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📍 Nápoles

O que fazer em Nápoles: 9 paradas escolhidas

Fachada do Gran Caffè Gambrinus, na esquina da Via Chiaia com a Piazza Trieste e Trento, em Nápoles

Foto: Palickap / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Um roteiro com 9 paradas em Nápoles, Itália: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Teatro di San Carlo
  2. Palazzo Reale di Napoli
  3. Cappella Sansevero
  4. L'Antica Pizzeria da Michele
  5. Pizzeria Brandi
  6. Gino e Toto Sorbillo
  7. Gran Caffè Gambrinus
  8. Pasticceria Attanasio
  9. Caffè Letterario Intra Moenia

O que visitar

1. Teatro di San Carlo

Plateia e camarotes em ferradura do Teatro di San Carlo, em Nápoles
Foto: Armando Mancini / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O rei Carlos de Bourbon, então soberano de Nápoles (e mais tarde Carlos III da Espanha), queria um teatro à altura da capital do reino, colado ao Palácio Real. O projeto foi do arquiteto Giovanni Antonio Medrano, com a decoração interna a cargo de Angelo Carasale, e o teatro abriu em 4 de novembro de 1737 com a ópera Achille in Sciro, de Domenico Sarro. É a casa de ópera em atividade contínua mais antiga do mundo: abriu 41 anos antes do Scala de Milão e mais de meio século antes do La Fenice de Veneza.

Fogo em fevereiro, reabertura em janeiro

Em 13 de fevereiro de 1816, durante um ensaio de balé, o teatro pegou fogo. O arquiteto Antonio Niccolini comandou a reconstrução, e o San Carlo reabriu em 12 de janeiro de 1817, menos de um ano depois, com Il sogno di Partenope, de Mayr. A plateia em formato de ferradura, cercada de camarotes, é apontada como a mais antiga do tipo no mundo. A capacidade, que já foi de mais de três mil pessoas, hoje é de cerca de 1.380 lugares.

O que estreou ali

Entre 1815 e 1822, Rossini escreveu uma série de óperas para o San Carlo. Bellini e Verdi também tiveram estreias na casa, e em 1835 foi ali que subiu pela primeira vez Lucia di Lammermoor, de Donizetti.

Dica

A temporada de ópera vai de fim de novembro a julho. Fora dela, ou sem ingresso, dá para conhecer a sala nas visitas guiadas. O teatro fica de frente para a Galleria Umberto I e ao lado da Piazza del Plebiscito.

Endereço: Via San Carlo, 98/F, 80132 Napoli NA, Itália

2. Palazzo Reale di Napoli

Fachada do Palazzo Reale di Napoli
Foto: Wikimedia Commons

O Palazzo Reale foi erguido no início do século XVII para abrigar os vice-reis espanhóis e depois serviu aos Bourbons e à Casa de Saboia. Hoje dá para visitar os salões e o apartamento histórico. Fica de frente para a grande Piazza del Plebiscito.

Endereço: Palazzo Reale di Napoli, Piazza del Plebiscito 1, Napoli, Itália

3. Cappella Sansevero

Interior da Cappella Sansevero
Foto: Wikimedia Commons

A Cappella Sansevero fica no centro histórico, perto da igreja de San Domenico Maggiore. Guarda esculturas do século XVIII, entre elas o famoso Cristo Velado, em que o véu de mármore parece tecido de verdade. Vale reservar o ingresso antes.

Endereço: Cappella Sansevero, Via Francesco De Sanctis 19, Napoli, Itália

Onde comer

4. L'Antica Pizzeria da Michele

Pizza margherita napolitana, com tomate, mozzarella e manjericão
Foto: Valerio Capello / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A família Condurro conta sua história na pizza a partir de 1870, com o patriarca Michele, que aprendeu o ofício com pizzaioli de Torre Annunziata. A primeira pizzaria própria dele abriu em 1906, e em 1930 a casa se mudou para o endereço onde está até hoje, na Via Cesare Sersale, perto da estação central e do bairro de Forcella.

