A confeitaria abriu em 1858, na praça que hoje se chama Vörösmarty tér, no coração de Pest. Quem a fundou foi Henrik Kugler, terceiro filho de uma dinastia de confeiteiros, que antes de assumir o negócio da família passou por onze capitais europeias — Paris incluída — aprendendo o ofício.
Kugler não teve herdeiros. Em 1883, convidou o jovem confeiteiro suíço Émile Gerbeaud para ser seu sócio, e acabou lhe vendendo a casa. Gerbeaud ampliou o salão, modernizou a produção e transformou o lugar numa das confeitarias mais respeitadas da Europa. A imperatriz Elisabeth — a Sissi, rainha da Hungria — parava ali sempre que estava em Budapeste.
Depois veio a parte que quase apagou o nome. Sob o regime comunista, o Estado tomou a casa e a rebatizou de Café Vörösmarty, pela praça, para eliminar o sobrenome do dono. Só em 1984 a família Gerbeaud conseguiu comprar de volta a confeitaria e devolver-lhe o nome original.
O salão continua o mesmo tipo de coisa: lustres, madeira escura, mármore e vitrines de doce. O item da casa é a fatia que leva o nome dela — o zserbó, camadas de massa com noz moída e geleia de damasco cobertas de chocolate. Um café e uma fatia na varanda que dá para a praça é um dos programas mais antigos da cidade que ainda funciona.
Onde fica: Vörösmarty tér 7-8, distrito V, no fim da rua de pedestres Váci utca. Dica: a fila de balcão anda muito mais rápido que a fila de mesa.








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