Um roteiro com 5 paradas em Tóquio, Japão: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Fundado no século VII, o Senso-ji é o templo budista mais antigo de Tóquio. O portão Kaminarimon, com sua lanterna vermelha gigante, marca a entrada da rua Nakamise, cheia de lojinhas tradicionais até o salão principal.
Endereço: Senso-ji, 2-3-1 Asakusa, Tóquio, Japão
2. Shibuya Crossing
Foto: Wikimedia Commons
Até 3 mil pessoas atravessam a Shibuya Crossing a cada sinal verde, vindas de todas as direções ao mesmo tempo. É um dos cartões-postais mais fotografados de Tóquio, ainda mais vista do alto de um dos prédios ao redor.
No Ichiran, cada cliente senta numa cabine individual e personaliza o caldo de tonkotsu no próprio balcão. É uma forma bem japonesa de comer ramen em silêncio, sem pressa — e a loja funciona 24 horas.
Dentro do complexo NEWoMan, ao lado da Estação de Shinjuku, esta unidade da Blue Bottle serve café coado na hora num ambiente clean. Boa parada para descansar os pés entre um passeio e outro.
Endereço: Blue Bottle Coffee, NEWoMan Shinjuku, 4-1-6 Shinjuku, Tóquio, Japão
Onde beber
5. New York Bar (Park Hyatt Tokyo)
Foto: Wikimedia Commons
No topo do Park Hyatt Tokyo, o New York Bar ficou famoso como cenário do filme Encontros e Desencontros. A vista do 52º andar e o jazz ao vivo fazem dele um fechamento e tanto para o dia.
Um roteiro com 5 paradas em Sevilha, Espanha: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Foto: Benjamin Smith / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
A Plaza de España foi construída para uma festa. O arquiteto sevilhano Aníbal González a projetou para a Exposição Ibero-Americana de 1929, e o conjunto ficou pronto em 1928: um enorme semicírculo de edifícios em tijolo e cerâmica, misturando renascimento espanhol, barroco e neomudéjar, com um canal na frente, atravessado por quatro pontes que representam os antigos reinos da Espanha. No centro, a fonte de Vicente Traver.
Uma província por banco
O detalhe que prende o visitante está no chão: ao longo da curva, nichos de azulejo representam cada província espanhola, com mapa, cena histórica e duas estantes que hoje funcionam como pequenas bibliotecas comunitárias. O cenário chamou o cinema: a praça aparece em "Lawrence da Arábia" (1962) e virou a cidade de Theed, no planeta Naboo, em "Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones" (2002). Entre 2007 e 2010, a prefeitura gastou 9 milhões de euros restaurando o conjunto, recuperando postes e bancos de cerâmica a partir de fotos antigas.
Endereço: Av. de Isabel la Católica, Parque de María Luisa, 41013 Sevilha, Espanha
2. Metropol Parasol (Las Setas)
Foto: Suicasmo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O arquiteto alemão Jürgen Mayer H. venceu um concurso com 65 propostas para cobrir a Plaza de la Encarnación, e desenhou seis guarda-sóis de madeira que se encontram no alto, inspirados nas abóbadas da Catedral e nos ficus da cidade. Oficialmente, o nome era Metropol Parasol. Os sevilhanos chamaram de Las Setas, "os cogumelos", e o apelido pegou tanto que virou nome oficial depois que o arquiteto registrou a marca original.
Da obra impossível ao mirante
A obra começou em 26 de junho de 2005, com orçamento de 50 milhões de euros e entrega prevista para 2007. Não deu: a engenharia da Arup concluiu que o projeto, do jeito que estava, era tecnicamente inviável, e só em 2009 chegou-se a uma solução com reforços colados. A conta dobrou para cerca de 100 milhões, e a estrutura abriu em abril de 2011. São cerca de 150 por 70 metros e 26 metros de altura, feitos com 3.500 metros cúbicos de pinho finlandês microlaminado, e ela é vendida como a maior estrutura de madeira do mundo. Embaixo ficam um mercado e o Antiquarium, com ruínas romanas e mouras achadas durante a escavação; em cima, uma passarela sinuosa com vista para os telhados do centro.
Endereço: Plaza de la Encarnación, s/n, 41003 Sevilha, Espanha
História
3. Torre del Oro
Foto: Benjamin Smith / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
A Torre del Oro foi construída entre 1220 e 1221, no fim do domínio almóada, por ordem do governador Abu l-Ula, para vigiar o Guadalquivir, a porta de entrada de Sevilha pelo rio. Dela partia uma grande corrente que podia bloquear a passagem dos barcos. O nome, "Torre do Ouro", viria do brilho dourado que ela refletia na água, por causa do material da construção: argamassa, cal e palha prensada.
