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Bandeira de Alemanha Alemanha
📍 Munique

O que fazer em Munique: 10 paradas escolhidas

Salão do Café Luitpold, na Brienner Straße, em Munique

Foto: Fred Romero, Wikimedia Commons, CC BY 2.0

Um roteiro com 10 paradas em Munique, Alemanha: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Viktualienmarkt
  2. Neues Rathaus (Glockenspiel)
  3. Schloss Nymphenburg
  4. BMW Welt
  5. Schneider Bräuhaus
  6. Zum Franziskaner
  7. Café Luitpold
  8. Café Frischhut (Schmalznudel)
  9. Augustiner-Keller
  10. Chinesischer Turm

O que visitar

1. Viktualienmarkt

Bancas do Viktualienmarkt, no centro de Munique
Foto: Wikiolo, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Munique já tinha um mercado na praça central, mas ele ficou pequeno. Em 2 de maio de 1807, o rei Maximiliano I José assinou o decreto que tirou a venda de alimentos da Marienplatz, então tomada pelo comércio de grãos, e a levou para o terreno ao lado da igreja do Espírito Santo. Desde então, o Viktualienmarkt abre todos os dias, com exceção de domingos e feriados.

O mercado cresceu em etapas, com uma grande ampliação entre 1823 e 1829, e hoje reúne cerca de 140 bancas e lojas de flores, frutas, queijos, peixes, especiarias, caça e, claro, salsichas.

Um biergarten que troca de cervejaria

No meio das bancas fica o detalhe mais bávaro de todos: o biergarten do mercado não pertence a uma cervejaria só. A torneira alterna, em rodízio de algumas semanas, entre as seis cervejarias tradicionais de Munique (Augustiner, Hacker-Pschorr, Löwenbräu, Hofbräu, Paulaner e Spaten), e uma placa sobre o balcão avisa qual está servindo no momento.

Ao lado ergue-se o Maibaum, o mastro de maio. O primeiro foi doado pelas cervejarias em maio de 1962, depois de um comentário do político municipal Albert Bayerle de que uma "aldeia de um milhão de habitantes" como Munique merecia ter o seu; desde então, vários o substituíram.

Fontes para os comediantes

Espalhadas pelo mercado há fontes com estátuas de artistas populares da cidade: Karl Valentin, Liesl Karlstadt, Weiß Ferdl, Ida Schumacher, Elise Aulinger e Roider Jackl.

Endereço: Viktualienmarkt 3, 80331 Munique, Alemanha

2. Neues Rathaus (Glockenspiel)

O Glockenspiel na torre do Novo Paço Municipal, na Marienplatz, em Munique
Foto: Strubbl, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Pouco antes das 11 horas, a Marienplatz se enche de gente olhando para cima. Na torre de 85 metros do Neues Rathaus, o Novo Paço Municipal, está o Glockenspiel, um carrilhão mecânico com 43 sinos, que somam 7 mil quilos, e 32 figuras que ganham vida duas vezes por dia.

O que as figuras contam

O andar de cima encena o casamento do duque Guilherme V com Renata de Lorena, em 1568, com direito a um torneio a cavalo entre um cavaleiro bávaro e um de Lorena. Embaixo, os bonecos dançam a Schäfflertanz, a dança dos tanoeiros, que a tradição liga ao fim de uma epidemia de peste em 1517. No encerramento, um pequeno galo dourado canta três vezes.

A dança dos tanoeiros não existe só na torre: ela é apresentada ao vivo nas ruas de Munique a cada sete anos, durante o carnaval.

Horários e história

O espetáculo acontece todos os dias às 11h e ao meio-dia, com uma sessão extra às 17h de março a outubro, e dura cerca de 15 minutos. O carrilhão soou pela primeira vez em 1908, quando o prédio neogótico projetado por Georg von Hauberrisser estava perto de ficar pronto, depois de obras feitas em etapas desde 1867. Passou por restauração em 2007.

