Erguida sobre a antiga fábrica de cerâmica herdada do pai, a Oficina Brennand virou em 1971 o ateliê e museu a céu aberto do artista Francisco Brennand. São mais de 2 mil peças entre esculturas e pinturas espalhadas por jardins e galerias, na Várzea, um pouco afastada do centro.
Foto: Wikimedia Commons
Onde fica
Oficina Cerâmica Francisco BrennandPonto Turístico Rua Diogo de Vasconcelos, Várzea, Recife, Brasil
A cerca de 30 km de Siem Reap, Kampong Phluk é formada por casas erguidas em palafitas de até 10 metros de altura, que acompanham a variação do nível do Tonlé Sap. Um passeio de barco pela vila mostra o dia a dia de quem vive da pesca no maior lago do Sudeste Asiático.
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Onde fica
Kampong PhlukPonto Turístico Kampong Phluk, Siem Reap, Camboja
Inaugurada em 1883 e projetada por John A. Roebling, a Brooklyn Bridge tem uma passarela de pouco mais de 1,7 km com vista para os arranha-céus de Manhattan e do Brooklyn. A travessia a pé é gratuita e um dos passeios mais clássicos da cidade.
Foto: Martin St-Amant ( S23678 ) / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Desça a vá até o Dumbo, do outro lado, no Brookling, e dê uma volta no carrosel.
Onde fica
Brooklyn BridgePonto Turístico Brooklyn Bridge, Park Row, New York
Um roteiro com 5 paradas em Dublin, Irlanda: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Foto: Eric Jones / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
A família Bewley importava chá e café para a Irlanda desde meados do século XIX quando, em 1927, Ernest Bewley abriu o café da Grafton Street, o endereço mais movimentado de Dublin. O terreno já havia abrigado a Whyte's Academy, escola onde estudaram Robert Emmet e o futuro duque de Wellington.
O cartão de visitas do salão são os seis vitrais encomendados a Harry Clarke, o dublinense considerado o maior mestre do vitral da Irlanda. Clarke trabalhou com motivos clássicos e da natureza sobre vidro claro, para deixar a luz entrar, e concluiu as peças pouco antes de morrer, em 1931. Os vitrais só saíram do lugar duas vezes: guardados durante a Segunda Guerra e para restauro em 1998.
Depois de uma reforma milionária e das interrupções da pandemia, o Bewley's voltou a funcionar na Grafton Street e segue servindo café da própria torra, pães e o clássico sticky bun sob os vitrais. É o tipo de parada que muitos dublinenses associam à infância.
Na Bridge Street, a poucos metros do rio Liffey, o The Brazen Head se apresenta como o pub mais antigo da Irlanda, com a data de 1198 estampada na fachada. A rigor, o prédio atual é de 1754, e o registro mais antigo de licença para vender cerveja no endereço é de 1661. Mas há séculos existe alguma hospedaria funcionando naquele ponto, que fica na área onde a Dublin medieval começou.
O pub aparece na história política irlandesa mais de uma vez. Frequentadores como Robert Emmet, Wolfe Tone e Daniel O'Connell são citados em relatos dos séculos XVIII e XIX, e a tradição local conta que Emmet usava um quarto com vista para a porta da frente para vigiar quem se aproximava enquanto planejava a revolta de 1803. James Joyce cita o Brazen Head em Ulysses.
Hoje o Brazen Head vive de música tradicional irlandesa ao vivo todas as noites e de jantares com contação de histórias sobre folclore e literatura do país. O pátio interno, cheio de mesas, costuma lotar no fim de semana. Vale saber que o título de pub mais antigo é disputado: o Sean's Bar, em Athlone, apresenta documentação que remonta a datas ainda mais recuadas.
Na South Great George's Street, o The Long Hall tem licença para vender bebida desde 1766, o que o coloca entre os pubs mais antigos de Dublin. Mas o que impressiona quem entra é o interior de 1881: naquele ano, o proprietário Patrick Dolan concluiu uma reforma no estilo vitoriano que sobrevive quase intacta, com madeira entalhada à mão, espelhos de bordas biseladas, balcão de mogno, folha de ouro no teto e um relógio antigo no fundo do salão.
O nome vem do formato: um corredor comprido e estreito que leva do balcão da frente até a sala dos fundos. Na década de 1860, antes da reforma, o bar era ponto de encontro de fenianos, o movimento republicano irlandês, e relatos da época dizem que a fracassada revolta de 1867 foi articulada ali, até que agentes britânicos se infiltraram e o local foi fechado por um tempo.
Hoje o Long Hall é parada quase obrigatória de quem procura um pub tradicional no centro, sem música alta nem telas de TV, uma raridade cada vez maior na área.
Endereço: 51 South Great George's Street, Dublin 2, D02 X199, Irlanda
Na Duke Street, a um quarteirão da Grafton Street, o Davy Byrnes foi aberto em 1889 pelo dono que lhe deu o nome, vindo do condado de Wicklow. Virou ponto de escritores nas primeiras décadas do século XX, mas a fama mundial veio de um único episódio de ficção.
No capítulo 8 de Ulysses, de James Joyce, publicado em 1922, o personagem Leopold Bloom entra no Davy Byrnes por volta das duas da tarde de 16 de junho de 1904 e pede um sanduíche de gorgonzola com mostarda e uma taça de vinho borgonha. Bloom pensa consigo que aquele é um pub moral: o dono não fica de papo. A cena é curta, mas fixou o bar no mapa literário de Dublin.
Desde então, no Bloomsday, 16 de junho, data em que se passa o romance, leitores do mundo todo fazem fila no Davy Byrnes para repetir o pedido de Bloom: gorgonzola e uma taça de vinho. O sanduíche está no cardápio o ano inteiro.
Endereço: 21 Duke Street, Dublin 2, D02 K380, Irlanda
Vale a parada
5. Old Library, Trinity College Dublin
Foto: David Iliff (Diliff) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
A Biblioteca Antiga do Trinity College, em Dublin, foi construída entre 1712 e 1732 com projeto de Thomas Burgh. Seu andar principal, o Long Room, é um salão abobadado de 65 metros de comprimento, forrado de estantes de carvalho e bustos de mármore de filósofos e escritores. Guarda cerca de 200 mil dos livros mais antigos do acervo.
O teto curvo que impressiona hoje não é o original: até a década de 1850 o Long Room tinha forro plano e um só nível de estantes. Como o Trinity passou a ter direito a uma cópia gratuita de todo livro publicado na Irlanda e no Reino Unido, o espaço ficou pequeno, e em 1860 o telhado foi levantado para abrir a galeria superior.
No mesmo complexo fica o Livro de Kells, manuscrito dos Evangelhos produzido por monges por volta do ano 800, com iluminuras que são um marco da arte medieval europeia. É um dos objetos mais visitados da Irlanda: a mostra reúne o manuscrito e leva o público em seguida ao Long Room.
Seja o primeiro a comentar.