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📍 Córdoba

O que fazer em Córdoba: 5 paradas escolhidas

Fachada e torres do Alcázar de los Reyes Cristianos em Córdoba

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Córdoba, Espanha: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Alcázar de los Reyes Cristianos
  2. Palacio de Viana
  3. Mercado Victoria
  4. Bodegas Campos
  5. Bar Santos

O que visitar

1. Alcázar de los Reyes Cristianos

Fachada e torres do Alcázar de los Reyes Cristianos em Córdoba
Foto: Wikimedia Commons

Construído no século XIV sobre ruínas romanas e muçulmanas, o Alcázar foi residência dos Reis Católicos e sede da Inquisição. Hoje a visita é pelos salões mouriscos e, sobretudo, pelos jardins em terraços com fontes e ciprestes recortados. Vale subir à Torre do Leão para ver a Mesquita-Catedral bem ali ao lado.

Endereço: Plaza Campo Santo de los Mártires, s/n, Córdoba, Espanha

2. Palacio de Viana

Um dos pátios floridos do Palácio de Viana em Córdoba
Foto: Wikimedia Commons

Ampliado ao longo de cinco séculos por sucessivos donos, o Palácio de Viana reúne doze pátios internos, do mais formal ao mais despojado e cheio de vasos, além de um jardim de mais de mil metros quadrados. Dá para visitar só os pátios ou entrar também nos salões do palácio.

Endereço: Plaza de Don Gome, 1, Córdoba, Espanha

Onde comer

3. Mercado Victoria

Fachada do Mercado Victoria em Córdoba
Foto: Wikimedia Commons

Primeiro mercado gastronômico da Andaluzia, o Mercado Victoria funciona dentro da antiga Caseta do Círculo da Amizade, em pleno Jardins da Vitória. São cerca de trinta bancas com tapas, frutos do mar e vinhos, ideais para provar um pouco de tudo sem se prender a um único restaurante.

Endereço: Paseo de la Victoria, s/n, Córdoba, Espanha

4. Bodegas Campos

Pátio interno do restaurante Bodegas Campos em Córdoba
Foto: Wikimedia Commons

Fundado como taberna de vinhos no fim do século XIX, o restaurante se espalha por uma sucessão de pátios floridos e salas decoradas com barris assinados por visitantes ilustres. O rabo de touro e o salmorejo estão entre os pratos mais pedidos da casa.

Endereço: Calle Lineros, 32, Córdoba, Espanha

Onde beber

5. Bar Santos

Fachada do Bar Santos junto ao muro da Mesquita-Catedral de Córdoba
Foto: Wikimedia Commons

Encostado no muro nordeste da Mesquita-Catedral, o Bar Santos é conhecido por preparar uma tortilla de batata gigante, fatiada na hora e servida em prato de papel para comer em pé, na rua. É parada clássica para fechar o dia com uma cerveja gelada e uma fatia generosa.

Endereço: Calle Magistral González Francés, 3, Córdoba, Espanha

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Alcázar de los Reyes Cristianos — foto: Wikimedia Commons
  • Mercado Victoria — foto: Wikimedia Commons
  • Bodegas Campos — foto: Wikimedia Commons
  • Palacio de Viana — foto: Wikimedia Commons
  • Bar Santos — foto: Wikimedia Commons

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O que fazer em Siem Reap: 5 paradas escolhidas

Fachada branca do Blue Pumpkin em Siem Reap

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Siem Reap, Camboja: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Banteay Srei
  2. Kampong Phluk
  3. Malis
  4. Blue Pumpkin
  5. Elephant Bar (Raffles Grand Hotel d'Angkor)

O que visitar

1. Banteay Srei

Torres de arenito rosa entalhado do templo Banteay Srei
Foto: Pierre André Leclercq / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Erguido no século 10, o Banteay Srei é pequeno perto de Angkor Wat, mas é considerado a peça mais refinada da arte khmer, com relevos entalhados em arenito rosa. Fica a cerca de 35 km do centro, meio caminho que vale o passeio.

Endereço: Banteay Srei, Siem Reap, Camboja

2. Kampong Phluk

Casas em palafitas na vila de Kampong Phluk, no Tonlé Sap
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A cerca de 30 km de Siem Reap, Kampong Phluk é formada por casas erguidas em palafitas de até 10 metros de altura, que acompanham a variação do nível do Tonlé Sap. Um passeio de barco pela vila mostra o dia a dia de quem vive da pesca no maior lago do Sudeste Asiático.