Vale olhar também para o topo da torre: lá está o Münchner Kindl, a figura de monge que é símbolo da cidade, obra do escultor Anton Schmid.

Endereço: Marienplatz 8, 80331 Munique, Alemanha

3. Schloss Nymphenburg

Fachada do Schloss Nymphenburg em Munique, com o lago em frente
Foto: Wikimedia Commons

O Schloss Nymphenburg foi a residência de verão dos governantes da Baviera e hoje é um dos principais pontos turísticos de Munique. Vale reservar a manhã para caminhar pelo parque e pelos jardins barrocos antes das salas do palácio ficarem cheias.

Endereço: Schloss Nymphenburg 1, Munique, Alemanha

4. BMW Welt

Fachada do complexo BMW Welt em Munique
Foto: Wikimedia Commons

Junto à sede da BMW e ao Parque Olímpico, o complexo BMW Welt reúne um showroom de arquitetura arrojada e o BMW Museum, com a história da marca. Boa opção de passeio à tarde, sem precisar ser fã de carros.

Endereço: Am Olympiapark 1, Munique, Alemanha

Onde comer

5. Schneider Bräuhaus

Fachada do Schneider Bräuhaus, na rua Tal, em Munique
Foto: Strubbl, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Durante séculos, cerveja de trigo em Munique era assunto da coroa: só a cervejaria da corte, o Hofbräuhaus, podia fazê-la. Quem levou essa cerveja para a iniciativa privada foi justamente o homem que administrava o Hofbräuhaus. Em 1872, Georg Schneider, então arrendatário da casa, adquiriu o privilégio de cerveja de trigo do Hofbräuhaus e, no mesmo ano, adquiriu o terreno da antiga cervejaria Maderbräu, na rua Tal. Em 1874, abriu ali a G. Schneider & Sohn, a primeira cervejaria privada de cerveja de trigo de Munique.

O prédio dos mesmos construtores do Hofbräuhaus

Em 1901, os prédios antigos foram demolidos, e em 1902 e 1903 a construtora Heilmann & Littmann, a mesma que acabara de refazer o Hofbräuhaus, ergueu o Weisses Bräuhaus que está de pé até hoje. A família também deixou marca no estilo: foi Mathilde Schneider quem lançou em 1907 a Aventinus, uma cerveja de trigo forte e escura batizada em homenagem ao historiador bávaro Johannes Aventinus.

A guerra e a mudança para Kelheim

Em 1944, as bombas atingiram o prédio e a produção nunca mais voltou para o centro de Munique: a cervejaria passou a funcionar em Kelheim, onde a família já tinha outra unidade, e continua lá, ainda em mãos da família, hoje com Georg Schneider VI. A casa do Tal foi restaurada entre 1987 e 1993, com as águas-furtadas originais reconstruídas, e em 2016 trocou o nome de Weisses Bräuhaus para Schneider Bräuhaus.

Continua sendo um restaurante de cozinha bávara onde a cerveja de trigo da família é servida no copo alto tradicional, a poucos passos da Marienplatz.

Endereço: Tal 7, 80331 Munique, Alemanha

6. Zum Franziskaner

Interior do restaurante Zum Franziskaner em Munique
Foto: Wikimedia Commons

A poucos passos da Residenz de Munique, o Zum Franziskaner serve clássicos bávaros como weißwurst e brotzeit desde o século 19. É uma boa parada de almoço entre um ponto turístico e outro no centro da cidade.

Endereço: Residenzstraße 9, Munique, Alemanha

Onde tomar café

7. Café Luitpold

Salão do Café Luitpold, na Brienner Straße, em Munique
Foto: Fred Romero, Wikimedia Commons, CC BY 2.0

Quando abriu as portas, em 1º de janeiro de 1888, o Café Luitpold não era um café: era um palácio. O arquiteto Otto Lasne levou de 1886 a 1888 para erguer, na Brienner Straße, um conjunto de mais de 20 salões decorados em neorrenascença, neobarroco e neorrococó, com cúpula, sala de espelhos, corredor de colunas e uma sala de bilhar com 16 mesas. Na época, estava entre os maiores cafés da Europa, e é comparado até hoje ao Café Central de Viena e ao New York de Budapeste.

