Tem Café Aí Tem Café Aí Guia de destinos, sabores e histórias
📍 Dica rápida

Blue Pumpkin: a padaria-cafeteria que virou clássico de Siem Reap

Cafeteira Prensa Francesa 600ml
📦 Recomendação RadarCompraCafeteira Prensa Francesa 600mlR$ 39,99Ver no RadarCompra →

Num casarão colonial branco a poucos passos do Old Market, o Blue Pumpkin serve pães, sorvetes caseiros e café forte desde 2000. É parada clássica pra começar o dia antes de encarar os templos.

Fachada branca do Blue Pumpkin em Siem Reap

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Blue Pumpkin Cafeteria
    Blue Pumpkin, Hospital Street, Siem Reap, Camboja
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Continue explorando Siem Reap


Continue lendo

Bandeira de França França
Bandeira de Paris Paris

Café de Flore: dentro do café que virou point de Sartre e Simone de Beauvoir

Fachada do Café de Flore em Paris

Foto: Wikimedia Commons

Existencialismo É um Humanismo (edição de bolso)
📦 Recomendação RadarCompraExistencialismo É um Humanismo (edição de bolso)R$ 14,15Ver no RadarCompra →

No cruzamento do Boulevard Saint-Germain com a Rue Saint-Benoît, no coração do 6º arrondissement de Paris, uma marquise vermelha e um toldo discreto marcam a entrada de um dos cafés mais famosos do mundo. Aberto por volta de 1887 e batizado em homenagem a uma estátua da deusa romana Flora que ficava próxima dali, o Café de Flore passou por mais de um século sem perder a essência: mesas de mármore, bancos de veludo vermelho e garçons de avental branco atendendo clientes que vão do turista de primeira viagem ao parisiense que frequenta a casa há décadas.

O point de Sartre e Simone de Beauvoir

A fama internacional do Flore se consolidou durante a Segunda Guerra Mundial e nos anos seguintes, quando o filósofo Jean-Paul Sartre e a escritora Simone de Beauvoir praticamente se mudaram para uma mesa do café — em parte porque, em uma Paris ocupada e com escassez de combustível, o Flore era um dos poucos lugares aquecidos da região onde se podia escrever, ler e discutir por horas. Foi ali que boa parte do existencialismo francês tomou forma, entre xícaras de café e cigarros, discussões que se estendiam noite adentro.

Sartre e Beauvoir não estavam sozinhos. Ao longo do século XX, o Flore recebeu nomes como Albert Camus, Pablo Picasso, Guillaume Apollinaire e, em temporadas parisienses, escritores americanos como Ernest Hemingway. Essa combinação de literatura, filosofia e boemia deu ao café um status que vai muito além de simplesmente servir bebidas quentes — o Flore virou personagem da própria história cultural de Paris.

Mesas na calçada do Café de Flore

As mesas na calçada seguem disputadas em qualquer horário do dia.

Um prêmio literário próprio

Em 1994, o Café de Flore criou o Prix de Flore, uma premiação literária concedida anualmente a um jovem escritor francês — uma forma de manter viva a ligação da casa com o mundo das letras, décadas depois do auge existencialista. O prêmio é entregue no próprio café, reforçando o papel do Flore como uma espécie de salão literário informal que nunca deixou de funcionar.

Visitar o Flore hoje

Hoje o Café de Flore é, ao mesmo tempo, ponto turístico e café de bairro. Pela manhã, é possível pedir o tradicional chocolat chaud (chocolate quente) ou um café com croissant sentado nas mesinhas da calçada, observando o movimento do Boulevard Saint-Germain. À noite, o salão interno, com seus espelhos e madeira escura praticamente intactos desde meados do século XX, mantém o clima que atraiu gerações de escritores.

Vista da rua do Café de Flore

O Flore fica no boulevard Saint-Germain, bem em frente ao seu tradicional rival, Les Deux Magots.

Vale lembrar que, por ser uma instituição turística, os preços do Flore são mais altos que os de um café comum de bairro parisiense — parte do que se paga ali é, literalmente, décadas de história. Ainda assim, para quem gosta de literatura e história cultural, sentar por meia hora numa mesa que já recebeu Sartre e Beauvoir é uma experiência difícil de replicar em qualquer outro lugar de Paris.

