Tem Café Aí Tem Café Aí Guia de destinos, sabores e histórias
Bandeira de Turquia Turquia
📍 Istambul
📍 Dica rápida

Grande Bazar de Istambul: 4 mil lojas sob um teto erguido para financiar a Hagia Sophia

Luminária Turca de Mesa em Mosaico de Vidro Marrakech
📦 Recomendação RadarCompraLuminária Turca de Mesa em Mosaico de Vidro MarrakechR$ 283,28Ver no RadarCompra →

Mandado construir em 1461 pelo sultão Mehmed II — que usou a renda dos aluguéis das lojas para financiar a manutenção da Hagia Sophia —, o Grande Bazar (Kapalıçarşı) de Istambul é um dos mercados cobertos mais antigos do mundo ainda em funcionamento. Hoje ocupa cerca de 30.700 m² distribuídos por 61 ruas cobertas, com algo entre 3.000 e 4.000 lojas — em 1890, um levantamento otomano contou 4.399 estabelecimentos ativos ali dentro.

O bazar recebe entre 250 mil e 400 mil visitantes por dia e já foi apontado como a atração turística mais visitada do mundo, com cerca de 91 milhões de visitas anuais registradas em 2014. Entre suas lojas estão vendedores de tapetes, ouro, cerâmica de İznik e as luminárias de mosaico de vidro que se tornaram um dos souvenirs mais associados ao lugar.

Corredor interno do Grande Bazar de Istambul

Foto: espiritu_protector / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Onde fica

  • Grande Bazar (Kapalıçarşı) Local
    Beyazıt, 34126 Fatih/İstanbul, Türkiye
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Continue explorando Istambul


Continue lendo

📍 Dica rápida

Elephant Bar: o bar histórico do Raffles Grand Hotel d'Angkor

Kit 2 Copos de Whisky Cristal Premium (300ml)
📦 Recomendação RadarCompraKit 2 Copos de Whisky Cristal Premium (300ml)R$ 56,90Ver no RadarCompra →

Dentro do Raffles Grand Hotel d'Angkor, aberto desde 1932, o Elephant Bar guarda a maior coleção de uísques e bourbons do Camboja. O nome vem da época em que hóspedes chegavam ao hotel montados em elefantes.

Fachada do Raffles Grand Hotel d'Angkor, sede do Elephant Bar

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Elephant Bar (Raffles Grand Hotel d'Angkor) Bar
    Raffles Grand Hotel d'Angkor
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de França França
Bandeira de Paris Paris

Le Train Bleu: o restaurante Belle Époque escondido dentro de uma estação de trem em Paris

Salão decorado do restaurante Le Train Bleu, em Paris

Foto: Wikimedia Commons

Estatueta Decorativa de Locomotiva a Vapor (miniatura)
📦 Recomendação RadarCompraEstatueta Decorativa de Locomotiva a Vapor (miniatura)R$ 24,53Ver no RadarCompra →

É comum pensar em estações de trem como espaços puramente funcionais, mas a Gare de Lyon, em Paris, guarda uma exceção notável dentro de suas próprias paredes. No andar superior da estação funciona o Le Train Bleu, um restaurante monumental inaugurado em 1901 para a Exposição Universal de Paris, com tetos pintados, dourados e mais de quarenta afrescos que fazem dele um dos interiores Belle Époque mais bem preservados da cidade.

Construído para uma exposição universal

Originalmente batizado de "Buffet de la Gare de Lyon", o restaurante foi encomendado pela companhia ferroviária PLM (Paris-Lyon-Méditerranée) para impressionar visitantes da Exposição Universal de 1900, que trouxe à cidade inovações como a primeira linha do metrô parisiense. O nome atual, Le Train Bleu, é uma homenagem ao lendário trem de luxo que ligava Paris à Riviera Francesa, símbolo de elegância e viagens de luxo no início do século XX.

Quarenta e um afrescos e nomes de destinos

Os afrescos que cobrem o teto e as paredes do salão principal retratam cidades atendidas pelas antigas linhas da PLM — de Marselha a Nice — pintados por artistas premiados da época, contratados especialmente para o projeto. Essa combinação de escala monumental e riqueza artística levou o governo francês a tombar o interior do restaurante como monumento histórico em 1972, um reconhecimento raro para um espaço comercial em funcionamento.

Afrescos no teto do restaurante Le Train Bleu

Os afrescos do teto retratam destinos atendidos pela antiga companhia ferroviária PLM.

Cenário de cinema

A grandiosidade do salão chamou a atenção de cineastas ao longo das décadas: o restaurante aparece em filmes como "Mr. Bean's Holiday" e "Nikita", de Luc Besson, além de ter recebido nomes como Coco Chanel, Salvador Dalí e Jean Cocteau entre seus frequentadores históricos.

Interior ornamentado do Le Train Bleu

O tombamento do interior como monumento histórico ocorreu em 1972.