A mesa do Cavaleiro Azul

A fama artística veio em seguida. A tradição de Munique conta que foi numa mesa do Luitpold que, em 1911, nasceu o grupo Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), com Wassily Kandinsky entre os fundadores. A ligação não é só lenda de balcão: em 1912, a segunda exposição do grupo aconteceu na galeria de Hans Goltz, instalada no mesmo quarteirão do café, o Luitpoldblock. Décadas depois, nos anos 1960, o humorista Loriot era frequentador.

Destruído e refeito

Em 1944, os bombardeios destruíram 80% do prédio. O café reabriu em 1948, numa versão bem mais simples, com o nome de Palmengarten, e os proprietários passaram as décadas seguintes reconstruindo o quarteirão aos poucos. Hoje o Luitpold funciona de novo como café e confeitaria, e no primeiro andar guarda a Sammlung Café Luitpold, provavelmente o menor museu de Munique, que conta a história da casa desde 1888.

Endereço: Brienner Straße 11, 80333 Munique, Alemanha

8. Café Frischhut (Schmalznudel)

Fachada do Café Frischhut (Schmalznudel) em Munique
Foto: Wikimedia Commons

Aberta desde 1973, a Schmalznudel — Café Frischhut é parada certa pra quem passa pelo Viktualienmarkt. A especialidade é a Schmalznudel, uma massa frita polvilhada de açúcar, servida quentinha no balcão.

Endereço: Prälat-Zistl-Straße 8, Munique, Alemanha

Onde beber

9. Augustiner-Keller

Mesas do biergarten do Augustiner-Keller sob as castanheiras, em Munique
Foto: Chris Light, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Antes de ser biergarten, o Augustiner-Keller era um depósito. No mapa de Munique de 1812, o terreno da Arnulfstraße aparece como armazém de cerveja: porões cavados no chão para guardar a bebida fresca antes da refrigeração. Por cima deles se plantavam castanheiras, cujas folhas largas faziam sombra e impediam o solo de esquentar. Das mesas colocadas debaixo dessas árvores nasceram os biergärten.

De Knorrkeller a Augustiner

Em 1842, o local já aparecia como jardim de cerveja, quando o taberneiro Georg Knorr o assumiu e o rebatizou de Knorrkeller. Em 1862, foi comprado por Josef Wagner, da cervejaria Augustiner, e em 1880 ganhou o nome atual. A grande reforma veio em 1896: salão de festas maior, cozinha nova e um biergarten com 5 mil lugares, cuja aparência externa quase não mudou desde então. Cerca de cem castanheiras ainda fazem sombra no terreno.

A cervejaria que não faz propaganda

A Augustiner é a cervejaria mais antiga de Munique ainda independente, fundada em 1328 por monges agostinianos. O mosteiro foi dissolvido em 1803, a família Wagner comprou a cervejaria em 1829, e desde 1996, por vontade da última herdeira, Edith Haberland Wagner, uma fundação beneficente controla 51% das ações. A marca é conhecida por não fazer publicidade e por ser, entre as seis cervejarias da Oktoberfest, a única que serve na festa exclusivamente de barris de madeira.

Desde 2010, o casal Christian e Petra Vogler administra a casa, a poucos minutos a pé da estação central.

Endereço: Arnulfstraße 52, 80335 Munique, Alemanha

10. Chinesischer Turm

Biergarten ao redor da Chinesischer Turm no Englischer Garten, Munique
Foto: Wikimedia Commons

No coração do Englischer Garten, a Chinesischer Turm é ponto de encontro clássico no fim do dia: cerca de 7 mil lugares ao redor da torre para tomar uma cerveja e ver a orquestra que toca no alto quando o tempo ajuda.

