Aberto desde os anos 1950 e comandado pela mesma família, o Bar do Primo mistura petiscos brasileiros e espanhóis num dos endereços mais tradicionais de BH.
Ótimo point para fechar o dia com boa comida e clima de boteco.
Brasil
Aberto desde os anos 1950 e comandado pela mesma família, o Bar do Primo mistura petiscos brasileiros e espanhóis num dos endereços mais tradicionais de BH.
Ótimo point para fechar o dia com boa comida e clima de boteco.
Foto: Wikimedia Commons
Estados Unidos
A Joe's Pizza serve fatias simples e generosas desde 1975. É parada rápida e certeira para provar a clássica pizza de Nova York em pé, no balcão.
Foto: Wikimedia Commons
📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Será que essa pizza é famosa?
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Brasil
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Na Praça Floriano, no coração da Cinelândia carioca, uma fachada pintada de amarelo vivo dá nome a um dos bares mais tradicionais do Rio de Janeiro. O Amarelinho fica de frente para o Theatro Municipal, um dos prédios mais suntuosos da cidade, e há décadas funciona como ponto de encontro de jornalistas, políticos, artistas e boêmios que circulam pelo centro carioca.
A localização privilegiada, na praça que reúne o Theatro Municipal, a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes, colocou o Amarelinho no centro simbólico e cultural da cidade desde cedo. A região da Cinelândia recebeu esse nome justamente por concentrar diversos cinemas nas primeiras décadas do século XX, período em que o bairro se consolidou como point de entretenimento popular carioca.
Por ficar perto de redações de jornais e prédios públicos do centro do Rio, o Amarelinho historicamente atraiu jornalistas em busca de informação, políticos discutindo bastidores e artistas de teatro e cinema que se apresentavam nas casas de espetáculo vizinhas — uma mistura que ajudou a moldar a fama do bar como espaço de conversa e debate público informal.

As mesas na calçada têm vista direta para o Theatro Municipal.
Assim como diversos bares tradicionais do centro do Rio, o Amarelinho vive seu auge nas sextas-feiras à tarde e início de noite, quando trabalhadores da região saem do expediente e lotam as mesas na calçada — um ritual conhecido informalmente entre cariocas como parte da vida social do centro da cidade.
A Cinelândia concentra alguns dos prédios mais importantes do Rio de Janeiro.
Vale aproveitar a visita para conhecer o Theatro Municipal e a Biblioteca Nacional, que ficam literalmente na mesma praça, transformando a parada no bar em parte de um roteiro cultural mais amplo pelo centro do Rio. Nos dias de semana durante o dia o movimento é mais tranquilo, ideal para quem prefere fugir das multidões de sexta-feira.
📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Se você quer um local bem carioca, então vá até o Amarelinho na Cinelândia, centro do RJ. Comida boa, chope MUITO gelado, atendimento impecável... Vai que você encontra um poeta inspirado por la.
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Muito antes de virar sinônimo de charme e badalação no litoral fluminense, Armação dos Búzios era uma península de pescadores conhecida havia séculos pelos indígenas tupinambás, isolada do resto do estado e vivendo quase exclusivamente da pesca artesanal. A história do lugar mudou de rumo em dois momentos separados por quase quatrocentos anos: a instalação de uma armação baleeira no século 17 e a chegada inesperada de uma atriz francesa em pleno verão de 1964.
O topônimo Búzios vem justamente dessa vocação pesqueira antiga. No século 17, colonizadores portugueses instalaram na região uma "armação" — estrutura de terra usada para o abate e processamento de baleias, atividade econômica relevante na costa fluminense da época. Por gerações, a península seguiu como terceiro distrito do vizinho município de Cabo Frio, sem infraestrutura urbana ou comercial digna de nota, num cenário que a imprensa descreveria décadas depois como um verdadeiro "paraíso secreto".
Foi justamente esse isolamento que atraiu, em 1964, a atriz Brigitte Bardot, então um dos maiores símbolos do cinema europeu e perseguida por fotógrafos no mundo todo. Ela esteve na região duas vezes naquele ano: em janeiro, quando passou cerca de quatro meses hospedada no bairro de Manguinhos ao lado do produtor Bob Zagury, e em dezembro, numa segunda estadia que atraiu muito mais atenção da imprensa. A circulação de Bardot pelas praias e o contato direto com os moradores chamaram a atenção de jornalistas e fotógrafos estrangeiros, e a repercussão internacional tirou Búzios do anonimato quase da noite para o dia — um fenômeno que a imprensa da época comparou ao que Saint-Tropez havia vivido na França.
Monumento aos Três Pescadores relembra a origem de Búzios como vila de pescadores
O crescimento turístico acelerou uma outra transformação: a busca por autonomia política. O movimento pela emancipação de Búzios em relação a Cabo Frio ganhou força entre os moradores a partir de 1980 e chegou pela primeira vez à Câmara de Cabo Frio em 1985. O primeiro plebiscito sobre a separação ocorreu em 30 de junho de 1991; um segundo, realizado em 12 de novembro de 1995, confirmou a vontade popular com 96% dos votos favoráveis à emancipação. Armação dos Búzios tornou-se município independente, com a primeira legislatura de sua Câmara Municipal funcionando entre 1997 e 2000.
A Praia Brava é uma das praias que ajudaram a consolidar a fama turística de Búzios
A cidade não deixou a memória daquele verão de 1964 se apagar. Em 1999, a prefeitura inaugurou a Orla Bardot, na região central de Búzios, com uma escultura em bronze da atriz assinada pela artista Christina Motta — a obra retrata Bardot sentada, descalça, em pose relaxada, integrada à paisagem da orla. A própria atriz, porém, acompanhou a transformação do lugar com sentimentos contraditórios: anos depois da visita, chegou a lamentar publicamente que o lado selvagem que a havia seduzido tinha dado lugar a algo bem diferente do que conheceu em 1964. Ainda assim, mais de sessenta anos depois daquele verão, a Orla Bardot segue sendo um dos principais cartões-postais e ferramentas de promoção turística da cidade que a atriz ajudou, sem querer, a colocar no mapa do mundo.
📝 Nota do editor (Peter Goldstein): a "Saint-Tropez brasileira"
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