Endereço: Kampong Phluk, Siem Reap, Camboja

Onde comer

3. Malis

Amok de peixe, prato tradicional khmer servido no Malis
Foto: LittleT889 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Em um jardim tropical na Pokambor Avenue, o Malis eleva a cozinha khmer tradicional sem perder a autenticidade. O amok de peixe, cozido no vapor dentro de folha de bananeira, é o prato mais pedido.

Endereço: Malis Restaurant, Pokambor Avenue, Siem Reap, Camboja

Onde tomar café

4. Blue Pumpkin

Fachada branca do Blue Pumpkin em Siem Reap
Foto: chee.hong / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Num casarão colonial branco a poucos passos do Old Market, o Blue Pumpkin serve pães, sorvetes caseiros e café forte desde 2000. É parada clássica pra começar o dia antes de encarar os templos.

Endereço: Blue Pumpkin, Hospital Street, Siem Reap, Camboja

Onde beber

5. Elephant Bar (Raffles Grand Hotel d'Angkor)

Fachada do Raffles Grand Hotel d'Angkor, sede do Elephant Bar
Foto: Wikimedia Commons

Dentro do Raffles Grand Hotel d'Angkor, aberto desde 1932, o Elephant Bar guarda a maior coleção de uísques e bourbons do Camboja. O nome vem da época em que hóspedes chegavam ao hotel montados em elefantes.

Endereço: Raffles Grand Hotel d'Angkor

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Blue Pumpkin — foto: chee.hong / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
  • Banteay Srei — foto: Pierre André Leclercq / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Malis — foto: LittleT889 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
  • Kampong Phluk — foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Elephant Bar (Raffles Grand Hotel d'Angkor) — foto: Wikimedia Commons

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📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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📍 Munique
📍 Dica rápida

Viktualienmarkt: o mercado que saiu da Marienplatz em 1807 e abre todo dia útil desde então

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Munique já tinha um mercado na praça central, mas ele ficou pequeno. Em 2 de maio de 1807, o rei Maximiliano I José assinou o decreto que tirou a venda de alimentos da Marienplatz, então tomada pelo comércio de grãos, e a levou para o terreno ao lado da igreja do Espírito Santo. Desde então, o Viktualienmarkt abre todos os dias, com exceção de domingos e feriados.

O mercado cresceu em etapas, com uma grande ampliação entre 1823 e 1829, e hoje reúne cerca de 140 bancas e lojas de flores, frutas, queijos, peixes, especiarias, caça e, claro, salsichas.

Um biergarten que troca de cervejaria

No meio das bancas fica o detalhe mais bávaro de todos: o biergarten do mercado não pertence a uma cervejaria só. A torneira alterna, em rodízio de algumas semanas, entre as seis cervejarias tradicionais de Munique (Augustiner, Hacker-Pschorr, Löwenbräu, Hofbräu, Paulaner e Spaten), e uma placa sobre o balcão avisa qual está servindo no momento.

Ao lado ergue-se o Maibaum, o mastro de maio. O primeiro foi doado pelas cervejarias em maio de 1962, depois de um comentário do político municipal Albert Bayerle de que uma "aldeia de um milhão de habitantes" como Munique merecia ter o seu; desde então, vários o substituíram.

Fontes para os comediantes

Espalhadas pelo mercado há fontes com estátuas de artistas populares da cidade: Karl Valentin, Liesl Karlstadt, Weiß Ferdl, Ida Schumacher, Elise Aulinger e Roider Jackl.

Bancas do Viktualienmarkt, no centro de Munique

Foto: Wikiolo, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Onde fica

  • Viktualienmarkt Ponto Turístico
    Viktualienmarkt 3, 80331 Munique, Alemanha
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📍 São Miguel das Missões

São Miguel das Missões: a igreja jesuíta que um arquiteto italiano ergueu em pedra e um povo guarani defendeu com a vida

Ruínas da igreja jesuítica de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul

Foto: Wikimedia Commons

A fachada tem quase 30 metros de altura, mas não guarda mais teto, nem altares, nem os guaranis que a esculpiram pedra por pedra. As ruínas de São Miguel Arcanjo, no interior do Rio Grande do Sul, são o que restou da mais imponente das missões jesuíticas do sul do Brasil — um templo barroco erguido no século XVIII por um arquiteto milanês e um povo que a história tentou apagar duas vezes.