Dicas para a visita

Como fica dentro da própria Gare de Lyon, é possível conhecer o restaurante mesmo sem embarcar em nenhum trem — vale reservar uma mesa com antecedência, já que o salão é procurado tanto por viajantes quanto por parisienses e turistas que vão especificamente para ver a decoração. Chegar com um pouco de antecedência para apreciar os detalhes do teto antes da refeição é uma boa estratégia.

Onde fica

  • Le Train Bleu Restaurante
    Gare de Lyon, Place Louis-Armand, Paris, França

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Brasil Brasil
Bandeira de Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Armação dos Búzios: como o verão de Brigitte Bardot em 1964 transformou uma vila de pescadores

Vista da orla de Armação dos Búzios, no litoral do Rio de Janeiro

Foto: Wikimedia Commons

Óculos de Sol Redondo Retrô Vintage (Proteção UV400)
📦 Recomendação RadarCompraÓculos de Sol Redondo Retrô Vintage (Proteção UV400)R$ 59,99 R$ 69,99Ver no RadarCompra →

Muito antes de virar sinônimo de charme e badalação no litoral fluminense, Armação dos Búzios era uma península de pescadores conhecida havia séculos pelos indígenas tupinambás, isolada do resto do estado e vivendo quase exclusivamente da pesca artesanal. A história do lugar mudou de rumo em dois momentos separados por quase quatrocentos anos: a instalação de uma armação baleeira no século 17 e a chegada inesperada de uma atriz francesa em pleno verão de 1964.

A armação que deu nome à península

O topônimo Búzios vem justamente dessa vocação pesqueira antiga. No século 17, colonizadores portugueses instalaram na região uma "armação" — estrutura de terra usada para o abate e processamento de baleias, atividade econômica relevante na costa fluminense da época. Por gerações, a península seguiu como terceiro distrito do vizinho município de Cabo Frio, sem infraestrutura urbana ou comercial digna de nota, num cenário que a imprensa descreveria décadas depois como um verdadeiro "paraíso secreto".

O verão de 1964 que mudou tudo

Foi justamente esse isolamento que atraiu, em 1964, a atriz Brigitte Bardot, então um dos maiores símbolos do cinema europeu e perseguida por fotógrafos no mundo todo. Ela esteve na região duas vezes naquele ano: em janeiro, quando passou cerca de quatro meses hospedada no bairro de Manguinhos ao lado do produtor Bob Zagury, e em dezembro, numa segunda estadia que atraiu muito mais atenção da imprensa. A circulação de Bardot pelas praias e o contato direto com os moradores chamaram a atenção de jornalistas e fotógrafos estrangeiros, e a repercussão internacional tirou Búzios do anonimato quase da noite para o dia — um fenômeno que a imprensa da época comparou ao que Saint-Tropez havia vivido na França.

Monumento aos Três Pescadores, em Armação dos Búzios, referência à origem da cidade como vila de pescadores

Monumento aos Três Pescadores relembra a origem de Búzios como vila de pescadores

De distrito pesqueiro a município independente

O crescimento turístico acelerou uma outra transformação: a busca por autonomia política. O movimento pela emancipação de Búzios em relação a Cabo Frio ganhou força entre os moradores a partir de 1980 e chegou pela primeira vez à Câmara de Cabo Frio em 1985. O primeiro plebiscito sobre a separação ocorreu em 30 de junho de 1991; um segundo, realizado em 12 de novembro de 1995, confirmou a vontade popular com 96% dos votos favoráveis à emancipação. Armação dos Búzios tornou-se município independente, com a primeira legislatura de sua Câmara Municipal funcionando entre 1997 e 2000.

Praia Brava, em Armação dos Búzios, uma das praias que passaram a atrair turistas a partir da década de 1960

A Praia Brava é uma das praias que ajudaram a consolidar a fama turística de Búzios

A orla que carrega o nome da atriz

A cidade não deixou a memória daquele verão de 1964 se apagar. Em 1999, a prefeitura inaugurou a Orla Bardot, na região central de Búzios, com uma escultura em bronze da atriz assinada pela artista Christina Motta — a obra retrata Bardot sentada, descalça, em pose relaxada, integrada à paisagem da orla. A própria atriz, porém, acompanhou a transformação do lugar com sentimentos contraditórios: anos depois da visita, chegou a lamentar publicamente que o lado selvagem que a havia seduzido tinha dado lugar a algo bem diferente do que conheceu em 1964. Ainda assim, mais de sessenta anos depois daquele verão, a Orla Bardot segue sendo um dos principais cartões-postais e ferramentas de promoção turística da cidade que a atriz ajudou, sem querer, a colocar no mapa do mundo.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): a "Saint-Tropez brasileira"

Onde fica

  • Orla Bardot Histórico
    Av. José Bento Ribeiro Dantas, 100 - Centro, Armação dos Búzios - RJ, 28950-000

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Carregando mais destinos…