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Bandeira de Itália Itália
📍 Pompeia

O que fazer em Pompeia: 10 paradas escolhidas

Colunas do Fórum de Pompeia com o Monte Vesúvio ao fundo

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 10 paradas em Pompeia, Itália: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Foro di Pompei
  2. Villa dei Misteri
  3. Thermopolium di Pompei
  4. Casa dei Vettii
  5. Santuário della Beata Vergine del Rosario di Pompei
  6. Terme Stabiane
  7. Casa del Fauno
  8. Teatro Grande
  9. Osteria della Via di Mercurio
  10. Ristorante Zi Caterina

O que visitar

1. Foro di Pompei

Colunas do Fórum de Pompeia com o Monte Vesúvio ao fundo
Foto: Wikimedia Commons

O Fórum era o centro da vida pública de Pompeia: ali ficavam o mercado, os templos e os prédios administrativos da cidade antiga. Hoje é o ponto de partida clássico da visita às ruínas, com uma das vistas mais fotografadas da Itália — as colunas do Fórum emolduram o Monte Vesúvio ao fundo.

Endereço: Foro di Pompei, Pompei, Itália

2. Villa dei Misteri

Afresco da Sala dos Mistérios na Villa dei Misteri, em Pompeia
Foto: Wikimedia Commons

A Villa dei Misteri fica um pouco afastada do centro das ruínas, perto do antigo portão de Herculano, mas vale a caminhada: a Sala dos Mistérios guarda um dos ciclos de afrescos mais bem preservados do mundo romano, com figuras em tamanho quase real retratando um ritual iniciático. Parada obrigatória para quem gosta de arte antiga.

Endereço: Villa dei Misteri, Via Villa dei Misteri, Pompei, Itália

3. Thermopolium di Pompei

Balcão de um thermopolium (bar romano antigo) em Pompeia
Foto: Wikimedia Commons

Espalhados pela cidade, os thermopolia eram os pontos de comida rápida de Pompeia — balcões com potes embutidos para manter guisados e bebidas quentes, decorados com afrescos coloridos. O mais famoso, na Regio V, foi escavado recentemente e preserva até restos de comida dentro dos potes. Um retrato curioso de como os romanos comiam na rua.

Endereço: Thermopolium di Pompei, Pompei, Itália

4. Casa dei Vettii

Afresco e larário na Casa dei Vettii, em Pompeia
Foto: Wikimedia Commons

Construída por dois libertos que enriqueceram com o comércio, a Casa dei Vettii é considerada a residência particular mais suntuosa já escavada em Pompeia. Depois de décadas fechada para restauro, reabriu com suas pinturas murais e o jardim interno praticamente intactos — um vislumbre raro do bom gosto (e do dinheiro) da elite comercial romana.

Endereço: Casa dei Vettii, Pompei, Itália

5. Santuário della Beata Vergine del Rosario di Pompei

Fachada do Santuário della Beata Vergine del Rosario di Pompei
Foto: Wikimedia Commons

Enquanto as ruínas contam a história da Pompeia antiga, este santuário do século 19 é o símbolo da cidade moderna que cresceu ao lado do sítio arqueológico. É um dos destinos de peregrinação mais importantes da Itália, com uma cúpula visível de longe e um interior rico em mármore e afrescos. Um bom jeito de fechar o dia saindo das ruínas para a cidade viva.

Endereço: Piazza Bartolo Longo, 1, Pompei, Itália

6. Terme Stabiane

Interior das Terme Stabiane em Pompeia, com colunas e piscina do complexo de banhos romano
Foto: Wikimedia Commons

Erguidas no século 2 a.C., as Terme Stabiane eram o point social de Pompeia: frigidário, tepidário, caldário e até piscina ao ar livre. Os estuques e a estrutura de aquecimento sob o piso continuam visíveis quase intactos.

Endereço: Terme Stabiane, Pompei, Itália

7. Casa del Fauno

Pátio interno e colunas da Casa del Fauno em Pompeia
Foto: Wikimedia Commons

Ocupando um quarteirão inteiro, a Casa del Fauno era a casa mais rica da cidade. Foi aqui que os arqueólogos acharam o mosaico de Alexandre contra os persas, hoje no Museu Arqueológico de Nápoles — mas os pátios e as réplicas no local já valem a visita.

Endereço: Casa del Fauno, Pompei, Itália

8. Teatro Grande

Arquibancadas do Teatro Grande de Pompeia vistas de cima
Foto: Wikimedia Commons

Com arquibancadas esculpidas na encosta, o Teatro Grande recebia comédias e tragédias na Pompeia romana. A acústica natural do desenho em leque ainda impressiona quem senta nas pedras originais.