Endereço: Englischer Garten 3, Munique, Alemanha

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Café Luitpold — foto: Fred Romero, Wikimedia Commons, CC BY 2.0
  • Viktualienmarkt — foto: Wikiolo, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0
  • Neues Rathaus (Glockenspiel) — foto: Strubbl, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Schneider Bräuhaus — foto: Strubbl, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Augustiner-Keller — foto: Chris Light, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Schloss Nymphenburg — foto: Wikimedia Commons
  • Café Frischhut (Schmalznudel) — foto: Wikimedia Commons
  • Zum Franziskaner — foto: Wikimedia Commons
  • BMW Welt — foto: Wikimedia Commons
  • Chinesischer Turm — foto: Wikimedia Commons

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O que fazer em Belo Horizonte: 4 paradas escolhidas

Jardins e prédios históricos da Praça da Liberdade em Belo Horizonte

Foto: Tet / Wikimedia Commons (CC0)

Um roteiro com 4 paradas em Belo Horizonte, MG, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Praça da Liberdade
  2. Mercado Central de Belo Horizonte
  3. Parque Municipal Américo Renné Giannetti
  4. Bar do Primo

O que visitar

1. Praça da Liberdade

Jardins e prédios históricos da Praça da Liberdade em Belo Horizonte
Foto: MICHELLE TAMIETTI / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Tombada como Conjunto Monumental do Centro Cívico de Minas Gerais, a Praça da Liberdade tem jardins inspirados em Versalhes e reúne o Circuito Liberdade, com museus e centros culturais.

Ótima parada para uma caminhada tranquila pela manhã.

Endereço: Praça da Liberdade, Funcionários, Belo Horizonte, Brasil

2. Mercado Central de Belo Horizonte

Interior movimentado do Mercado Central de Belo Horizonte
Foto: Wikimedia Commons

Com mais de 400 lojas, o Mercado Central é parada obrigatória para provar queijos, cachaças e comida mineira em meio ao artesanato local.

Bom lugar para almoçar e sentir o clima da culinária de Minas Gerais.

Endereço: Avenida Augusto de Lima, 744, Centro, Belo Horizonte, Brasil

3. Parque Municipal Américo Renné Giannetti

Vista do Parque Municipal Américo Renné Giannetti em Belo Horizonte
Foto: Wikimedia Commons

Com quase 200 mil m² de área verde, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti é um respiro em meio ao centro de Belo Horizonte.

Boa pedida para uma pausa à tarde, entre lagos e árvores centenárias.

Endereço: Avenida Afonso Pena, 1377, Centro, Belo Horizonte, Brasil

Onde beber

4. Bar do Primo

Fachada do tradicional Bar do Primo em Belo Horizonte
Foto: Rafael Lemieszek / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Aberto desde os anos 1950 e comandado pela mesma família, o Bar do Primo mistura petiscos brasileiros e espanhóis num dos endereços mais tradicionais de BH.

Ótimo point para fechar o dia com boa comida e clima de boteco.

Endereço: Rua dos Aimorés, 2238, Belo Horizonte, Brasil

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Praça da Liberdade — foto: MICHELLE TAMIETTI / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
  • Mercado Central de Belo Horizonte — foto: Wikimedia Commons
  • Parque Municipal Américo Renné Giannetti — foto: Wikimedia Commons
  • Bar do Primo — foto: Rafael Lemieszek / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Bar Luiz: o clássico alemão que resiste no centro do Rio desde 1887

Interior histórico do Bar Luiz, no centro do Rio de Janeiro

Foto: Monica Kaneko / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

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Na Rua da Carioca, uma das ruas mais movimentadas do centro histórico do Rio de Janeiro, um letreiro discreto marca a entrada de um dos bares mais antigos da cidade ainda em funcionamento. Fundado em 1887 por imigrantes alemães — inicialmente com outro nome, batizado de Bar Luiz só depois, em homenagem a um de seus proprietários —, o bar atravessou mais de 130 anos sem perder a essência: mesas de mármore, garçons de colete e uma cozinha que ainda lembra a origem germânica da casa.