Uma redução que nasceu fugindo

A história de São Miguel começa em 1632, quando os padres jesuítas espanhóis Cristóvão de Mendoza e Pablo Benavides fundaram uma redução guarani em Itaiacecó, às margens do rio Ibicuí. O aldeamento não durou muito: bandeirantes paulistas, que caçavam indígenas para escravizar, atacavam sistematicamente as reduções da região do Tape, e em 1640 os guaranis sobreviventes precisaram atravessar o rio Uruguai em busca de refúgio.

Só em 1687 São Miguel foi reerguida no local onde hoje estão as ruínas, às margens do rio Piratini. A população voltou a crescer — chegou a somar cerca de sete mil pessoas — e a missão passou a integrar os Sete Povos das Missões, o conjunto de reduções orientais administradas pelos jesuítas:

  • São Francisco de Borja
  • São Nicolau
  • São Miguel Arcanjo
  • São Lourenço Mártir
  • São João Batista
  • São Luiz Gonzaga
  • Santo Ângelo Custódio

O templo que um jesuíta italiano desenhou em arenito

Fachada barroca em pedra arenito da igreja de São Miguel Arcanjo

A fachada barroca foi erguida em pedra arenito, com mão de obra guarani

A igreja que hoje define a paisagem de São Miguel começou a ser erguida em 1735, projetada pelo padre jesuíta milanês Giovanni Battista Primoli em estilo barroco. Primoli conduziu a construção da nave, da fachada e da torre em pedra arenito extraída da região, com mão de obra inteiramente guarani — os mesmos indígenas que talhavam a pedra também esculpiam os detalhes ornamentais sob orientação europeia. O catalão José Grimau ficou responsável pelo pórtico. Primoli deixou a obra praticamente pronta em 1744, quando partiu para o Paraguai; faltavam apenas a carpintaria e o telhado, concluídos por volta de 1750 — o mesmo ano em que um tratado assinado do outro lado do Atlântico decretaria o fim de tudo.

O Tratado de Madri e a Guerra Guaranítica

Em 1750, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Madri, trocando território: a Espanha cedeu a área dos Sete Povos das Missões a Portugal em troca da Colônia do Sacramento, no atual Uruguai. O acordo previa que os guaranis abandonassem as terras onde já viviam havia gerações. Padres e indígenas se recusaram a sair, e o confronto armado — a Guerra Guaranítica — começou.

Em São Miguel, o corregedor guarani Sepé Tiaraju, nascido por volta de 1723 dentro da própria redução, liderou a resistência. Ele morreu em combate em 7 de fevereiro de 1756, perto do atual município de São Gabriel; seu corpo nunca foi encontrado, o que alimentou lendas de que teria subido aos céus. Três dias depois, em 10 de fevereiro de 1756, tropas combinadas espanholas e portuguesas — cerca de três mil soldados — esmagaram os guaranis na Batalha de Caiboaté, matando aproximadamente 1.500 indígenas em poucas horas.

Da ruína tomada pelo mato ao Patrimônio Mundial

Vista das ruínas de pedra da redução jesuítica de São Miguel Arcanjo

As ruínas ficaram mais de um século entregues ao mato antes de virarem patrimônio protegido

Com os jesuítas expulsos das possessões espanholas e portuguesas nas décadas seguintes e a população guarani dispersa, São Miguel foi abandonada e ficou mais de um século entregue à vegetação — telhados caindo, madeira apodrecendo, apenas as paredes de pedra resistindo ao tempo. A redescoberta veio no século XX: em 1940 o arquiteto Lúcio Costa projetou o Museu das Missões, inaugurado em 1941 ao lado das ruínas para abrigar a maior coleção pública de arte sacra guarani-jesuítica do Mercosul. Em 1983, a Unesco declarou o sítio Patrimônio Mundial, ao lado de quatro reduções irmãs do lado argentino da fronteira.

Hoje, à noite, um espetáculo de som e luz criado em 1978 projeta sobre as pedras a narrativa dos guaranis que ergueram, defenderam e perderam aquele templo — a mesma pedra arenito que Primoli desenhou continua de pé, sem teto, contando uma história que o Tratado de Madri tentou apagar em 1750 e que a Unesco decidiu preservar para sempre.

Onde fica

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo Histórico
    Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, São Miguel das Missões - RS
  • Museu das Missões Histórico
    Museu das Missões, São Miguel das Missões - RS

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