Endereço: Teatro Grande, Pompei, Itália

9. Osteria della Via di Mercurio

Interior da antiga taverna romana (caupona) na Via di Mercurio, Pompeia, com afrescos na parede
Foto: Wikimedia Commons

Essa caupona na Via di Mercurio era um bar de verdade na Pompeia antiga, com balcão e tudo. As pinturas na parede, incluindo a cena de dois homens jogando dados, ainda dão pra ver de perto.

Endereço: Via del Mercurio

Onde comer

10. Ristorante Zi Caterina

Fachada do restaurante Zi Caterina em Pompeia
Foto: Wikimedia Commons

Aberto desde 1920 e reformado depois de um incêndio em 2022, o Zi Caterina fica bem entre o Santuário e a entrada dos Scavi. Boa pedida pra fazer uma pausa com massas e pizza napolitana depois de uma manhã de ruínas.

Endereço: Ristorante Zi Caterina, Via Roma 20, Pompei, Itália

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Foro di Pompei — foto: Wikimedia Commons
  • Villa dei Misteri — foto: Wikimedia Commons
  • Thermopolium di Pompei — foto: Wikimedia Commons
  • Casa dei Vettii — foto: Wikimedia Commons
  • Santuário della Beata Vergine del Rosario di Pompei — foto: Wikimedia Commons
  • Terme Stabiane — foto: Wikimedia Commons
  • Casa del Fauno — foto: Wikimedia Commons
  • Ristorante Zi Caterina — foto: Wikimedia Commons
  • Teatro Grande — foto: Wikimedia Commons
  • Osteria della Via di Mercurio — foto: Wikimedia Commons

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Bandeira de França França
Bandeira de Paris Paris
📍 Dica rápida

Bar Hemingway: o refúgio de madeira do Ritz Paris onde o escritor bebia seus drinques

Escondido dentro do Ritz Paris, na Place Vendôme, o Bar Hemingway é um salão pequeno revestido de madeira, com troféus de caça e memorabilia do escritor, cliente assíduo do hotel.

Comandado por décadas pelo bartender Colin Field, o bar é famoso por coquetéis clássicos servidos num ambiente que parece ter parado no tempo.

Interior de madeira do Bar Hemingway, dentro do Hotel Ritz Paris

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Bar Hemingway Bar
    Bar Hemingway, Ritz Paris, 15 Place Vendôme, Paris, França
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Bandeira de Espanha Espanha
Bandeira de Madri Madri

O que fazer em Madri: 5 paradas escolhidas

Fachada da Chocolatería San Ginés em Madri

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Madri, Espanha: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Mercado de San Miguel
  2. Templo de Debod
  3. Casa Ciriaco
  4. Chocolatería San Ginés
  5. Cervecería Alemana

O que visitar

1. Mercado de San Miguel

Interior do Mercado de San Miguel em Madri
Foto: Zaqarbal / Wikimedia Commons

A poucos passos da Plaza Mayor, o Mercado de San Miguel funciona desde 1916 e reúne dezenas de bancas gourmet sob sua estrutura original de ferro e vidro. É um bom lugar para petiscar tapas variadas em pé, andando entre os balcões.

Endereço: Mercado de San Miguel, Plaza de San Miguel, Madrid, Espanha

2. Templo de Debod

Templo de Debod em Madri
Foto: Wikimedia Commons

Doado pelo Egito à Espanha em 1968, o Templo de Debod foi remontado num parque perto da Plaza de España e é um dos mirantes mais procurados de Madri. No fim da tarde, o entorno do templo enche de gente esperando o pôr do sol sobre a cidade.

Endereço: Templo de Debod, Calle Ferraz 1, Madrid, Espanha

Onde comer

3. Casa Ciriaco

Prédio histórico da Casa Ciriaco na Calle Mayor, em Madri
Foto: Wikimedia Commons

Instalada num prédio da Calle Mayor com mais de um século de história, a Casa Ciriaco mantém receitas tradicionais da cozinha madrilenha, como a galinha em pepitória. O salão conserva azulejos e detalhes que remetem às antigas casas de comidas da cidade.

Endereço: Casa Ciriaco, Calle Mayor 84, Madrid, Espanha

Onde tomar café

4. Chocolatería San Ginés

Fachada da Chocolatería San Ginés em Madri
Foto: Wikimedia Commons

Escondida numa passagem perto da Puerta del Sol, a Chocolatería San Ginés é parada obrigatória para provar o clássico chocolate con churros madrilenho. Funciona 24 horas por dia e atrai tanto turistas quanto madrilenhos voltando da noitada.