Herança alemã no cardápio

O prato mais pedido até hoje é o eisbein, joelho de porco defumado e cozido lentamente, tradicionalmente servido com chucrute e purê — uma receita que atravessou gerações praticamente sem alterações. Salsichas artesanais, salada de batata e tábuas de frios completam um cardápio que remete diretamente à colônia alemã que se estabeleceu no Rio de Janeiro no fim do século XIX, muito antes de bairros como a Ilha do Governador ou Petrópolis se tornarem os destinos mais lembrados dessa imigração.

Chope gelado servido no Bar Luiz

O chope gelado é tradição na casa desde o século XIX.

Chope servido do jeito certo

Além da comida, o Bar Luiz é conhecido entre os cariocas por levar a sério o ritual do chope: a bebida é servida em canecas de vidro geladas, com uma técnica de tiragem que os frequentadores mais antigos costumam comentar como diferencial da casa. Não é incomum ver filas na porta em dias de calor, especialmente no fim da tarde, quando funcionários do entorno do centro saem do trabalho.

Um pedaço de história viva

Sobreviver a mais de um século no centro do Rio não foi trivial: o bairro passou por reformas urbanas, mudanças de perfil comercial e, mais recentemente, esvaziamento nos fins de semana, quando o centro financeiro fica mais silencioso. Ainda assim, o Bar Luiz manteve o mesmo endereço na Rua da Carioca, tornando-se um símbolo de resistência e um point tradicional de rodas de chorinho e encontros de fim de expediente.

Roda de chorinho em frente ao Bar Luiz

Rodas de chorinho são comuns na calçada em frente ao bar.

Dicas para a visita

O Bar Luiz funciona principalmente durante a semana, no horário comercial e início da noite, já que fica numa região do centro do Rio mais movimentada em dias úteis. Vale combinar a visita com um passeio pelo centro histórico, aproveitando para conhecer outros clássicos da região, como a Confeitaria Colombo, que fica a poucos minutos a pé.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Bar Luiz — Wikipédia

Foto: Monica Kaneko / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0).

Onde fica

  • Bar Luiz Bar
    Rua da Carioca, 39, Centro, Rio de Janeiro - RJ

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Bandeira de Polônia Polônia
📍 Cracóvia
📍 Dica rápida

Piwnica pod Baranami: o porão que zombou do regime por trinta anos

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No número 27 da Praça Principal de Cracóvia fica o Palácio Pod Baranami — "Sob os Carneiros". Quem passa vê uma fachada nobre e um portão. O que interessa está embaixo: os porões abobadados onde, em 1956, um jovem de 26 anos chamado Piotr Skrzynecki montou um clube estudantil que viraria a instituição mais insolente da Polônia comunista.

A Piwnica pod Baranami — literalmente "o Porão sob os Carneiros" — começou a funcionar em 26 de maio de 1956, e a primeira apresentação aconteceu em dezembro daquele ano. Por mais de três décadas, foi o cabaré político mais conhecido do país: canção, dança e esquete usados sistematicamente para ridicularizar o regime, num período em que fazer isso em público exigia cálculo fino sobre o que a censura toleraria naquela semana.

Skrzynecki (1930–1997) era o mestre de cerimônias e a alma do lugar, e sua morte gerou o boato — repetido até hoje — de que a Piwnica havia fechado. Não fechou. O cabaré continua em atividade nos mesmos porões.

Hoje o endereço funciona em duas camadas: o cabaré, com programação própria, e o bar no subsolo, onde dá para beber sob as abóbadas de pedra sem compromisso com nenhum espetáculo. O ambiente é escuro, apinhado de cartazes e retratos, e não faz o menor esforço para parecer moderno — o que, aqui, é exatamente o ponto.

Confira a programação antes de ir: noite de cabaré e noite de bar comum são experiências bem diferentes, e a primeira costuma exigir ingresso.

Fachada do Palácio Pod Baranami, na Praça Principal de Cracóvia

Foto: Zygmunt Put / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Piwnica pod Baranami Bar
    Rynek Główny 27, 31-010 Cracóvia, Polônia
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