Duas pizzas e pronto

O que fez a fama da casa foi a teimosia. Michele defendia que coberturas demais estragavam o sabor original, e o cardápio histórico se resume a duas pizzas: marinara (tomate, alho, orégano e azeite) e margherita (tomate, fiordilatte e manjericão). Nada de calabresa, nada de quatro queijos. A massa segue o método antigo de fermentação da família, e a ideia é usar poucos ingredientes, todos de qualidade, com azeite extravirgem da Campânia.

Fila de cinema

A pizzaria aparece no livro Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert, e no filme de 2010, com Julia Roberts comendo uma margherita numa das mesas da casa. Desde então, a fila na calçada, com senha distribuída na porta, virou parte da experiência. A quinta geração da família, Laura Condurro, escreveu um livro contando a história da casa.

Dica

Pegue a senha na porta assim que chegar. Se a fila estiver grande, a pizza para viagem sai mais rápido e dá para comer na rua, dobrada "a portafoglio", como se faz em Nápoles.

Endereço: Via Cesare Sersale, 1, 80139 Napoli NA, Itália

5. Pizzeria Brandi

Pizza servida na Pizzeria Brandi, em Nápoles
Foto: Wikimedia Commons (CC0)

Numa ladeira estreita dos Quartieri Spagnoli, a poucos minutos da Via Toledo, fica uma das pizzarias mais antigas de Nápoles. Segundo a história da casa, ela foi fundada em 1780 por Pietro Colicchio, que, sem herdeiros, deixou o negócio para a família Brandi. A pizzaria segue no mesmo ponto, na Salita Sant'Anna di Palazzo.

A rainha e as três cores

A história que a casa conta, e que está numa placa na fachada, é esta: em junho de 1889, o pizzaiolo Raffaele Esposito, casado com Maria Giovanna Brandi, foi chamado para fazer pizzas para o rei Umberto I e a rainha Margherita de Savoia. Das três que preparou, a preferida da rainha foi a de tomate, mozzarella e manjericão, as cores da bandeira italiana. Esposito teria batizado a pizza com o nome dela, e a pizzaria guarda uma carta de agradecimento da corte.

O que dizem os historiadores

A pesquisa mais recente desconfia da versão. Nenhum jornal da época noticiou a tal visita, a autenticidade da carta foi contestada, e tanto a história quanto o nome "margherita" só aparecem com força nas décadas de 1930 e 1940. Pizzas com tomate e mozzarella já existiam em Nápoles antes de 1889. Nada disso tira o lugar da Brandi na história da pizza; só muda a frase da placa de fato para lenda.

Dica

Peça a margherita, claro, e compare com a de outras casas históricas da cidade. A Brandi fica perto da Piazza del Plebiscito e do Teatro di San Carlo, então dá para emendar no mesmo passeio.

Endereço: Salita Sant'Anna di Palazzo, 1/2, 80132 Napoli NA, Itália

6. Gino e Toto Sorbillo

Pizzaria Gino Sorbillo na Via dei Tribunali
Foto: Wikimedia Commons

A pizzaria Sorbillo, na Via dei Tribunali, é uma das mais conhecidas do centro histórico de Nápoles. A massa é macia e a margherita é o prato clássico para provar. Costuma ter fila, então vá cedo.

Endereço: Via dei Tribunali 32, Napoli,

Onde tomar café

7. Gran Caffè Gambrinus

Fachada do Gran Caffè Gambrinus, na esquina da Via Chiaia com a Piazza Trieste e Trento, em Nápoles
Foto: Palickap / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O empresário Vincenzo Apuzzo abriu um "Gran Caffè" em 1860 no térreo do Palazzo della Foresteria, entre a Via Chiaia e a praça que hoje se chama Trieste e Trento, a poucos passos do Palácio Real e da Piazza del Plebiscito. A casa chegou a ter o título de fornecedora da Casa Real.