Endereço: Chocolatería San Ginés, Pasadizo de San Ginés 5, Madrid, Espanha

Onde beber

5. Cervecería Alemana

Fachada da Cervecería Alemana na Plaza de Santa Ana, em Madri
Foto: Wikimedia Commons

Aberta em 1904 por um grupo de cervejeiros alemães, a Cervecería Alemana é um clássico da Plaza de Santa Ana, com garçons de paletó branco e fotos de touradas na parede. Uma mesa perto da janela ainda é lembrada como a preferida de Ernest Hemingway.

Endereço: Cervecería Alemana, Plaza de Santa Ana 6, Madrid, Espanha

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Chocolatería San Ginés — foto: Wikimedia Commons
  • Mercado de San Miguel — foto: Zaqarbal / Wikimedia Commons
  • Casa Ciriaco — foto: Wikimedia Commons
  • Templo de Debod — foto: Wikimedia Commons
  • Cervecería Alemana — foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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Rua XV de Novembro: o calçadão que Curitiba construiu num fim de semana para não dar tempo de liminar

Calçadão da Rua XV de Novembro, no centro de Curitiba

Foto: Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

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No sábado, 20 de maio de 1972, quem passou pelo trecho central da Rua XV de Novembro encontrou um canteiro de obras onde na véspera havia carro. A prefeitura de Curitiba tinha decidido fechar seis quarteirões ao tráfego e transformá-los em calçadão — e decidiu fazer isso num fim de semana, sem aviso, exatamente para que ninguém tivesse tempo de conseguir uma liminar que travasse a obra.

Deu certo. O trecho é apontado até hoje como a primeira rua brasileira entregue exclusivamente aos pedestres, e a decisão virou cartão de visita do urbanismo que projetou Curitiba no resto do mundo.

Rua das Flores, Rua da Imperatriz, Rua XV

A via mudou de nome mais de uma vez antes de virar símbolo. Entre 1850 e 1880 era conhecida como Rua das Flores. A partir de 1880 passou a Rua da Imperatriz. O nome atual chegou em 1889, logo depois da proclamação da República em 15 de novembro — e a rua ficou com a data no lugar do título imperial.

Hoje ela se estende por cerca de 3.300 metros, dos quais só o miolo é fechado ao trânsito. É nesse miolo, calçado em petit-pavé, que estão os prédios que a cidade aprendeu a reconhecer de longe: o Palácio Avenida, o edifício histórico da UFPR, a Reitoria.

Setenta e duas horas de asfalto arrancado

O prefeito era Jaime Lerner, arquiteto, no primeiro dos três mandatos que cumpriria na cidade. A operação foi montada como uma operação militar de logística: os caminhões com as pedras chegaram na noite de sexta-feira, as máquinas entraram em seguida e a obra correu direto pelo fim de semana.

Não foi só arrancar asfalto. Assim que o piso ficou pronto, a prefeitura plantou árvores já adultas e instalou floreiras ao longo do trecho — a ideia era que na segunda-feira a rua não parecesse uma obra recém-terminada, e sim um calçadão que já estava ali.

As crianças que venceram o automóvel

A parte mais contada da história aconteceu no sábado de manhã. Lojistas e o clube de automobilismo local tinham anunciado um protesto: entrariam de carro no trecho fechado para forçar a reabertura.

A prefeitura respondeu distribuindo papel e tinta para crianças desenharem no chão da rua nova. Quando os carros chegaram, encontraram dezenas de crianças espalhadas pelo calçadão pintando. O protesto não passou dali.

O episódio virou, com o tempo, um dos exemplos mais citados de como Curitiba resolveu disputas de espaço urbano no período — ocupando o espaço antes que a discussão sobre ele começasse.

O que ficou

Dois anos depois, em 1974, uma lei estadual protegeu o conjunto como patrimônio paisagístico, o que tirou a reversão da mesa de vez. A fórmula foi copiada por dezenas de cidades brasileiras nas duas décadas seguintes.

O calçadão continua sendo o corredor de pedestres mais movimentado da cidade, com feira de artesanato, banca de flores, confeitarias antigas e o relógio de rua que serve de ponto de encontro desde antes da obra.

Perguntas frequentes

Quando a Rua XV virou calçadão? Em 20 de maio de 1972, quando parte da via foi fechada à circulação de automóveis.

Por que a obra foi feita num fim de semana? Para não dar tempo de o comércio obter uma decisão judicial que suspendesse o fechamento antes de ele estar pronto.

Qual a extensão da rua? Cerca de 3.300 metros no total; o trecho exclusivo de pedestres é o miolo central, calçado em petit-pavé.

Onde fica

  • Calçadão da Rua XV de Novembro Local
    Rua XV de Novembro, Centro, Curitiba - PR

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