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Casa de Anne Frank: o esconderijo em Amsterdã que virou símbolo contra o esquecimento

Fachada da Casa de Anne Frank em Amsterdã

Foto: Wikimedia Commons

À beira de um dos canais do centro de Amsterdã, um prédio comercial discreto do século XVII guarda uma das histórias mais lidas sobre a Segunda Guerra Mundial. Foi ali, num anexo secreto atrás da empresa do pai da família, que Anne Frank, sua família e outras quatro pessoas se esconderam dos nazistas entre 1942 e 1944, período em que a adolescente escreveu o diário que se tornaria um dos relatos mais conhecidos do Holocausto.

Dois anos escondidos atrás de uma estante

Com a ocupação nazista da Holanda e a perseguição crescente a famílias judias, Otto Frank organizou um esconderijo nos fundos do prédio onde funcionava sua empresa, acessado por uma porta disfarçada atrás de uma estante giratória de livros. Ali, oito pessoas viveram por 25 meses em silêncio quase absoluto durante o dia, dependendo de funcionários de confiança da empresa para trazer comida e notícias do mundo exterior.

O diário que sobreviveu

Durante o período escondida, Anne Frank escreveu diariamente em um diário que havia ganhado de presente de aniversário, registrando desde o cotidiano apertado do esconderijo até reflexões profundas sobre esperança, medo e a natureza humana em meio à guerra. Em agosto de 1944, o grupo foi descoberto e deportado para campos de concentração; Anne morreu no campo de Bergen-Belsen em 1945, poucas semanas antes do fim da guerra. Otto Frank foi o único sobrevivente do grupo e, após a guerra, decidiu publicar o diário da filha, hoje traduzido para dezenas de idiomas.

Vista externa da Casa de Anne Frank

O prédio à beira do canal preserva a fachada original do século XVII.

Um museu contra o esquecimento

Desde 1960, o prédio funciona como museu, preservando o anexo secreto praticamente como estava na época — por decisão de Otto Frank, os cômodos permanecem sem móveis, representando o vazio deixado após as deportações. O museu recebe mais de um milhão de visitantes por ano e mantém um trabalho educativo voltado à história do Holocausto e ao combate a discursos de intolerância na atualidade.

Entrada do museu Casa de Anne Frank

O museu recebe visitantes do mundo inteiro, sempre com ingressos limitados por horário.

Dicas para a visita

Os ingressos para a Casa de Anne Frank costumam esgotar com semanas de antecedência, já que o museu limita o número de visitantes por horário para preservar a experiência — reservar com bastante antecedência pelo site oficial é essencial. A visita é intensa emocionalmente, e muitos visitantes preferem não encadear outros passeios logo em seguida.

Onde fica

  • Casa de Anne Frank Histórico
    Westermarkt 20, Amsterdã, Holanda