.
Dicas para a visita
Vale ir num dia de semana pela manhã para evitar as maiores filas do sanduíche de mortadela, e reservar tempo para caminhar entre as bancas de frutas exóticas da Amazônia, muitas vezes desconhecidas até por paulistanos. O mercado fica a poucos minutos a pé da Praça da Sé e do centro histórico da cidade.