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📍 Dica rápida

Restaurante Mangai: buffet nordestino tradicional em João Pessoa

Buffet por quilo especializado em comida nordestina, um dos mais tradicionais de João Pessoa. Vá com fome: a variedade de pratos típicos é enorme.

Fachada de uma unidade do Restaurante Mangai

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Comida típica e tradicional

Onde fica

  • Restaurante Mangai Restaurante
    Av. General Edson Ramalho, 696, Manaíra, João Pessoa - PB, 58038-100
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Instituto Ricardo Brennand: o castelo em meio à mata que guarda a maior coleção de Frans Post do mundo

Fachada do castelo do Instituto Ricardo Brennand, em Recife

Foto: Wikimedia Commons

No bairro da Várzea, cercado por um dos últimos fragmentos de Mata Atlântica preservada dentro do perímetro urbano de Recife, ergue-se um castelo com torres, arcos e ameias que lembra as fortalezas medievais europeias. Não é réplica de cenário nem construção antiga: o Instituto Ricardo Brennand foi inaugurado em 2002 para abrigar a coleção particular de um só homem, reunida ao longo de mais de setenta anos.

Um colecionador que começou aos sete anos

Ricardo Coimbra de Almeida Brennand nasceu em Pernambuco em 1927 e ganhou o primeiro item de sua futura coleção — um canivete — do tio, ainda criança. Formou-se engenheiro pela Universidade Federal de Pernambuco em 1949 e construiu carreira à frente de empresas da família ligadas a vidro, aço, cerâmica, cimento, porcelana e açúcar. Em 1999, após vender as fábricas de cimento do grupo, usou parte dos recursos para erguer, em terras de um antigo engenho, o instituto cultural sem fins lucrativos que hoje leva seu nome.

Castelo do Instituto Ricardo Brennand cercado por jardins, em Recife

O conjunto arquitetônico, conhecido como Castelo Brennand, reúne museu, pinacoteca e jardim de esculturas.

Um castelo de estilo Tudor em pleno Nordeste

Batizado informalmente de Castelo Brennand, o conjunto reúne o Museu Castelo São João, a Pinacoteca, os Jardins das Esculturas e a Biblioteca José Antônio Gonsalves de Mello, todos com torres, arcos e detalhes em cerâmica que remetem ao gótico Tudor, estilo tardio da arquitetura medieval inglesa de origem galesa. A propriedade ocupa uma área de cerca de 77.600 metros quadrados, boa parte dela tomada por reserva de mata preservada — um contraste deliberado entre a arquitetura europeia e a paisagem tropical que a envolve.

Frans Post, armaduras e a espada de um rei egípcio

A Pinacoteca do instituto abriga a maior coleção particular do mundo de obras do pintor holandês Frans Post, que retratou paisagens do Brasil durante o período do domínio neerlandês sob o conde Maurício de Nassau, no século XVII. Já o acervo de armas brancas e armaduras europeias reúne entre três e quatro mil peças produzidas entre os séculos XVI e XIX, incluindo um conjunto completo de armadura maximiliana para cavalo e cavaleiro de cerca de 1515, uma espada-pistola alemã de 1590 e espadas que pertenceram ao rei Farouk, do Egito, além de armas associadas aos imperadores brasileiros Dom Pedro I e Dom Pedro II.

Portão principal de entrada do Instituto Ricardo Brennand

O portão principal dá acesso aos jardins que cercam o museu, na Várzea, zona oeste de Recife.

Visitação

O instituto funciona de terça a domingo, das 13h às 17h, com ingresso pago — na última terça-feira de cada mês, a entrada é gratuita. Hoje é tratado como um dos principais pontos turísticos e culturais de Pernambuco, citado com frequência como um dos maiores acervos particulares de armas brancas do mundo aberto ao público, e segue funcionando como espaço de pesquisa e conservação além de museu de visitação.

Onde fica

  • Instituto Ricardo Brennand Ponto Turístico
    Instituto Ricardo Brennand, Alameda Antônio Brennand, Recife - PE

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Café de l'Ambre: a casa de Ginza que envelhece grãos de café por décadas desde 1948

Fachada do Café de l'Ambre, tradicional casa de café em Ginza, Tóquio

Foto: Wikimedia Commons

Em 1948, em meio à reconstrução de Tóquio no pós-guerra, um ex-operador de projetores de cinema abriu uma porta discreta numa viela perto da estação de Shinbashi, a poucos passos da badalada Ginza-dori. O nome escolhido, Café de l'Ambre, remete à cor âmbar que os grãos de café ganham depois de anos de maturação — um detalhe que, décadas depois, transformou a pequena casa de Ichiro Sekiguchi em um dos endereços mais reverenciados do mundo cafeeiro.

Do balcão entre amigos a uma lenda de Ginza

Sekiguchi não tinha formação em café: trabalhava no setor de projetores de cinema, um dos ramos em expansão durante o período Showa, e preparava a bebida para os colegas nos intervalos de trabalho. O talento amador chamou tanta atenção que os próprios amigos o convenceram a abrir um estabelecimento, já que a região não tinha uma casa de café à altura do que ele servia. Assim nasceu, em plena escassez do pós-guerra, o Café de l'Ambre — parte de uma tradição que já vinha de longe: a primeira kissaten (casa de chá e café) do Japão, a Kahi Chakan, havia aberto em Ueno em 1888, e em 1911 o Café Paulista, batizado em homenagem ao café brasileiro, já servia clientes em Ginza.

