Trinta estátuas de santos, a maioria em estilo barroco, acompanham quem atravessa a pé os 516 metros da Ponte Carlos sobre o rio Vltava. É a mais antiga ponte de pedra de Praga ainda de pé, erguida entre 1357 e 1402 por ordem do imperador Carlos IV para substituir a antiga Ponte Judith, danificada por uma enchente.
O projeto ficou a cargo do arquiteto Petr Parler — o mesmo responsável por boa parte da Catedral de São Vito, dentro do Castelo de Praga. Segundo a tradição, os astrólogos da corte escolheram a data e a hora exatas do início da obra, 9 de julho de 1357 às 5h31, por formar um palíndromo numérico (1-3-5-7-9-7-5-3-1) que Carlos IV, apaixonado por numerologia, acreditava dar força estrutural à construção.
As estátuas começaram a ser instaladas só a partir do fim do século XVII, quando guildas de artesãos de Praga passaram a financiar esculturas de seus santos padroeiros para exibição pública na ponte. A partir de 1965, a cidade começou a substituir gradualmente os originais por réplicas, preservando as peças autênticas no Museu Nacional.
Fechada para carros desde 1978, a ponte liga o Bairro Pequeno (Malá Strana), aos pés do castelo, ao centro histórico da Cidade Velha — hoje tomada por artistas de rua e vendedores, mas ainda o principal caminho a pé entre as duas margens do Vltava.




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