Tem Café Aí Tem Café Aí Guia de destinos, sabores e histórias
Bandeira de Uruguai Uruguai
📍 Montevidéu
📍 Dica rápida

Café Brasilero: o café de 1877 que Eduardo Galeano frequentou por mais de vinte anos

O Livro dos Abraços — Eduardo Galeano (L&PM, Capa Comum)
📦 Recomendação RadarCompraO Livro dos Abraços — Eduardo Galeano (L&PM, Capa Comum)R$ 56,79 R$ 72,90Ver no RadarCompra →

O Café Brasilero abriu em 1877, na rua Ituzaingó, na Ciudad Vieja, e é considerado o café mais antigo de Montevidéu. O salão é pequeno, com menos de 60 metros quadrados, cadeiras italianas e detalhes de bronze art nouveau que estão ali há gerações.

A fama vem de quem sentava nessas mesas. Passaram por lá José Enrique Rodó, Mario Benedetti e Idea Vilariño, e Juan Carlos Onetti escreveu ali páginas de El pozo, nos anos 1930. O freguês mais lembrado é Eduardo Galeano, que frequentou a casa por mais de vinte anos. O cardápio tem um "café Galeano" em homenagem a ele.

Foi o primeiro café declarado Bem de Interesse Departamental pela prefeitura de Montevidéu. Vale ir de manhã, quando o movimento é menor, pedir um café e uma medialuna e olhar as fotos antigas nas paredes.

Fachada do Café Brasilero na rua Ituzaingó, Ciudad Vieja de Montevidéu

Foto: Santiago Mazzarovich / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Café Brasilero Cafeteria
    Ituzaingó 1447, Ciudad Vieja, Montevidéu, Uruguai
— (0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Continue explorando Montevidéu


Continue lendo

Bandeira de Brasil Brasil
Bandeira de Pará Pará
📍 Dica rápida

Amazon Beer: chope artesanal na Estação das Docas

Instalada dentro da Estação das Docas, a Amazon Beer foi uma das primeiras microcervejarias artesanais do país e serve chope de produção própria acompanhado de petiscos regionais. À noite costuma ter música ao vivo.

Boa opção para fechar o dia às margens da baía do Guajará.

Estação das Docas iluminada à noite, em Belém do Pará, onde fica a Amazon Beer

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Amazon Beer Bar
    Boulevard Castilhos França, Estação das Docas, Belém, Brasil
— (0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Brasil Brasil
Bandeira de Paraíba Paraíba

João Pessoa: a cidade que já teve cinco nomes e nasceu de um tratado de paz

Vista do Centro Histórico de João Pessoa, com casarões e arquitetura colonial

Foto: Marcos Elias de Oliveira Júnior / Wikimedia Commons (CC0)

Poucas capitais brasileiras podem dizer que já usaram cinco nomes diferentes em pouco mais de três séculos — e que devem o nome atual a um crime passional que ajudou a derrubar um presidente da República. Por trás do cartão-postal de praias e coqueiros, João Pessoa carrega uma das histórias de fundação mais movimentadas do país.

Um tratado de paz funda a cidade

A capital paraibana nasceu em 5 de agosto de 1585, às margens do rio Sanhauá, com o nome de Cidade Real de Nossa Senhora das Neves. A mesma data marca o dia em que o capitão-mor Frutuoso Barbosa, ao lado de Martim Leitão e João Tavares, selou um tratado de paz com o cacique tabajara Piragibe, consolidando a conquista portuguesa do território depois de anos de resistência indígena e da presença de comerciantes franceses na costa. Com essa fundação, a cidade tornou-se a terceira mais antiga do Brasil, atrás apenas de Salvador (1549) e do Rio de Janeiro (1565).

De Filipeia a Frederica: a disputa holandesa

Em 1588, a povoação ganhou um novo nome, Filipeia de Nossa Senhora das Neves, em homenagem a Filipe II, que reinava sobre Portugal e Espanha unidos sob a União Ibérica. O nome duraria menos de cinquenta anos: em 26 de dezembro de 1634, tropas da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais tomaram a cidade e a rebatizaram Frederikstadt, ou Frederica, em homenagem a Frederico Henrique, príncipe de Orange. Sob domínio holandês — que se estendeu por vinte anos —, a cidade chegou a ter cerca de 1.500 habitantes e 18 engenhos de açúcar em funcionamento, tornando-se um dos maiores núcleos da Nova Holanda ao lado de Mauritsstad, a atual Recife.