Três andares, três épocas
A torre é um resumo de história em camadas. O primeiro corpo, de doze lados, é o original almóada. O segundo, octogonal, foi acrescentado no século XIV por Pedro I de Castela, o mesmo do palácio mudéjar do Alcázar. O terceiro, circular, foi refeito em 1760 pelo engenheiro militar Sebastián Van der Borcht, depois dos estragos do terremoto de Lisboa de 1755. Ao longo dos séculos, ela também serviu de prisão. Hoje abriga um pequeno museu naval, com instrumentos náuticos e documentos, e em 1992, durante a Expo de Sevilha, foi irmanada com a Torre de Belém, em Lisboa.
Endereço: Paseo de Cristóbal Colón, s/n, 41001 Sevilha, Espanha
Antonio Hernández Merino, um homem com raízes em Rota que tinha vivido nas Filipinas, então colônia espanhola, fundou La Campana em 1885 com a mulher, Margarita Nalda Gil. O nome veio do vizinho: no mesmo terreno funcionava um posto de bombeiros, e ele ouviu o sino tocar tantas vezes que, na hora de batizar a doceria, não teve dúvida.
Suspiros e yemas
A casa fica no começo da Calle Sierpes, a rua comercial mais conhecida de Sevilha, e mantém a fachada e as mesas na calçada com cara de fim de século XIX. Quatro gerações da família já passaram pelo balcão, e um escudo dourado na parede lembra que La Campana foi fornecedora da Casa Real. Os clássicos são os merengues, as tortas de polvorón, as lenguas de almendra e as yemas sevillanas; na época certa aparecem torrijas e roscón de reyes. Peça um doce, um café, e fique vendo a Sierpes passar.
El Rinconcillo abriu as portas em 1670, no mesmo endereço onde está até hoje, na esquina da Calle Gerona, e é tido como o bar mais antigo de Sevilha. Em 2020 completou 350 anos. A família De Rueda comprou o imóvel em 1858 e segue como dona; em 1897 adquiriu o prédio vizinho, na Calle Alhóndiga, e juntou os dois na taberna que existe hoje.
A conta no balcão
O ritual que todo mundo vem ver é simples: o garçom anota o pedido com giz, direto no balcão de mogno, e soma tudo ali mesmo na hora de pagar. O resto da decoração acompanha: mesas de mármore, barris que viram mesa e azulejos que vão do século XVII ao XIX. Num deles, na parte mais antiga do bar, dá para ler o preço de uma taça de jerez de outros tempos: "chato 40 céntimos". O bar já serviu de cenário para produções espanholas como "Sangre y Arena". Vá para as tapas no balcão, em pé, como os sevilhanos.
Aberto em 1917 e favorito de turistas americanos durante a Lei Seca, o Sloppy Joe's fechou as portas em 1965 e ficou parado quase cinco décadas. Reaberto em 2013 com o balcão original de mais de 18 metros, hoje serve coquetéis clássicos em pleno centro de Havana Vieja.
Foto: Wikimedia Commons
Onde fica
Sloppy Joe's BarBar Sloppy Joe's Bar, Calle Zulueta, Havana, Cuba
O empresário Joaquim Rolla abriu o Quitandinha em 1944 para ser o maior hotel-cassino da América Latina. Os números acompanham a ambição: 50 mil metros quadrados, seis andares, 440 apartamentos e 13 grandes salões com pé-direito de até 10 metros. Na frente, um lago com o formato do mapa do Brasil.
A decoração ficou a cargo da americana Dorothy Draper, uma das designers de interiores mais conhecidas do século XX, que escolheu cores, tecidos e móveis inspirados em cenários de Hollywood. O prédio, por fora, segue um estilo normando.
O cassino não durou. Em 30 de maio de 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra proibiu o jogo no Brasil, e o empreendimento perdeu seu principal motor apenas dois anos depois de abrir.
Em 2007 o Sesc Rio comprou a parte administrativa, com salões e áreas de lazer (os apartamentos continuam particulares). É o Sesc que hoje abre o palácio para visitação. O ponto alto é o Salão Mauá, cuja cúpula tem 30 metros de altura e 50 de diâmetro, e é apontada como a maior cúpula de concreto do mundo.
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