Onde fica

  • Café de Flore Cafeteria
    172 Boulevard Saint-Germain, 75006 Paris, França

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Estados Unidos Estados Unidos
Bandeira de Nova York Nova York
📍 Dica rápida

McSorley's Old Ale House: o bar mais antigo de Nova York

Caneca Alemã de Vidro para Chopp (1 litro)
📦 Recomendação RadarCompraCaneca Alemã de Vidro para Chopp (1 litro)R$ 78,00Ver no RadarCompra →

Aberto desde 1854, o McSorley's é o bar mais antigo em operação contínua de Nova York. O cardápio é simples: cerveja clara ou escura, sempre servidas em duplas de canecas pequenas, em um salão com piso de serragem quase intocado há mais de um século.

\n
Fachada do McSorley's Old Ale House no East Village, Nova York

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • McSorley's Old Ale House Bar
    McSorley's Old Ale House, 15 E 7th St, New York
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Itália Itália
Bandeira de Veneza Veneza

Harry's Bar Veneza: o bar que inventou o Bellini e o carpaccio

Fachada do Harry's Bar à beira do Canal Grande, em Veneza

Foto: Wikimedia Commons

Jogo de 6 Taças de Champanhe em Cristal (220ml)
📦 Recomendação RadarCompraJogo de 6 Taças de Champanhe em Cristal (220ml)R$ 47,90 R$ 51,90Ver no RadarCompra →

Perto da Piazza San Marco, com vista para o Canal Grande, um bar discreto fundado em 1931 por Giuseppe Cipriani deu origem a dois clássicos que hoje fazem parte do repertório gastronômico mundial: o coquetel Bellini e o prato carpaccio. O Harry's Bar nasceu depois que Cipriani, então barman num hotel de Veneza, recebeu ajuda financeira de um cliente americano chamado Harry Pickering para abrir seu próprio negócio — daí o nome do bar.

O nascimento do Bellini

Em 1948, Cipriani criou o Bellini, coquetel feito com purê de pêssego branco e prosecco, batizado em homenagem ao pintor renascentista veneziano Giovanni Bellini, cujas obras tinham tons de rosa parecidos com a cor da bebida. O drinque se popularizou rapidamente e hoje é servido em bares do mundo inteiro, sempre remetendo à receita original criada em Veneza.

O carpaccio: carne crua que virou clássico

Em 1950, Cipriani criou o carpaccio para uma cliente que precisava seguir uma dieta sem carne cozida: finas fatias de carne bovina crua servidas com um molho à base de maionese. O nome é uma homenagem ao pintor Vittore Carpaccio, cujas obras estavam em exibição em Veneza na época e usavam tons de vermelho e branco parecidos com os do prato. Hoje o carpaccio é servido — com variações de carne, peixe e até frutas — em restaurantes ao redor do mundo.

Vista externa do Harry's Bar em Veneza

O bar fica a poucos passos da Piazza San Marco, à beira do Canal Grande.

Hemingway e o cinema em Veneza

Assim como em Cuba, Ernest Hemingway também frequentou o Harry's Bar durante temporadas em Veneza, e o local aparece mencionado em sua obra "Do Outro Lado do Rio, Entre as Árvores". Outros nomes célebres associados ao bar incluem Charlie Chaplin, Orson Welles e Truman Capote, reforçando a reputação do espaço como point internacional de artistas e escritores ao longo do século XX.

Carpaccio, prato criado no Harry's Bar

O carpaccio criado por Cipriani se tornou um clássico da gastronomia mundial.

Dicas para a visita

Por ser um dos bares mais famosos do mundo, os preços do Harry's Bar são consideravelmente altos para os padrões venezianos — muitos visitantes optam por tomar apenas um Bellini como forma de vivenciar a experiência sem um grande investimento. Vale reservar mesa com antecedência, especialmente em temporada alta de turismo.

Onde fica

  • Harry's Bar Bar
    Calle Vallaresso 1323, Veneza, Itália

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Carregando mais destinos…