Grãos que faltavam — e viraram método

A marca registrada da casa nasceu de uma limitação. Em 1948 era difícil encontrar grãos verdes frescos no Japão, e Sekiguchi conseguiu um lote cobiçado de café Sumatra Mandheling que já tinha, na época, cerca de dez anos. Em vez de descartar o café "velho", percebeu que a maturação prolongada suavizava a acidez e aprofundava o sabor. A partir daí, transformou a limitação em especialidade: passou a envelhecer deliberadamente os grãos verdes por no mínimo uma década, chegando a servir cafés com 21 e 23 anos de maturação, com lotes colombianos e cubanos guardados desde os anos 1970.

Esquina iluminada do bairro de Ginza, em Tóquio, onde fica o Café de l'Ambre

O bairro de Ginza, em Tóquio, onde o Café de l'Ambre funciona desde 1948

"Coffee only": uma casa que só serve café

Uma placa na entrada avisa: "coffee only". O cardápio, com cerca de trinta variedades de origem única, gira inteiramente em torno do grão — quente, gelado, em blends ou nas raras sobremesas à base de café, como pudins e gelatinas. Sekiguchi torrava pessoalmente os lotes em pequenas quantidades para preservar o ponto exato de maturação, e cada xícara era moída e preparada na hora, com intensidade e tamanho definidos a pedido do cliente, sempre acompanhada de um copo d'água — o ritual clássico dos kissaten, que viveram sua era de ouro no Japão do pós-guerra e chegaram a somar mais de 154 mil casas pelo país no auge, em 1981.

Rua de Ginza com uma tradicional casa de café (kissaten) japonesa

Ginza reúne diversas casas de café tradicionais, parte da mesma cultura kissaten do Café de l'Ambre

Setenta anos de continuidade

Ichiro Sekiguchi morreu em 2018, aos 104 anos, depois de décadas à frente do próprio balcão. A casa que abriu como um experimento entre amigos no pós-guerra segue funcionando no mesmo bairro de Ginza, mantendo o método artesanal de torra e maturação que a tornou referência obrigatória para quem estuda a história do café no Japão. Em meio às vitrines de luxo e às lojas de departamento que hoje dominam a região, o Café de l'Ambre permanece como um dos poucos lugares de Tóquio onde é possível provar, na mesma xícara, o sabor de décadas de espera.

Onde fica

  • Café de l'Ambre Cafeteria
    Café de l'Ambre, Ginza, Tóquio, Japão

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Long Bar do Raffles Hotel: o bar de Singapura que inventou o Singapore Sling

Interior do Long Bar, no Raffles Hotel, em Singapura

Foto: Wikimedia Commons

Dentro do lendário Raffles Hotel, inaugurado em 1887 e um dos hotéis coloniais mais famosos do sudeste asiático, o Long Bar é o local onde nasceu um dos coquetéis mais conhecidos do mundo: o Singapore Sling. Criado por volta de 1915 pelo bartender Ngiam Tong Boon, o drinque à base de gim, licor de cereja, Cointreau, suco de abacaxi e outros ingredientes foi pensado originalmente para disfarçar como um suco de frutas, numa época em que era mal visto que mulheres bebessem álcool em público.

Um coquetel pensado para a época

A coloração rosada do Singapore Sling, resultado da combinação de licor de cereja com suco de frutas, ajudava a disfarçar a bebida alcoólica como um simples suco tropical, permitindo que mulheres pudessem consumi-la sem chamar atenção nos salões do hotel colonial. A receita original nunca foi documentada de forma definitiva por Ngiam Tong Boon, o que gerou décadas de variações e disputas sobre qual seria a fórmula "autêntica" do coquetel.

Cascas de amendoim no chão

Uma das tradições mais conhecidas do Long Bar é a permissão explícita para que os clientes joguem as cascas de amendoim servido gratuitamente no balcão diretamente no chão de madeira do bar — prática rara em bares de hotéis de luxo, mantida como parte do charme informal e nostálgico do espaço desde muito antes de sua reforma mais recente.

Singapore Sling servido no Long Bar com amendoins

O Singapore Sling é tradicionalmente servido com amendoins à vontade no balcão.

Hóspedes famosos do Raffles

O Raffles Hotel, como um todo, hospedou escritores como Rudyard Kipling, Somerset Maugham e Joseph Conrad, que ajudaram a espalhar a fama do hotel — e, por extensão, do Long Bar — para além da Ásia. O hotel também é famoso por associações lendárias com histórias coloniais de Singapura, incluindo o relato, nunca totalmente comprovado, de um tigre abatido sob uma das mesas de bilhar do próprio hotel no fim do século XIX.

Vista do balcão do Long Bar, no Raffles Hotel

Ventiladores de teto e cadeiras de vime remetem à atmosfera colonial original do bar.

Dicas para a visita

O Long Bar funciona dentro do complexo do Raffles Hotel, na área central de Singapura, e costuma ficar bastante cheio no fim da tarde e à noite, quando turistas buscam experimentar o Singapore Sling original. Vale considerar visitar em horários mais tranquilos, como o início da tarde, para aproveitar melhor a decoração colonial e evitar filas para as mesas.

Onde fica

  • Long Bar - Raffles Hotel Bar
    1 Beach Road, Singapura

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