Quarenta artistas e um rei da cerveja

Em 1890, Mariano Vacca arrendou o espaço e chamou o arquiteto Antonio Curri, que coordenou mais de quarenta artesãos e artistas na reforma: mármores, estuques, espelhos e telas de pintores napolitanos como Luca Postiglione, Pietro Scoppetta, Vincenzo Migliaro e Giuseppe Casciaro. O café reabriu em 3 de novembro de 1890 com o nome de Gran Caffè Gambrinus, homenagem a Gambrinus, o lendário rei flamengo associado à cerveja. As salas ganharam nomes próprios, como a sala dos espelhos e a sala redonda.

Quem passou por ali

A lista de frequentadores citada pela própria história da casa inclui Gabriele D'Annunzio, Matilde Serao, Benedetto Croce, Oscar Wilde, Ernest Hemingway, Jean-Paul Sartre, Totò e os irmãos De Filippo. Foi justamente essa freguesia de intelectuais que causou problema: em 5 de agosto de 1938, o prefeito fascista Giovanni Battista Marziali mandou fechar o café, considerado ponto de encontro de antifascistas, e parte do espaço foi ocupada pelo Banco di Napoli. A reabertura veio depois da guerra, pelas mãos do empresário Michele Sergio, e os filhos dele, Arturo e Antonio, completaram a restauração das salas.

O que pedir

Um espresso no balcão, do jeito napolitano, e uma sfogliatella. O Gambrinus faz parte da Associazione Locali Storici d'Italia, e no balcão costuma ficar o bule do caffè sospeso, o costume napolitano de deixar um café pago para o próximo que não puder pagar.

Endereço: Via Chiaia, 1/2, 80132 Napoli NA, Itália

8. Pasticceria Attanasio

Sfogliatella riccia napoletana
Foto: Wikimedia Commons

A Pasticceria Attanasio fica pertinho da estação Napoli Centrale e é referência em sfogliatelle. A riccia, crocante por fora e cremosa por dentro, sai quentinha do forno. Chegue cedo e leve dinheiro.

Endereço: Pasticceria Attanasio, Vico Ferrovia 1, Napoli, Itália

Onde beber

9. Caffè Letterario Intra Moenia

Piazza Bellini, em Nápoles
Foto: Wikimedia Commons

O Intra Moenia nasceu em 1989 na Piazza Bellini, ao lado das antigas muralhas gregas. Funciona como livraria, café e bar, com terraço na praça e eventos de livros e música. Ótimo para encerrar o dia com um drink.

Endereço: Caffè Letterario Intra Moenia, Piazza Bellini 70, Napoli, Itália

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Gran Caffè Gambrinus — foto: Palickap / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • L'Antica Pizzeria da Michele — foto: Valerio Capello / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
  • Pizzeria Brandi — foto: Wikimedia Commons (CC0)
  • Teatro di San Carlo — foto: Armando Mancini / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
  • Pasticceria Attanasio — foto: Wikimedia Commons
  • Palazzo Reale di Napoli — foto: Wikimedia Commons
  • Gino e Toto Sorbillo — foto: Wikimedia Commons
  • Cappella Sansevero — foto: Wikimedia Commons
  • Caffè Letterario Intra Moenia — foto: Wikimedia Commons

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📍 Sevilha
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Torre del Oro: a torre almóada que fechava o rio com uma corrente

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A Torre del Oro foi construída entre 1220 e 1221, no fim do domínio almóada, por ordem do governador Abu l-Ula, para vigiar o Guadalquivir, a porta de entrada de Sevilha pelo rio. Dela partia uma grande corrente que podia bloquear a passagem dos barcos. O nome, "Torre do Ouro", viria do brilho dourado que ela refletia na água, por causa do material da construção: argamassa, cal e palha prensada.