Fachada do Convento de Santo Antônio, hoje Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa

Iniciado em 1589, o Convento de Santo Antônio sobreviveu à ocupação holandesa e guarda hoje a Capela Dourada.

Parahyba do Norte e as marcas do período colonial

A reconquista portuguesa, em 1º de fevereiro de 1654, apagou o nome holandês: a cidade passou a se chamar Parahyba, referência ao rio que sempre foi sua principal via de acesso, grafia que depois se firmaria como Paraíba. É desse longo período colonial que restam os principais monumentos do atual Centro Histórico. O Convento de Santo Antônio, iniciado em 1589 — apenas quatro anos após a fundação —, teve a construção interrompida por conflitos internos, foi atingido pela ocupação holandesa, que expulsou os frades franciscanos em 1636, e só ficou plenamente restaurado em 1661. Tombado pelo Iphan em 1952, o conjunto reúne a igreja de São Francisco e a Capela Dourada, coberta de talha barroca do início do século 18. Não muito longe dali, a Igreja de São Frei Pedro Gonçalves completa o conjunto de templos que testemunharam cada uma das trocas de bandeira da cidade.

Um crime passional muda o nome de novo

O quinto e último nome veio de uma tragédia nacional. Em 26 de julho de 1930, o então presidente do estado da Paraíba, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, foi assassinado a tiros na Confeitaria Glória, no Recife, por João Dantas, num crime motivado por uma disputa pessoal envolvendo cartas íntimas e não por rivalidade política. Ainda assim, a morte foi usada pela Aliança Liberal, de Getúlio Vargas, como estopim da Revolução de 1930, que depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse do recém-eleito Júlio Prestes. Em homenagem ao líder morto, a capital da Paraíba adotou seu nome ainda em 1930, batismo que permanece até hoje.

  • 1585 — Cidade Real de Nossa Senhora das Neves
  • 1588 — Filipeia de Nossa Senhora das Neves
  • 1634 — Frederica (Frederikstadt)
  • 1654 — Parahyba (depois Paraíba)
  • 1930 — João Pessoa
Igreja de São Frei Pedro Gonçalves, templo colonial do Centro Histórico de João Pessoa

A Igreja de São Frei Pedro Gonçalves integra o conjunto de templos coloniais do Centro Histórico.

Caminhar hoje pelas ruas estreitas do Centro Histórico, entre sobrados coloniais e igrejas barrocas, é atravessar cada uma dessas camadas: a aldeia tabajara, a vila da União Ibérica, o posto holandês e, por fim, a capital que carrega até hoje o nome de um político morto num crime que, sem nenhuma intenção política, ajudou a mudar os rumos da própria história do Brasil.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

João Pessoa — Wikipédia

Foto: Wikimedia Commons.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Um verdadeiro paraíso com muita história pra contar.

Onde fica

  • Convento de Santo Antônio (Centro Cultural São Francisco) Histórico
    Ladeira São Francisco, S/N - Centro, João Pessoa - PB, 58010-650
  • Igreja de São Frei Pedro Gonçalves Histórico
    Praça Sao Francisco

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Espanha Espanha
Bandeira de Barcelona Barcelona
📍 Dica rápida

Els Quatre Gats: o café que revelou Picasso

Aberto em 1897 na Casa Martí, projeto do arquiteto Puig i Cadafalch, o Els Quatre Gats foi ponto de encontro de Picasso, Gaudí e Ramon Casas. Hoje funciona como restaurante catalão, mantendo a decoração modernista original.

Interior modernista do restaurante Els Quatre Gats em Barcelona

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Els Quatre Gats Restaurante
    Els Quatre Gats, Carrer de Montsió 3, Barcelona, Espanha
— (0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Carregando mais destinos…