Três andares, três épocas

A torre é um resumo de história em camadas. O primeiro corpo, de doze lados, é o original almóada. O segundo, octogonal, foi acrescentado no século XIV por Pedro I de Castela, o mesmo do palácio mudéjar do Alcázar. O terceiro, circular, foi refeito em 1760 pelo engenheiro militar Sebastián Van der Borcht, depois dos estragos do terremoto de Lisboa de 1755. Ao longo dos séculos, ela também serviu de prisão. Hoje abriga um pequeno museu naval, com instrumentos náuticos e documentos, e em 1992, durante a Expo de Sevilha, foi irmanada com a Torre de Belém, em Lisboa.

Torre del Oro às margens do rio Guadalquivir, em Sevilha

Foto: Benjamin Smith / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Torre del Oro Histórico
    Paseo de Cristóbal Colón, s/n, 41001 Sevilha, Espanha
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📍 Edimburgo

Castelo de Edimburgo: 26 cercos em cima de um vulcão de 350 milhões de anos

O Castelo de Edimburgo visto da esplanada

Foto: Daniel Kraft, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

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O Castelo de Edimburgo não foi construído numa colina: foi construído em cima de um vulcão. A rocha que sustenta as muralhas é um plugue vulcânico que se formou há cerca de 350 milhões de anos, no Carbonífero inferior, e cujo cume está a 130 metros acima do nível do mar. Tudo o que aconteceu ali em cima nos últimos mil anos aconteceu porque aquele bloco de basalto era, simplesmente, o lugar mais difícil de tomar em toda a região.

Difícil não quer dizer impossível. Uma pesquisa concluída em 2014 identificou 26 cercos ao castelo ao longo de seus 1.100 anos de história — o que o torna, provavelmente, o lugar mais sitiado da Grã-Bretanha e um dos mais sitiados do mundo.

A capela que sobreviveu a tudo

De todo o conjunto, o edifício mais antigo é também o menor: a Capela de Santa Margarida, do início do século XII, é considerada a construção mais antiga de Edimburgo. Ela atravessou incólume séculos de demolições, reconstruções e bombardeios que apagaram quase tudo o que havia em volta.

O resto do castelo é uma colagem de séculos diferentes. A Torre de David começou a ser erguida por volta de 1367, ainda estava incompleta quando David II morreu em 1371, e foi terminada por Roberto II ao longo daquela década. O Grande Salão já existia em 1458 e ganhou sua forma final no começo do século XVI, sob Jaime IV. E a Bateria Meia-Lua, o paredão curvo que qualquer visitante fotografa hoje, foi levantada depois do chamado Cerco Longo (1571–1573), por ordem do regente Morton — os historiadores a descrevem como uma fortificação de artilharia ineficaz e já desatualizada quando ficou pronta.

Também está ali Mons Meg, o canhão medieval entregue a Edimburgo em 1457. Ele passou décadas fora da Escócia e só foi devolvido pela Torre de Londres em 1829.

As joias que ninguém abriu por um século

A história mais estranha do castelo é a das Honras da Escócia — a coroa, o cetro e a espada de estado, as insígnias reais mais antigas ainda existentes nas Ilhas Britânicas. Depois da união dos parlamentos, elas foram guardadas numa sala do castelo, a Crown Room, que foi lacrada e simplesmente esquecida. Correu por gerações o boato de que os ingleses as tinham levado embora.

Em 1818, o escritor Walter Scott obteve autorização para arrombar a sala. As joias estavam lá, intactas, dentro de um baú. Foram postas em exposição pública logo depois, com ingresso de um xelim — e continuam em exibição no mesmo lugar até hoje.

O tiro da uma hora

Todo dia, às 13h, um disparo ecoa pela cidade. O One O'Clock Gun começou a ser disparado em 7 de junho de 1861 — no início, da Bateria Meia-Lua — como sinal sonoro de hora para a navegação no estuário do Forth. A ideia foi de um empresário de Edimburgo, John Hewat, que tinha ouvido um canhão parecido numa visita a Paris.

O tiro nasceu como remendo de um problema anterior. Desde 1852, uma bola de tempo no Monumento a Nelson, em Calton Hill, era baixada às 13h para que os navios acertassem seus cronômetros. Só que Edimburgo vive sob o haar, a névoa espessa que sobe do mar e some com a cidade por horas — e, no nevoeiro, a bola era invisível. O som resolvia o que a vista não alcançava. Um cabo de cerca de 1.280 metros ligava Calton Hill ao castelo para que os dois sinais fossem dados no mesmo instante. Hoje o canhão é disparado da Bateria de Mills Mount, seis dias por semana.

Perguntas frequentes

Qual é a construção mais antiga do castelo? A Capela de Santa Margarida, do início do século XII, tida como o edifício mais antigo de Edimburgo.

Quantas vezes o castelo foi sitiado? Vinte e seis vezes, segundo levantamento de 2014 que cobriu 1.100 anos de história do lugar.

É muito visitado? Sim. Em 2025 recebeu 2.044.963 visitantes, o que o coloca como a segunda atração mais visitada da Escócia.

Onde fica

  • Castelo de Edimburgo Histórico
    Castlehill, Edimburgo EH1 2NG, Escócia, Reino Unido

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Bandeira de Portugal Portugal
Bandeira de Porto Porto

Café Majestic: o salão Art Nouveau do Porto que teria inspirado cenários de Harry Potter

Fachada Art Nouveau do Café Majestic, no Porto

Foto: Maragato1976 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Harry Potter e a Pedra Filosofal + Harry Potter e a Câmara Secreta (capa dura)
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Na Rua de Santa Catarina, uma das ruas comerciais mais movimentadas do Porto, um salão de espelhos, madeira entalhada e estuques dourados abriu em 1921 sob o nome de Elite Café, rebatizado pouco depois de Café Majestic. Considerado um dos cafés históricos mais bonitos da Europa, o Majestic é um dos exemplos mais completos de decoração Art Nouveau preservados em Portugal.

Um salão de luxo nos anos 1920

A decoração combina espelhos emoldurados, esculturas em madeira, couro trabalhado e detalhes em estuque dourado no teto, num estilo que remete diretamente à estética Art Nouveau em voga na Europa no início do século XX. O luxo do espaço fez do Majestic ponto de encontro da burguesia portuense e de intelectuais da cidade desde a inauguração.

A lenda da conexão com Harry Potter

Uma das histórias mais repetidas sobre o Majestic é a de que a escritora J.K. Rowling, que morou no Porto no início dos anos 1990, teria se inspirado no café — e na cidade em geral, incluindo a Livraria Lello — para criar elementos do universo de Harry Potter. A própria autora, em diferentes entrevistas ao longo dos anos, tratou essa conexão de forma ambígua, o que não impediu o Majestic de se tornar um point turístico ainda mais procurado por fãs da saga.

Interior decorado do Café Majestic

Espelhos e talha dourada compõem a decoração Art Nouveau do salão.

Sobrevivente de tempos difíceis

Ao longo do século XX, o Majestic passou por períodos de decadência, incluindo o fechamento temporário nas décadas de 1970 e 1980, período de instabilidade econômica em Portugal. O café foi restaurado e reaberto na década de 1990, recuperando o esplendor original e se consolidando de vez como atração turística da cidade, além de café tradicional para os portuenses.

Detalhes do salão do Café Majestic

O café foi restaurado nos anos 1990, recuperando o esplendor original de 1921.

Dicas para a visita

Por ser uma das atrações mais fotografadas do Porto, o Majestic costuma ter fila em horários de pico, especialmente em fins de semana e alta temporada turística. Vale aproveitar a proximidade com a Livraria Lello, outro ponto associado às lendas sobre Harry Potter na cidade, para um roteiro combinado.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Café Majestic — Wikipédia

Foto: Maragato1976 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).

Onde fica

  • Café Majestic Cafeteria
    Rua de Santa Catarina 112, Porto, Portugal

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